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Cultura

- Publicada em 05 de Maio de 2021 às 20:33

Antonio Villeroy provoca ondas com lançamentos de álbuns e DVDs

Compositor gaúcho divulga disco ao vivo e prepara novidades para celebrar 40 anos de carreira

Compositor gaúcho divulga disco ao vivo e prepara novidades para celebrar 40 anos de carreira


PAMELA BITENCOURT/DIVULGAÇÃO/JC
Igor Natusch
"Tudo provoca uma onda. É como jogar uma pedra em um lago: cada lançamento é uma pedra, que forma ondas que passam por várias pessoas, vão e voltam em diferentes direções." A analogia de Antonio Villeroy, de fato, explica muito bem o que está acontecendo neste momento de sua trajetória profissional. 
"Tudo provoca uma onda. É como jogar uma pedra em um lago: cada lançamento é uma pedra, que forma ondas que passam por várias pessoas, vão e voltam em diferentes direções." A analogia de Antonio Villeroy, de fato, explica muito bem o que está acontecendo neste momento de sua trajetória profissional. 
Completando 40 anos de carreira e 60 anos de vida, o compositor gaúcho resolveu aproveitar a data para lançar uma série de pedras no lago da música brasileira - um calendário de produtos musicais que vai manter os fãs ocupados e felizes durante todo o restante do ano.
O primeiro álbum dessa jornada surgirá nas plataformas digitais nesta sexta-feira (7). Antonio Villeroy, ao vivo em Sanary traz dez faixas gravadas ao vivo em 1998, durante o Brasil Festival Sud a Sul, na França. O músico foi produtor e idealizador do festival, realizado de 1996 a 2006 na cidade de Sanary Sur Mer. A gravação, que estava na gaveta há mais de 20 anos, é parte do que ele define como uma "raspada do baú", feita especialmente para marcar o aniversário de carreira.
"Eu já vinha meio que me preparando para esses 60 anos, fiz umas pré-comemorações em anos anteriores. Como fechou a data redonda agora, e também depois de um ano sem shows ao vivo e toda essa reclusão da pandemia, resolvi tirar do baú algumas coisas", diz Villeroy. "Foi muito interessante (resgatar o show), porque eu não lembrava de nada, nem do repertório, das coisas que eu tinha colocado no show. Foi muito bom ouvir esse material de novo, resgatar umas memórias visuais a respeito dele", afirma.
O álbum ao vivo vem acompanhado de um videoclipe para Diabaria. Registrado durante o show e dirigido por Renato Falcão, o material nunca havia sido lançado, sendo resgatado de uma velha fita Betamax e agora disponível no YouTube.
E é só o começo. Para julho, está previsto o lançamento do DVD Gravidade do amor, gravado ao vivo em 2016 e que conta com participações de nomes como Toninho Horta, Anaadi, Dj Piá e Luiz Carlos Borges. Um novo DVD sai em setembro, em torno do show Luz acesa e gravado em 2019. Em outubro, sai a trilha sonora do filme Porto Príncipe, que tem estreia prevista para agosto.
A jornada festiva de Villeroy chega ao ápice em novembro, quando sai o álbum de estúdio O banquete, com canções inéditas. O disco será antecipado por alguns singles, ao lado de nomes como a francesa Marie Minet e a italiana Mafalda Minnozzi. "É um disco inspirado no livro de mesmo nome do Platão, sobre o amor, que é escrito em forma de diálogos. Serão duetos com pessoas com as quais tenho trabalhado durante esses anos todos. Um disco em cinco línguas (português, inglês, espanhol, francês e italiano)", explica o compositor, animado.
Tudo isso serve para quebrar um pouco a frustração trazida pela pandemia, que forçou o cancelamento de duas turnês pela Europa em 2020 - a maior delas, com 18 datas em vários países. "Seria a turnê mais organizada que eu já fiz por lá, passando por teatros legais, com cenários, projeções no palco", lamenta. Mas logo recupera o bom humor. "Meio que me vinguei do destino (com os lançamentos). É para ficar em casa? Então vão ficar em casa ouvindo um monte de coisas", brinca.
Essa série de trabalhos, além de marcar a data festiva, é um cultivo para o futuro. "Quando você vai plantar uma cenoura, sabe que só vai colher depois de uns cinco meses. Há árvores frutíferas que vão levar quase cinco anos para dar frutos. Na música, sempre pensei por essa lógica. Para uma trilha sonora de novela, por exemplo: você compõe a música, a novela ainda vai ser gravada, e nisso você vai receber direito autoral uns seis meses depois da novela estrear", enumera. "Resolvi soltar tudo isso de uma vez porque são coisas que vão frutificar mais além, e, enquanto isso, eu vou trabalhando em outros projetos."
Que não se pense, portanto, que essa celebração do que passou tenha a ver com uma eventual calmaria futura. No dia em que concedeu a entrevista ao Jornal do Comércio, Antonio Villeroy tinha outro compromisso na agenda: compor, ao lado da cantora e notória parceira Ana Carolina, uma das músicas que farão parte de O banquete. Se as ondas se movem, é para gerar movimento, e o compositor ainda tem muitas pedras para arremessar.
"Sempre tive três pilares no meu trabalho: logos, pathos e ethos - lógica, emoções e ética. Isso nunca mudou mas, com o tempo, fui evoluindo, afinando o discurso", reflete o músico. "Do ponto de vista profissional, eu não tinha muita noção de como lidar com o mercado e a indústria. Era um terreno nublado onde a única coisa que falava mais alto era meu coração. Era quase uma fé ingênua nas coisas, que foi ganhando maturidade. Isso se reflete até no meu critério para escrever letras coerentes com o meu pensamento sobre o mundo. Quando você está compondo, aparecem palavras sedutoras que querem te levar, sabe? Que dizem 'se tu me colocares (na letra), vai ganhar cinco milhões a mais de espectadores'. E digo 'nada disso: não estou à venda'", sorri.
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