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Porto Alegre, sexta-feira, 29 de junho de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Combustíveis

Alterada em 29/06 às 21h19min

Gigante suíça compra quarta maior rede de postos do Brasil

Folhapress
A suíça Glencore anunciou nesta sexta (29) a compra de 78% das ações da distribuidora de combustíveis brasileira Ale, quarta maior empresa do setor. O valor do negócio não foi divulgado.
É a primeira grande operação envolvendo uma empresa estrangeira no mercado brasileiro de distribuição desde o final dos anos 1999, que marcou a chegada ao país de grupos como a argentina YPF (hoje Repsol) e a italiana Agip.
Depois, o Brasil viu a saída de algumas multinacionais, como as duas citadas e a gigante mundial Exxon, que operava no país com a bandeira Esso. Hoje, o mercado é controlado por BR Distribuidora, a parceria Shell/Cosan e Ultra, que opera com a marca Ipiranga.
A Glencore tem operações no comércio internacional de combustíveis e vê a rede da Ale como oportunidade para trazer produtos do exterior ao Brasil.
"O investimento proporcionará à Glencore uma plataforma sólida para aproveitar as significativas oportunidades de crescimento no setor, sendo que a maior parte do aumento da demanda deverá ser suprido por importações", disse a empresa em nota.
A Ale chegou a receber, em 2016, uma proposta de R$ 2,17 bilhões do grupo Ultra, dono da marca Ipiranga, mas o negócio foi vetado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Com uma rede de cerca de 1.500 postos, a Ale foi responsável em 2017 por 4,3% das vendas de combustíveis no país, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).
"O investimento da Glencore fortalecerá a Ale, proporcionando uma plataforma para maior participação no mercado e oportunidade para a empresa melhorar", completou. O atual controlador da Ale, Marcelo Alecrim, manterá 22% da empresa.
Alecrim era proprietário da distribuidora potiguar Sat, que se fundiu em 2006 com a mineira Ale. Após desentendimentos com os antigos sócios, ele assumiu o controle do negócio.
Nos últimos anos, a empresa foi cortejada por diversas multinacionais, como a francesa Total e à norte-americana Bunge. Chegou a disputar com a Cosan a rede de postos da Esso em meados dos anos 2000 e, em 2008, comprou a rede da espanhola Repsol.
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