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Porto Alegre, quarta-feira, 20 de junho de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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indústria

Notícia da edição impressa de 20/06/2018. Alterada em 20/06 às 01h00min

Eliezer Batista, pai de Eike, morre aos 94 anos

Eliezer foi o primeiro funcionário de carreira a presidir a Vale

Eliezer foi o primeiro funcionário de carreira a presidir a Vale


/ALINE MASSUCA/FOLHAPRESS/JC
O engenheiro civil Eliezer Batista da Silva, de 94 anos, morreu nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, vítima de insuficiência respiratória aguda. Pai do empresário Eike Batista, Eliezer foi presidente da então Companhia Vale do Rio Doce - atualmente Vale - em dois períodos e ministro em dois governos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo.
Em 1949, ingressou na Companhia Vale do Rio Doce, empresa estatal criada havia apenas sete anos, para trabalhar como engenheiro ferroviário. Exerceu vários cargos na empresa até ser nomeado presidente, em 1961, no último ato de governo do então presidente da República Jânio Quadros (1917-1992) antes de renunciar. Aos 36 anos, tornou-se o primeiro empregado de carreira a ocupar a presidência da empresa.
Em 1962, no governo do presidente João Goulart, Eliezer assumiu o Ministério das Minas e Energia, acumulando a presidência da mineradora. A convite do presidente militar João Figueiredo, o engenheiro voltou a ocupar a presidência da Vale do Rio Doce, em 1979. Seu principal desafio era implantar o Projeto Grande Carajás, no meio da selva amazônica. Para isso, convenceu o Banco Mundial a financiar o projeto, que incluía mina, ferrovia e porto. O Carajás foi orçado em US$ 4,2 bilhões, mas acabou custando menos (US$ 2,8 bilhões) e foi entregue no prazo previsto. Em 1986, Eliezer Batista deixou a presidência da Vale.
 
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