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Cinema

- Publicada em 16h44min, 06/04/2021. Atualizada em 18h57min, 06/04/2021.

Documentário 'Eu gosto de coisa velha' revela patrimônio cultural da imigração alemã no RS 

Dirigido e roteirizado por Boca Migotto, produção está disponível de forma gratuita no YouTube

Dirigido e roteirizado por Boca Migotto, produção está disponível de forma gratuita no YouTube


RIOBALDO CONTEÚDO CULTURAL/DIVULGAÇÃO/JC
Conhecer o passado, valorizar as memórias e salvaguardar a história são alguns dos valores que movem o projeto Nossa gente: Unsere Leute, que possibilitou a realização do inventário do patrimônio cultural do município de Feliz. O projeto foi selecionado no edital FAC Educação Patrimonial, lançado pela Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul.
Conhecer o passado, valorizar as memórias e salvaguardar a história são alguns dos valores que movem o projeto Nossa gente: Unsere Leute, que possibilitou a realização do inventário do patrimônio cultural do município de Feliz. O projeto foi selecionado no edital FAC Educação Patrimonial, lançado pela Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul.
O trabalho deu origem ao curta-metragem Eu gosto de coisa velha, dirigido e roteirizado por Boca Migotto. Disponível de forma gratuita no Youtube, o documentário mostra o processo de pesquisa do inventário e entrevistas com moradores locais, além de visitar algumas das edificações mais antigas da cidade, construídas nos séculos 19 e 20.
Realizada pela equipe da Escaiola Arquitetura Rara, especializada em patrimônio cultural, a pesquisa resultou em mais de 30 bens culturais identificados ou inventariados, entre edificações, paisagens naturais, costumes, saberes e celebrações, marcadas pela presença da imigração, preponderantemente alemã. O carnaval felizense e o kerb, festejo com duração de três dias em homenagem a Santa Catarina de Alexandria, foram exemplos de celebrações identificadas.
Inventariar os bens materiais e imateriais do município pode servir de instrumento para que sejam criadas políticas públicas para preservar o patrimônio cultural da cidade, bem como as memórias e a cultura local. “Trabalhamos com patrimônio cultural como um todo, entendendo que não somente a edificação é objeto de resgate, como também as histórias que existiram ali”, explica a arquiteta Juliana Betemps, da Escaiola. “Quando trabalhamos com bens culturais, nós nos conectamos com histórias, memórias, com pessoas”, complementa a sócia e também arquiteta Cristiane Rauber.
Um exemplar desses bens que contam a história local é o Casarão Amália Noll, onde funcionava o antigo cinema da cidade, iniciativa de uma mulher à frente de seu tempo e apaixonada pela arte, que promovia a cultura de Feliz. O prédio foi tombado como patrimônio cultural do município e deve se tornar um espaço cultural, depois do processo de restauro. O projeto já foi aprovado no sistema Pró-Cultura RS e está na fase da captação de recursos.
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