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Porto Alegre, terça-feira, 03 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 03/07/2018. Alterada em 03/07 às 01h00min

Índice de compras do setor industrial cai em junho

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial do Brasil caiu de 50,7 em maio para 49,8 em junho, indicando contração da atividade (abaixo de 50 pontos) pela primeira vez desde março de 2017, informou ontem a IHS Markit.

Segundo a economista da instituição Pollyanna de Lima, a retração era "amplamente esperada" devido "aos efeitos em cascata produzidos pelos protestos dos caminhoneiros". "As empresas esperam que a desaceleração seja breve, com uma previsão de expansão do volume de produção nos próximos 12 meses", pondera.

Além dessa percepção de melhora, o único outro ponto positivo obtido na leitura do PMI industrial de junho foi a recuperação nas vendas para a exportação. "Segundo relatos, a desvalorização do real permitiu que os produtores garantissem novos contratos de mercados externos, revertendo o declínio registrado em maio."

Os outros critérios analisados pela pesquisa da IHS Markit são todos negativos. O volume de produção interrompeu uma sequência de 15 meses de crescimento. De acordo com os entrevistados, a queda refletiu o recuo na quantidade de novos trabalhos - 1ª vez desde fevereiro de 2017 -, com a demanda sendo contida pela interrupção causada pelos protestos de caminhoneiros. Além disso, a escassez de insumos para uso contribuiu negativamente para a produção em junho.

Essa falta de matéria-prima, por sua vez, aumentou o número de negócios pendentes, que estavam em redução há 30 meses. Com a escassez, os fornecedores também elevaram os preços. Dessa forma, os produtos industriais ficaram mais caros e a taxa de inflação atingiu o ponto mais alto desde fevereiro de 2016.

Com custos mais elevados e produção menor, houve redução no quadro de funcionários no último mês do segundo trimestre, após oito meses de crescimento do emprego. A IHS Markit ainda destacou que os bloqueios das estradas também prejudicaram os prazos de entrega.

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