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Patrimônio

- Publicada em 21/05/2022 às 19h18min.

Campanário de Flores da Cunha tem obras iniciadas com recursos da Lei de Incentivo à Cultura

Projeto tem como finalidade o restauro e a requalificação da torre, patrimônio municipal tombado

Projeto tem como finalidade o restauro e a requalificação da torre, patrimônio municipal tombado


RAFAEL VARELA/SEDAC/DIVULGAÇÃO/JC
Na tarde desta sexta-feira (20), a secretária da Cultura, Beatriz Araujo, esteve na Serra Gaúcha para a cerimônia de início das obras do Campanário de Flores da Cunha. Com financiamento de R$ 1,6 milhão pela Lei de Incentivo à Cultura (LIC), o projeto tem como finalidade o restauro e a requalificação da torre, patrimônio municipal tombado.
Na tarde desta sexta-feira (20), a secretária da Cultura, Beatriz Araujo, esteve na Serra Gaúcha para a cerimônia de início das obras do Campanário de Flores da Cunha. Com financiamento de R$ 1,6 milhão pela Lei de Incentivo à Cultura (LIC), o projeto tem como finalidade o restauro e a requalificação da torre, patrimônio municipal tombado.
A realização do projeto é da Associação de Amigos do Museu Pedro Rossi, em conjunto com a Prefeitura de Flores da Cunha e a Paróquia Nossa Senhora de Lourdes.
O início das obras foi celebrado por meio da assinatura do contrato de prestação de serviços entre os proponentes e a empresa responsável pela execução. O ato oficial também contou com a presença do prefeito de Flores da Cunha, César Ulian, do secretário de Cultura, Educação e Desporto de Flores da Cunha, Itamar Brusamarello, da subsecretária de Cultura da Secretaria de Educação, Cultura e Desporto, Nata Francisconi, do presidente da Câmara dos Vereadores, Angelo Antoninho Boscari Junior, da presidente da Associação de Amigos do Museu Pedro Rossi, Lorete Calza Paludo, e dos representantes de três das empresas patrocinadoras do projeto, Móveis Florense, Hidrover e Mineração Florense.
Beatriz Araujo falou sobre a relação do projeto com a cultura italiana, presença forte no município em função dos imigrantes que se estabeleceram na região e grande influência para a construção do Campanário, há 73 anos. “É uma alegria poder viabilizar projetos que trazem em sua natureza a preservação da fala e da memória daquelas pessoas que construíram a cultura, que fizeram o nosso estado ser rico, diverso, com tantas etnias.”
“Desde 2019, a Sedac tem empregado esforços para ampliar e fortalecer as políticas públicas de cultura. Esse projeto acontece por meio da parceria entre Estado, sociedade civil, através da Associação de Amigos, e empresas, que percebem a importância de fazer parte desse empreendimento”, completou, exaltando a união de forças que tornou possível a execução das obras de restauro.
A secretária também ressaltou os investimentos significativos e nunca antes feitos na cultura do Rio Grande do Sul. “Somente este ano, foram R$ 30 milhões em editais do Fundo de Apoio à Cultura, além dos R$ 70 milhões da Lei de Incentivo. Pelo Avançar na Cultura, estamos implementando R$ 112 milhões, dos quais R$ 82 milhões servirão para preservação do patrimônio, tanto na criação de novos museus, em parceria com os municípios, quanto na recuperação e manutenção das instituições da Sedac.”
A cerimônia foi abrilhantada pela apresentação de um duo de violinos, com os músicos Leonardo Soldatelli Paviani e Mônica Panisson.
Patrimônio
O Campanário da Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes é uma marca arquitetônica de Flores da Cunha. Inaugurado em outubro de 1949, o projeto do arquiteto Vitorino Zani traz fortes traços da cultura italiana. Os cinco sinos – denominados Pierina, Cláudia, Dom Finotti, Antonieta e Imaculata, em referência a autoridades religiosas da época – foram trazidos da França e, juntos, pesam 2,4 toneladas. Em 2019, comemorando seu aniversário de 70 anos, foi oficialmente tombado como patrimônio histórico municipal.
O restauro compreende diversas intervenções, como a correção das lesões da construção de pedra, novas instalações elétricas e de iluminação, a automação do relógio e do sino, uma nova cruz e acessibilidade ao pavimento térreo, além da cobertura e tratamento de seu entorno.
Trazendo novos usos para o espaço e buscando valorizar e fomentar a salvaguarda do patrimônio cultural, o projeto também contempla uma exposição no térreo, uma oficina de fotografia e a publicação de um livro sobre o local.
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