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mercado financeiro

05/07/2018 - 18h21min. Alterada em 05/07 às 18h21min

Dólar sobe 0,44% a atinge maior cotação desde 1º de março de 2016

O dólar teve novo dia de valorização nesta quinta-feira (5), e fechou cotado a R$ 3,9304 (+0,44%), o maior valor desde 1º de março de 2016 (R$ 3,9442), período em que a moeda subia em meio às expectativas pelo processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A divisa norte-americana abriu a quinta-feira em baixa, mas engatou alta ainda pela manhã e renovou máximas após a publicação da ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). A sinalização de que os juros vão seguir em elevação na maior economia do mundo manteve o dólar valorizado também frente a outras moedas globais. No mercado local, o Banco Central optou por novamente não fazer leilão extraordinário de contratos de swap, marcando o nono dia seguido sem esse tipo de operação. A falta de ação do BC tem gerando desconforto em alguns profissionais do mercado.
O dólar teve novo dia de valorização nesta quinta-feira (5), e fechou cotado a R$ 3,9304 (+0,44%), o maior valor desde 1º de março de 2016 (R$ 3,9442), período em que a moeda subia em meio às expectativas pelo processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A divisa norte-americana abriu a quinta-feira em baixa, mas engatou alta ainda pela manhã e renovou máximas após a publicação da ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). A sinalização de que os juros vão seguir em elevação na maior economia do mundo manteve o dólar valorizado também frente a outras moedas globais. No mercado local, o Banco Central optou por novamente não fazer leilão extraordinário de contratos de swap, marcando o nono dia seguido sem esse tipo de operação. A falta de ação do BC tem gerando desconforto em alguns profissionais do mercado.
Assim como nos últimos dias, o BC fez apenas leilão de rolagem de contratos de swap que vencem em 1º de agosto, movimentando US$ 700 milhões. A própria ata do Fed citou a valorização do dólar ante o real, destacando que a moeda norte-americana vem se fortalecendo na economia mundial, notadamente ante países como Brasil, México, Argentina e Turquia. Este movimento, combinado com desdobramentos no cenário político, aumenta as preocupações com as "vulnerabilidades financeiras", segundo o documento.
Para o economista sênior do banco canadense TD Bank, James Marple, a ata do Fed reforça que os juros vão seguir em alta, de forma gradual, apesar de o BC americano ter alertado para riscos que podem vir da ampliação da tensão comercial na economia mundial. Essas incertezas, ressalta Marple, ainda não são suficientes para atrapalhar o plano de voo do Fed. Com a divulgação da ata, o dólar à vista bateu máximas e chegou a superar os R$ 3,94.
Na avaliação do gerente de câmbio do Ourinvest, Bruno Foresti, a tendência é que a moeda dos EUA siga se apreciando aqui, refletindo, entre outros fatores, o cenário externo e a expectativa de alta de juros pelo Fed. Ele destaca que tanto os dados recentes do BC sobre o fluxo cambial quanto a avaliação das taxas do cupom cambial (juro em dólar) sinalizam que não está faltando liquidez no mercado à vista para investidores que queiram sair do Brasil. Pela manhã, profissionais de câmbio mencionaram que alguns estrangeiros estavam procurando dólar para sair do País. Com isso, a taxa do cupom subiu para 3,15% hoje ante 3,05% de ontem. Foresti ressalta, porém, que o movimento não é preocupante por enquanto.
Nesta sexta-feira, a expectativa é de novo pregão de poucos negócios, por conta do jogo do Brasil contra a Bélgica, às 15h. "Na prática, o mercado vai ter negócios até umas 14h", disse um operador.