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investimentos

05/07/2018 - 15h33min. Alterada em 05/07 às 16h30min

Poupança acumula captação líquida de R$ 7,350 bilhões no 1º semestre de 2018

Desde 2014 poupança não registrava captação positiva no primeiro semestre de um ano

Desde 2014 poupança não registrava captação positiva no primeiro semestre de um ano


AWESOMECONTENT/FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC
A caderneta de poupança fechou o primeiro semestre de 2018 com captação líquida de R$ 7,350 bilhões, informou nesta quinta-feira o Banco Central. O valor reflete o montante de recursos que os brasileiros depositaram na caderneta, já descontados os saques no período. Desde 2014, quando a recessão econômica ainda não havia começado, a poupança não registrava captação positiva no primeiro semestre de um ano.
A caderneta de poupança fechou o primeiro semestre de 2018 com captação líquida de R$ 7,350 bilhões, informou nesta quinta-feira o Banco Central. O valor reflete o montante de recursos que os brasileiros depositaram na caderneta, já descontados os saques no período. Desde 2014, quando a recessão econômica ainda não havia começado, a poupança não registrava captação positiva no primeiro semestre de um ano.
O resultado do semestre reflete o total de R$ 1,070 trilhão de depósitos na poupança, menos R$ 1,063 trilhão de saques. No período, a poupança registrou saques líquidos apenas em janeiro (R$ 5,201 bilhões) e fevereiro (R$ 708,1 milhões). Nos meses seguintes, houve captação líquida em março (R$ 3,977 bilhões), abril (R$ 1,237 bilhão) e maio (R$ 2,405 bilhões).
Em junho, conforme o BC, a poupança captou R$ 5,639 bilhões líquidos, totalizando quatro meses consecutivos em que os depósitos superaram os saques. Os aportes na caderneta somaram R$ 179,998 bilhões, enquanto os saques atingiram R$ 174,359 bilhões em junho. Considerando os rendimentos de R$ 2,810 bilhões no mês passado, o total de recursos depositados na poupança chega hoje a R$ 749,089 bilhões.
O resultado positivo da poupança no primeiro semestre contrasta com o cenário visto no início dos últimos anos. Em 2015 e 2016, a crise econômica havia acirrado os saques, com as famílias mais retirando do que colocando recursos na caderneta para fazer frente às despesas do dia a dia.
Em 2017, o cenário começou a mudar, em meio ao início da recuperação econômica. Ainda assim, o primeiro semestre foi marcado por mais saques que depósitos, totalizando saídas líquidas de R$ 12,290 bilhões da caderneta.
Este ano, a recuperação gradual da atividade e da própria renda, em um ambiente de inflação baixa, favoreceu a captação líquida de recursos pela poupança no primeiro semestre. Em junho, houve ainda a liberação de parte dos recursos do PIS-Pasep para pessoas que trabalharam entre 1971 e 1988. A liberação de recursos, em um total de R$ 16 bilhões, vai se estender até 28 de setembro.
Atualmente, a remuneração da caderneta de poupança é formada pela taxa referencial (TR) mais 70% da Selic (a taxa básica de juros). A Selic, por sua vez, está hoje em 6,50% ao ano.
Esta regra de remuneração vale sempre que a taxa básica estiver abaixo dos 8,50% ao ano. Quando estiver acima disso, a poupança será atualizada pela TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano).