Porto Alegre, quinta-feira, 13 de janeiro de 2022.
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teatro

- Publicada em 12/01/2022 às 21h01min.

Um Ricardo III contemporâneo na abertura do Porto Verão Alegre

Espetáculo 'O inverno do nosso descontentamento' fica em cartaz até 16 de janeiro

Espetáculo 'O inverno do nosso descontentamento' fica em cartaz até 16 de janeiro


MARIANO CZARNOBAI/DIVULGAÇÃO/JC
Novo espetáculo dirigido por Luciano Alabarse, com atuação de Marcelo Ádams e Margarida Peixoto, O inverno do nosso descontentamento - Nosso Ricardo III marca, a partir desta quinta-feira (13), a abertura oficial da edição 2022 do Porto Verão Alegre. As entradas para a primeira sessão estão esgotadas, mas a peça fica em cartaz até domingo (16), sempre às 21h, no Teatro do CHC Santa Casa (avenida Independência, 75). Para todas as atrações do festival, a compra de ingressos é exclusivamente online, no site portoveraoalegre.com.br.
Novo espetáculo dirigido por Luciano Alabarse, com atuação de Marcelo Ádams e Margarida Peixoto, O inverno do nosso descontentamento - Nosso Ricardo III marca, a partir desta quinta-feira (13), a abertura oficial da edição 2022 do Porto Verão Alegre. As entradas para a primeira sessão estão esgotadas, mas a peça fica em cartaz até domingo (16), sempre às 21h, no Teatro do CHC Santa Casa (avenida Independência, 75). Para todas as atrações do festival, a compra de ingressos é exclusivamente online, no site portoveraoalegre.com.br.
A palavra "nosso" no título do espetáculo frisa a liberdade com a qual a peça lida com o material histórico-mítico fornecido por Shakespeare, tornando uma tragédia criada no século XVI em um urro indignado sobre o século XXI. Além de reverenciar Ricardo III, um dos textos mais conhecidos do dramaturgo inglês, O inverno do nosso descontentamento celebra também 20 anos do Teatro ao Quadrado, além de marcar a volta de Luciano Alabarse como diretor teatral.
A obra, segundo Alabarse, renova sua "relação de entusiasmo" com a direção. Ele conta que foi um projeto discutido sem pressa, com todos imersos nas incertezas da pandemia, aproveitando o tempo de resguardo para amadurecer as metas da montagem, inclusive a principal delas: "retomar nosso trabalho apenas em condições presenciais".
O Ricardo da montagem é o vilão shakespeariano, mas não só. Como ele mesmo avisa, retrata em si, e para além de si, os tiranos genocidas de todos os séculos. Essa é a deixa para falar dos Ricardos que o sucederam. Não há truques nessas transformações do personagem: mudanças de corpo, voz e figurinos acontecem à frente do público, prescindindo o uso de ferramentas tecnológicas e se transformando, elas próprias, em elemento narrativo. 
Tratadas individualmente, a partir de rubricas iniciais genéricas, as cenas foram se imantando de forma surpreendente, segundo os realizadores. Trechos de outras peças de Shakespeare se impuseram, unindo-se a discussões e leituras sobre o teatro de Bertolt Brecht, Heiner Muller e Angélica Liddell, além de citações presidenciais e fatos da política brasileira. O cenário, com objetos cirúrgicos e hospitalares jogados em um lixão aleatório, serve como reforço de todas as doenças, físicas e psíquicas, do personagem.
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