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Mercado Financeiro

19/06/2018 - 08h23min. Alterada em 19/06 às 08h23min

Bolsas europeias operam em queda generalizada com ameaças de Trump à China

As bolsas europeias operam em baixa generalizada desde a abertura do pregão desta terça-feira (19), à medida que investidores temem que EUA e China estejam se aproximando de uma guerra comercial plena.
As bolsas europeias operam em baixa generalizada desde a abertura do pregão desta terça-feira (19), à medida que investidores temem que EUA e China estejam se aproximando de uma guerra comercial plena.
Ontem à noite, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que pediu ao Escritório do Representante Comercial (USTR, na sigla em inglês) que estudasse a imposição de tarifas de 10% sobre mais US$ 200 bilhões em produtos chineses. Trump também comentou que, se houver nova retaliação por parte de Pequim, serão adotadas tarifas adicionais sobre outros US$ 200 bilhões em bens da China. Isso significa que o total poderia chegar a US$ 400 bilhões.
Em resposta, a China disse que os EUA "iniciaram uma guerra comercial" e que Pequim terá de adotar "medidas abrangentes" se Washington for adiante com seus planos de tarifação. Na sexta-feira (15), a Casa Branca já havia anunciado planos de impor tarifas de 25% a US$ 50 bilhões em mercadorias da China. Na ocasião, Pequim afirmou que retaliaria os EUA na mesma proporção.
Já em Portugal, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, sinalizou hoje que a instituição poderá estender seu gigantesco programa de compras de ativos, conhecido como QE, e adiar elevações de taxas de juros para combater possíveis choques à economia da zona do euro. Draghi afirmou também que há vários riscos à perspectiva de crescimento econômico da zona do euro, incluindo a ameaça de protecionismo global, a alta recente dos preços do petróleo e a possibilidade de maior volatilidade nos mercados financeiros.
Às 7h54min (de Brasília), o euro caía a US$ 1,1550, de US$ 1,1618 no fim da tarde de ontem. O enfraquecimento da moeda única, porém, vinha dentro um contexto de ampla valorização do dólar, que atrai forte demanda num momento de incertezas no âmbito comercial. A libra também recuava, cotada a US$ 1,3171, ante US$ 1,3239 na véspera.
Continua no radar o cada vez mais complicado cenário político na Alemanha, onde há perigo de ruptura da coalizão da chanceler Angela Merkel. O aliado União Social-Cristã (CSU, pela sigla em alemão) concedeu ontem a Merkel 15 dias para negociar um acordo com a União Europeia que limite a chegada de imigrantes à maior economia do bloco. Sem um pacto, Merkel corre risco concreto de deixar o poder.
Também no horário acima, a Bolsa de Frankfurt liderava perdas na Europa, com queda de 1,30%, enquanto a de Paris recuava 1,06% e a de Londres cedia 0,50%. Em Milão, Madri e Lisboa, as baixas eram de 0,44%, 0,83% e 0,22%, respectivamente.