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Cinema

- Publicada em 17h45min, 26/03/2021.

Iecine cria laboratório audiovisual na Casa de Cultura Mario Quintana

Espaço está preparado para contemplar diferentes etapas da produção audiovisual

Espaço está preparado para contemplar diferentes etapas da produção audiovisual


KEVIN NICOLAI/DIVUGAÇÃO/CCMQ/JC
O Instituto Estadual de Cinema (Iecine), uma das instituições da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) sediadas na Casa de Cultura Mario Quintana, inaugura neste sábado (27), às 19h, uma nova e avançada estrutura voltada à produção audiovisual no Rio Grande do Sul. O Laboratório Odilon Lopez irá disponibilizar equipamentos de captação, edição de som e imagem, espaço para criação, pesquisa, pré-produção e produção, além de desenvolver cursos e oficinas. A comemoração faz alusão à primeira exibição pública documentada de um filme de ficção no Rio Grande do Sul, no ano de 1909, com a sessão de O Ranchinho do sertão, de Eduardo Hirtz.
O Instituto Estadual de Cinema (Iecine), uma das instituições da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) sediadas na Casa de Cultura Mario Quintana, inaugura neste sábado (27), às 19h, uma nova e avançada estrutura voltada à produção audiovisual no Rio Grande do Sul. O Laboratório Odilon Lopez irá disponibilizar equipamentos de captação, edição de som e imagem, espaço para criação, pesquisa, pré-produção e produção, além de desenvolver cursos e oficinas. A comemoração faz alusão à primeira exibição pública documentada de um filme de ficção no Rio Grande do Sul, no ano de 1909, com a sessão de O Ranchinho do sertão, de Eduardo Hirtz.
A inauguração será transmitida ao vivo pelo Facebook da CCMQ. Conduzida pela jornalista Clarissa Lima, assessora especial de Diversidade da Sedac, a inauguração vai contar com a participação da secretária de Estado da Cultura, Beatriz Araujo, da deputada federal Fernanda Melchionna, do diretor da CCMQ, Diego Groisman, do diretor do Iecine, Zeca Brito, e de familiares do patrono.
Instalado no 5° andar da Ala Alfândega da CCMQ, o laboratório conta com duas salas conjugadas e uma sala de apoio. O espaço está preparado para contemplar diferentes etapas da produção audiovisual. Uma das salas é destinada à montagem cinematográfica, e deverá receber duas ilhas de edição para imagem e som. A sala contígua irá dispor de equipamentos de direção de fotografia, como câmeras, tripés, lentes e acessórios. O laboratório também passa a abrigar o Acervo Romeu Grimaldi, pertencente à Biblioteca Erico Verissimo, com ampla bibliografia sobre diferentes temas do audiovisual. A reforma do espaço, pintura, troca das instalações elétricas e nova iluminação a led foi possível com o aporte de emenda parlamentar, no valor de R$ 350 mil, destinada pela deputada federal Fernanda Melchionna. 
“Esse novo equipamento cultural da Sedac atenderá a população com a estrutura necessária e o acesso à tecnologia audiovisual. Câmeras, lentes, equipamentos de som e ilhas de edição, espaço de formação e de experimentação para a comunidade audiovisual gaúcha”, comemora a secretária de Estado da Cultura, Beatriz Araujo. O Laboratório Odilon Lopez estará aberto para ações pontuais como ensaios, preparação e pré-produção, assim que as medidas de distanciamento social em razão da pandemia permitam a retomada da visitação pública à CCMQ.
O nome do novo laboratório é uma homenagem ao primeiro homem negro a dirigir um longa-metragem no Rio Grande do Sul, na década de 1970. “Odilon Lopez foi um pioneiro na temática e na linguagem. O espaço batizado com seu nome será uma usina de ideias, democratizando o acesso ao suporte tecnológico e recebendo as novas gerações de realizadores em atividades de formação”, destaca o diretor do Iecine, Zeca Brito.
Mineiro, radicado em Porto Alegre, Lopez começou sua trajetória na televisão com apenas 17 anos, como cinegrafista, no Rio de Janeiro. Em 1961, já no Rio Grande do Sul, ingressou como repórter cinematográfico na extinta TV Piratini. Nessa função, Odilon Lopez pensava a reportagem, os enquadramentos, as imagens e muitas vezes o próprio texto.
Como repórter cinematográfico, participou ativamente da Campanha da Legalidade. Na frente das câmeras, também foi ator. Fez pontas em trabalhos na TV Piratini e na TV Gaúcha — atual RBS TV. Atuou ainda nos palcos do teatro, integrando o elenco da peça “O despacho”, lançada em 1961, ao lado de nomes como Ítala Nandi, Paulo José e Paulo César Pereio.
O diretor do Iecine, Zeca Brito, relata que todo o projeto foi construído junto a entidades de classe do setor. Participaram dessa concepção a Associação dos Profissionais e Técnicos de Cinema do Rio Grande do Sul (APTC), o Conselho de Ações Afirmativas e o Núcleo de Pesquisa, Informação e Memória do Iecine, além de coletivos de realizadores como o Macumba Lab, grupo organizado em torno da luta em favor de políticas públicas e espaço para profissionais negros e negras no mercado de trabalho do audiovisual. Birto informa ainda que, no decorrer do ano, haverá aquisição de novos equipamentos. A perspectiva é estar com o laboratório totalmente equipado até o final de 2022.
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