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Porto Alegre, terça-feira, 03 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 03/07/2018. Alterada em 02/07 às 22h00min

Focus eleva estimativa de inflação para 4,03%

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) aumentaram, pela sétima semana seguida, a estimativa para a inflação em 2018. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4% para 4,03% neste ano. O dado consta da pesquisa Focus, publicação elaborada todas as semanas pelo BC, com projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
A pesquisa do BC passou por mudanças. Agora, é possível saber, por exemplo, quantas instituições financeiras responderam a consulta sobre cada indicador. No caso da projeção para o IPCA neste ano, 114 instituições apresentaram estimativa.
O BC passou a divulgar, também, as estimativas de quatro anos, acrescendo 2020 e 2021. Para as instituições financeiras, o IPCA, em 2019, será 4,10% (mesma estimativa da semana passada) e 4% em 2020 e em 2021.
Essas estimativas estão abaixo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Para 2018, o centro da meta é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a meta é 4%, e, para 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).
Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic - atualmente, 6,5% ao ano. As instituições financeiras avaliam que a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o final de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano e permanecendo nesse patamar em 2020 e 2021.
A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 1,55%, depois de oito reduções consecutivas. A previsão de crescimento do PIB para 2019 caiu, pela quarta vez consecutiva, ao passar de 2,60% para 2,50%. As instituições financeiras também projetam crescimento de 2,50% do PIB em 2020 e 2021. De acordo com a pesquisa, quanto mais distante o período da previsão, menor o número de instituições que respondem à pesquisa. Na previsão para o PIB em 2018, colaboraram 75 instituições; para 2019, 74; para 2020, 56; e para 2021, 51.
A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar passou de R$ 3,65 para R$ 3,70 no fim de 2018, e permanece em R$ 3,60 no fim de 2019 e de 2020. No fim de 2021, a previsão é de R$ 3,70.
Arte Focus - Projeção Semanal
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