Porto Alegre, segunda-feira, 29 de novembro de 2021.
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- Publicada em 25/11/2021 às 16h04min.

Exposição resgata o protagonismo das mulheres nos avanços da computação

Vestido de arame recebe CDs e outros elementos que fazem parte da tecnologia que vai mudando

Vestido de arame recebe CDs e outros elementos que fazem parte da tecnologia que vai mudando


PATRICIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
Quem quer saber mais sobre a história e as evoluções da computação, mas com um olhar sobre as protagonistas dessa área decisiva para os avanços que se vê na atualidade não pode perder a exposição "Enigma: Mulheres na Computação". As informações, contadas a partir de instalações criativas, inusitadas e irreverentes, vão surpreender. 
Quem quer saber mais sobre a história e as evoluções da computação, mas com um olhar sobre as protagonistas dessa área decisiva para os avanços que se vê na atualidade não pode perder a exposição "Enigma: Mulheres na Computação". As informações, contadas a partir de instalações criativas, inusitadas e irreverentes, vão surpreender. 
A mostra fica no Palco Lory F., 4º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), na rua dos Andradas, 736, no Centro Histórico de Porto Alegre, até o dia 30. O acesso é gratuito, e a visitação é diária, das 10h às 20h 
A sequência de 11 obras inspiradas em mulheres que foram decisivas na construção de conhecimentos e nas transformações da tecnologia faz parte de um projeto das áreas de Informática e de Artes do Colégio de Aplicação da Ufrgs. A iniciativa tem outra frente, que é a de conserto de computadores, notebooks e celulares doados e que são destinados a alunos de escolas públicas que não conseguem comprar os equipamentos.
O que hoje é considerado lixo tecnológico, da fita cassete, do disquete a modelos de mouse e computadores de mesa ultrapassados, vira arte, que busca traduzir a presença e as contribuições femininas na área no mundo, e ao longo de séculos, e no Brasil.
A coordenadora do projeto e da exposição, a professora de Cultura Digital Clevi Rapkievicz, relata que um dos aspectos educativos da mostra reside na maneira como esse diálogo entre arte e reciclagem apresenta o legado das mulheres na informática. O projeto surgiu em 2014, diante da constatação da reduzida presença feminina na área de tecnologia da informação.
“Começamos com intervenções em sala de aula, divulgando a trajetória de mulheres em um setor predominantemente masculino. O projeto evoluiu em três linhas, com oficinas sobre resíduos eletrônicos em escolas públicas, integração de conteúdos técnicos e artísticos e familiarização do público com os equipamentos e suas funções”, explica a professora.
A partir da ampliação da visibilidade do legado das mulheres na informática, segundo a professora Clevi, foi possível observar o crescimento do interesse e da presença feminina na área de computação e informática.
No âmbito internacional, a exposição destaca nomes como Ada Lovelace, Angela Ahrendts, Anita Borg, Barbara Liskov, Mulheres do Eniac, Grace Hopper, Hedy Lamarr, Joan Clarke, Katie Bouman, Margaret Hamilton e as Mulheres da Ala Oeste. Entre as brasileiras, Camila Achutti, Cecilia Baranauskas, Clarisse Sieckenius, Claudia Bauzer Medeiros, Cláudia Werner, Doris Aragon, Edith Ranzini, Liane Tarouco, Maria da Glória Guimarães, Valéria Menezes e as integrantes do Preta Lab também têm as trajetórias visitadas através da arte.
O título do projeto vem da máquina Enigma, equipamento eletromecânico usado pelos alemães, na Segunda Guerra Mundial, para enviar mensagens cifradas. A evolução da “Enigma” culminou com a invenção do computador.
“Segundo o dicionário Michaelis, enigma é algo que não se conhece com clareza. A junção das duas significações para a mesma palavra foi a inspiração dos nossos esforços para que o papel feminino na construção do conhecimento científico e nas grandes realizações da ciência não continuassem obscurecidos”, complementa a professora Clevi.
A primeira montagem da exposição ocorreu em 2018, no Planetário da UFRGS.
Em 2019, “Enigma: Mulheres na Computação” esteve no Museu da UFRGS e na Universidade Federal de Goiás. A equipe atual do projeto, sob orientação da professora Rapkievicz, conta com as bolsitas Anna Bagatini, do Curso de Publicidade e Propaganda, Hariel de Souza e Emilia Mandando, do Curso de Artes, Jéssica Gladzik, do Curso de Teatro, Gabrielle Leivas, Luísa Batista e Sofia D’Avila, do Curso de Ciência da Computação, além dos bolsistas júnior Ana Ferreira, Bruna Sena, Otavio Obayomi, Tales da Silva e Victoria Mello.
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