O Palco virtual de cênicas do Itaú Cultural realiza espetáculos virtuais inéditos com olhares incisivos sobre negritude e amor em diferentes corpos. As transmissões, que acontecem a partir desta quinta-feira (24) e vão até domingo (27), são seguidas por conversas do público com diretores, elenco e convidados.
Maré, obra de dança do coletivo potiguar CIDA, faz sua pré-estreia dentro da programação na quinta-feira falando sobre o amor a partir da situação da pandemia e da realidade dos cinco artistas em cena, com seus corpos e suas vivências. O trabalho, interpretado por artistas com e sem deficiência, é uma metáfora dançada sobre os vários níveis, intensidades e profundidades do amor, abordando ainda questões de gênero, raça, alteridade, capacitismo e violência contra a mulher.
O espetáculo, criado em 2014, foi remontado em 2021 como uma obra audiovisual em dança acessível. Ela é composta tanto por imagens da performance registradas no palco tradicional quanto de frente para o mar. A proposta é mesclar esses dois ambientes registrando o que eles representam hoje: a vontade de ir para as ruas e de voltar aos palcos.
O coletivo O Bonde, de São Paulo, por sua vez, estreia na sexta-feira (25) com Desfazenda – me enterrem fora desse lugar, uma peça-filme que aborda questões ligadas ao corpo e à subjetividade de pessoas negras diante do processo de abolição inconclusa no Brasil. A construção da obra foi pensada através de pesquisas voltadas à investigação do corpo negro periférico e à construção de um imaginário antirracista.
Utilizando apenas microfone e pedestal, o elenco dá voz ao espetáculo. A força do texto e o protagonismo da palavra são, ainda, potencializados pelas batidas, trilhas e paisagens sonoras criadas pela atriz, compositora e DJ Dani Nega.
Integralmente gratuito e digital, o
Palco virtual é realizado de quinta-feira a sábado, às 20h, e no domingo, às 19h, pela plataforma
Zoom. Os ingressos devem ser reservados via Sympla e, para mais informações, basta acessar
www.itaucultural.org.br.