Porto Alegre, sábado, 14 de março de 2020.
Dia Nacional da Poesia. Dia do Vendedor de Livros.

Jornal do Comércio

Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

mercado financeiro

19/06/2018 - 18h44min. Alterada em 19/06 às 19h07min

Bancos lideram recuperação e Ibovespa fecha em alta de 2,26%

Um dia depois de o Índice Bovespa ter testado o suporte psicológico dos 70 mil pontos, as ações do segmento financeiro comandaram uma expressiva recuperação na Bolsa brasileira. Investidores estrangeiros deram o pontapé inicial nas compras e contagiaram o restante do mercado, levando o índice a fechar aos 71.394,34 pontos, com alta de 2,26%, maior porcentual de ganho em um único dia desde 14 de fevereiro. Os negócios somaram R$ 12,8 bilhões.
Um dia depois de o Índice Bovespa ter testado o suporte psicológico dos 70 mil pontos, as ações do segmento financeiro comandaram uma expressiva recuperação na Bolsa brasileira. Investidores estrangeiros deram o pontapé inicial nas compras e contagiaram o restante do mercado, levando o índice a fechar aos 71.394,34 pontos, com alta de 2,26%, maior porcentual de ganho em um único dia desde 14 de fevereiro. Os negócios somaram R$ 12,8 bilhões.
Profissionais do mercado não apontaram um gatilho único que justificasse as altas expressivas em alguns papéis, mas um conjunto de fatores que, somados, levaram a Bolsa brasileira a minimizar a influência de queda das bolsas de Nova York, em meio ao acirramento da tensão comercial entre Estados Unidos e China. Já era consenso no mercado que a queda das ações brasileiras era exagerada, mas faltava o "start" de uma busca por pechinchas.
Do ponto de vista macroeconômico, contribuiu em boa medida o forte alívio das taxas de juros futuros nesta véspera de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). A redução das apostas em um aumento da taxa Selic favoreceu a bolsa como um todo, mas beneficiou especialmente papéis do setor varejista, que também se destacaram entre as maiores altas do dia. Para os bancos, contou a favor ainda a expectativa pela votação do projeto que trata do cadastro positivo.
Para Raphael Figueredo, analista da Eleven Financial, o rompimento do suporte psicológico dos 70 mil pontos, ontem, pode ter sido um dos gatilhos para que o mercado retomasse a racionalidade, promovendo uma correção de excessos. "Os bancos vinham liderando as quedas do Ibovespa nas últimas semanas e era natural que eles liderassem a recuperação. E assim que surge o primeiro sinal de melhora, ninguém quer ficar para trás", disse ele, ao justificar os ganhos expressivos registrados no decorrer do pregão.
Para se ter uma ideia do bom desempenho dos bancos no dia, o Índice Financeiro, carteira teórica da B3 que congrega 15 ações do segmento, terminou o dia com alta de 4,52%, bem acima do Ibovespa. Entre esses papéis, os destaques ficaram com Banco do Brasil ON (+7,01%), Santander Brasil (+5,36%), Bradesco PN (+5,18%) e Itaú Unibanco PN (+4,51%).
As ações da Petrobras também participaram da sessão de repique da Bolsa, com altas de 3,72% (ON) e 6,34% (PN). Entre as ações da carteira do Ibovespa, a maior alta foi Raia Drogasil ON, com 7,48%. Localiza ON subiu 6,45%, Cielo ON avançou 5,98% e B2W, 5,89%.