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26/06/2018 - 12h07min. Alterada em 26/06 às 12h21min

Arrecadação federal mantém ritmo e soma R$ 106,1 bilhões em maio

Receita Federal aponta bom desempenho da produção industrial como um dos fatores crescimento

Receita Federal aponta bom desempenho da produção industrial como um dos fatores crescimento


SAM PANTHAKY/AFP/JC
Folhapress
A arrecadação federal somou R$ 106,1 bilhão em maio, um crescimento de 5,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação do período. Foi o melhor desempenho para o mês desde maio de 2015, segundo divulgou a Receita Federal nesta terça-feira (26).
A arrecadação federal somou R$ 106,1 bilhão em maio, um crescimento de 5,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação do período. Foi o melhor desempenho para o mês desde maio de 2015, segundo divulgou a Receita Federal nesta terça-feira (26).
O bom desempenho das chamadas receitas não administradas pela Receita Federal, que são formadas principalmente por royalties de petróleo, não explica todo o bom desempenho. Mesmo sem a alta dessas receitas, que subiram 36,9% por causa da alta da cotação do petróleo no mercado internacional, a arrecadação administrada pela Receita cresce 5,16%. Com isso, a arrecadação mantém o ritmo de abril, que registrou uma alta de 7,8% nas receitas totais e de 5,8% nas receitas administradas.
No acumulado do ano, as receitas federais somam R$ 606,9 bilhões, um crescimento de 7,81% sobre 2017 e o melhor resultado para o período de janeiro a maio desde 2014. Em 12 meses terminados em maio, o total arrecadado é de R$ 1,4 trilhão, uma alta de 3,65% sobre o período anterior.
A Receita Federal apontou, entre os principais fatores que impactaram o resultado, o bom desempenho da produção industrial, venda de bens e venda de serviços medidos pelo IBGE, além do crescimento do valor em dólar das importações e da expansão da massa salarial. Além disso, houve crescimento da arrecadação de Imposto de Renda e contribuição sobre o lucro de empresas que não pertencem ao setor financeiro e que recolhem pelo regime de estimativa, com alta foi de 34,06%.
No mês passado, houve um impacto positivo de R$ 3,8 bilhões sobre a arrecadação dos chamados fatores não recorrentes (que não se repetem todos os anos) ou devido a mudanças na legislação. O principal ponto foi a alteração da alíquota do PIS/ Cofins dos combustíveis em julho do ano passado, que rendeu R$ 1,5 bilhão a mais na arrecadação do mês passado em relação a maio de 2017. Mesmo sem esses fatores, as receitas federais crescem 4,26% no mês passado.