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Porto Alegre, terça-feira, 19 de junho de 2018.
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Economia

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Combustíveis

Notícia da edição impressa de 20/06/2018. Alterada em 19/06 às 22h44min

Crescem adaptações para usar GNV no Rio Grande do Sul

Oficina de conversão GNV

Oficina de conversão GNV


/MARIANA CARLESSO/JC
Jefferson Klein
A perspectiva para o mercado de Gás Natural Veicular (GNV) no Rio Grande do Sul é otimista. O combustível, que já tinha seu consumo e adaptações de veículos para o seu aproveitamento crescendo nos últimos meses, ganhou um novo apelo com a dificuldade de abastecimento de gasolina ocasionada pela greve dos caminhoneiros. Como o gás, na maior parte dos postos, chega por gasodutos, o seu fornecimento não foi tão afetado, e a expectativa é de que esse fato impulsione ainda mais as vendas.
De janeiro a abril, foram mais 1.429 veículos adaptados ao uso do GNV no Estado (totalizando 67.095 carros convertidos), e o consumo passou de 202 mil para 223,5 mil metros cúbicos diários. O coordenador do segmento veicular da Sulgás, Marcelo Bastos, enfatiza que o aumento da utilização do GNV no Rio Grande do Sul vem registrando um forte e consolidado incremento desde o ano passado. O dirigente argumenta que a falta de combustíveis, com a greve dos caminhoneiros, deixou mais perceptível as vantagens do gás natural.
De acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do metro cúbico de GNV cobrado nos postos gaúchos na semana passada era R$ 2,849. No caso de Porto Alegre, esse custo era de R$ 2,899 o metro cúbico.
Bastos informa que, com os valores praticados hoje no Estado, o GNV representa uma economia em torno de 50% em relação à gasolina. Além de ser mais barato, o veículo roda uma distância maior por metro cúbico de gás do que por litro de gasolina. Soma-se a esse benefício uma combustão de menor impacto ambiental. Outra vantagem do GNV é ter oscilações de custos menos seguidas do que a gasolina, tendo uma precificação mais previsível e estável.
Atualmente, são 85 postos de combustíveis no Rio Grande do Sul que contam com GNV, e 31 instaladoras homologadas pelo Inmetro para fazer adaptações. Bastos adianta que, até o final do próximo ano, mais municípios gaúchos deverão contar com abastecimento de gás natural veicular. Estão entre essas cidades Gramado, Rio Grande, Erechim e Rosário do Sul. Os locais em que os gasodutos da Sulgás não chegam podem ser atendidos com Gás Natural Comprimido (GNC), que é transportado por carretas.
No momento, a Sulgás está presente em 41 municípios, desses 31 têm postos de GNV. As cidades que têm oferta de GNV, atualmente, são Alvorada, Bento Gonçalves, Cachoeirinha, Campo Bom, Canoas, Capão da Canoa, Casca, Caxias do Sul, Charqueadas, Eldorado do Sul, Esteio, Farroupilha, Garibaldi, Gravataí, Igrejinha, Lajeado, Novo Hamburgo, Osório, Pantano Grande, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, São Leopoldo, Sapiranga, Sapucaia do Sul, Soledade, Torres, Vacaria e Viamão.
JC

Encarecimento da gasolina favoreceu mercado de gás natural veicular no Rio Grande do Sul

A política do governo federal, praticada há alguns anos, de segurar o custo da gasolina nas refinarias da Petrobras teve reflexos no mercado de GNV, frisa o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Veículos e de Peças e Acessórios para Veículos no Estado do Rio Grande do Sul (Sincopeças-RS), Gerson Nunes Lopes. Naquela ocasião, muitos consumidores e até mesmo oficinas mecânicas não achavam interessante entrar no negócio de adaptações por causa de a relação custo-benefício não estar valendo a pena. Hoje, com os sucessivos aumentos da gasolina, o GNV voltou a ser uma alternativa atraente.

Além das elevações do preço da gasolina nas refinarias, o combustível foi onerado no Rio Grande do Sul quando o governo do Estado passou o ICMS cobrado sobre esse produto de 25% para 30%. A medida, se não for renovada, vigorará até o fim deste ano. O presidente do Sincopeças-RS admite que a volta do imposto aos patamares originais pode causar impactos no segmento do GNV, mas, como se trata apenas de 5 pontos percentuais de diferença, não acredita que seja algo muito relevante. Lopes comenta que muitos taxistas, por rodarem grandes distâncias, constantemente, já fizeram a adaptação de seus veículos. Um público que também teve o interesse despertado pelo GNV é o de profissionais de aplicativos de transporte.

O sócio-gerente da Komgás GNV (que oferece serviços de instalação e manutenção de kits de gás natural veicular), Luiz Carlos Koppe, atesta a intensificação da procura por essa solução. O empresário informa que a empresa realiza cerca de 100 conversões mensais e que a agenda está cheia até agosto. Koppe comenta que a instalação dos kits de adaptações custa em média de R$ 4,2 mil a R$ 4,6 mil. No entanto o sócio-gerente da Komgás alerta que, com a valorização do dólar e do aço, provavelmente os equipamentos sofrerão reajustes em breve. O empresário calcula algo na ordem de 10%.

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