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Cinema

- Publicada em 20h42min, 07/04/2021.

Pelo segundo ano seguido, Fantaspoa terá edição totalmente online

Longa 'Post Mortem', de Péter Bergendy, é uma das atrações do festival que ocorre de 9 a 18 de abril

Longa 'Post Mortem', de Péter Bergendy, é uma das atrações do festival que ocorre de 9 a 18 de abril


FANTASPOA/DIVULGAÇÃO/JC
Igor Natusch
Consolidado como um dos principais festivais de cinema fantástico da América Latina, o Fantaspoa acontecerá, pelo segundo ano consecutivo, em formato 100% online. A partir desta sexta-feira (9), será possível assistir mais de 160 filmes, vindos de cerca de 40 países, em um recorte vibrante e surpreendente do que vem sendo produzido em gêneros como ficção científica, fantasia e terror.
Consolidado como um dos principais festivais de cinema fantástico da América Latina, o Fantaspoa acontecerá, pelo segundo ano consecutivo, em formato 100% online. A partir desta sexta-feira (9), será possível assistir mais de 160 filmes, vindos de cerca de 40 países, em um recorte vibrante e surpreendente do que vem sendo produzido em gêneros como ficção científica, fantasia e terror.
O acesso é gratuito pela plataforma Wurlak/Darkflix. Quem quiser assistir os filmes precisa acessar www.wurlak.com.br, realizar o cadastro gratuito e clicar na aba Fantaspoa. Também estão previstos debates com realizadores dos longas, transmitidos via Youtube e Facebook, além de atividades formativas e a já famosa festa Fantaspoa Toda La Noche, que acontece via Zoom na noite de amanhã e tem ingressos gratuitos via Sympla. O evento vai até 18 de abril, e a programação completa pode ser acessada em fantaspoa.com.br.
A edição deste ano do Fantaspoa é viabilizada com recursos da Lei Aldir Blanc. Para garantir que o evento fosse contemplado, a organização precisou fazer uma corrida contra o tempo, quase tão emocionante quanto os momentos de ação de alguns dos filmes da mostra. Afinal, a edição de 2020 aconteceu entre julho e agosto do ano passado, o que reduziu muito os prazos para inscrição e avaliação dos filmes que participam este ano. "Normalmente, agosto já abre com as convocatórias para a próxima edição. Desta vez, só conseguimos abrir inscrições em 22 de outubro. Foi a primeira vez que lançamos uma convocatória com data em aberto (para a mostra)", explica João Pedro Fleck, um dos diretores do Fantaspoa.
Em consequência, o número de inscritos acabou sendo um pouco menor do que em edições anteriores - o que, por outro lado, não aliviou o trabalho de curadoria, já que o tempo para assistir todas as mais de 500 obras acabou também sendo menor. "Mas estamos muito satisfeitos com esse número, porque não fazíamos ideia de quantos filmes receberíamos com essa situação toda do coronavírus", garante Fleck. 
O caráter diferenciado do Fantaspoa, já consolidado no imaginário cinéfilo gaúcho e brasileiro, acaba precisando ser ainda mais realçado este ano. Afinal, muitos eventos audiovisuais se socorreram da Lei Aldir Blanc para garantir sua realização, o que gerou um certo excesso de oferta de festivais em um curto espaço de tempo. Os tradicionais Cine Esquema Novo e É Tudo Verdade, por exemplo, acontecem quase em paralelo com o Fantaspoa. Nesse caso, a solução é apostar ainda mais no caminho de sempre - ou seja, buscar ainda mais o que faz do evento algo único e relevante para os apaixonados por cinema.
"Não há nenhum festival como o nosso. O Cine Esquema Novo, que é muito bacana e eu gosto muito, é um festival para cineastas e críticos. A pessoa vai numa sessão do Fantaspoa e é cheio de espectadores mesmo, gente que foi lá para curtir o filme. Esses espírito de comunidade é impossível de reproduzir em uma live, mas há a possibilidade de trazer o máximo possível de interação pelos meios online", explica o idealizador. Em busca dessa proximidade, o Fantaspoa traz este ano diferenciais como a mostra exposição Riso da Medusa, composta por trabalhos de 20 artistas mulheres com curadoria de Samanta Flôor e que está disponível até o fim do festival no site www.risodamedusa.com.
A já famosa sessão musicada também será mantida, e o trio instrumental Quarto Sensorial preparou uma trilha original para o clássico expressionista A morte cansada, de Fritz Lang. Tentando aproximar a experiência virtual da sensação de assistir o filme com a banda tocando ao lado, a atividade terá duas opções distintas: será possível tanto assistir o filme diretamente com a trilha sonora quanto abrir o vídeo da banda tocando as peças na íntegra, em um arquivo separado. "Quem tiver mais de uma tela - um computador e um notebook, por exemplo - pode abrir uma delas com o filme e outra com o show, para assistir também a banda executando as músicas. É uma possibilidade mais imersiva, que simula a experiência que se costuma ter no Fantaspoa", anima-se.
Alternativas exigidas pelos tempos de Covid-19 e que, a seu modo, apontam também para o futuro. Afinal, a solução para a pandemia deve ficar para mais adiante, tanto nas próprias obras ("as pessoas estão voltando agora a fazer longas, em muitos países os realizadores ficaram muito tempo sem filmar", diz Fleck) quanto nos espaços existentes para exibi-las.
"Poderemos usar os cinemas no ano que vem? Talvez sim. Poderemos usá-los na capacidade máxima? Pode ser, e aí já estamos avançando. Mas conseguiremos levar as pessoas para o cinema, de forma a lotar as exibições? Não vejo isso para 2022 em lugar algum", argumenta Fleck. "Acho bem possível que o Fantaspoa vá se adaptar para ser um evento híbrido, com uma etapa presencial e outra na internet, e sempre com atrações exclusivas de uma etapa ou outra. Se eu tenho todo conteúdo de um festival presencial na internet, por que as pessoas vão querer participar nos dois?", questiona.
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