Para o Dia Internacional da Mulher, o National Geographic estreia nesta segunda-feira (8), às 17h10min, o documentário Frida: Viva la Vida. A produção é uma jornada reveladora em busca da artista pelo coração do México, com entrevistas exclusivas, documentos da época, reconstruções e um apanhado geral de suas obras, incluindo os autorretratos mais famosos - como Las dos Fridas (1939 - na imagem acima).
Por meio de sua arte, Frida Kahlo conta sua história com muita intensidade: sua dor física, seus abortos espontâneos, a tragédia de amor e a traição e seu compromisso político. Frida teve poliomielite aos seis anos de idade, foi vítima de um acidente de carro aos 18 e conviveu com fortes dores até o dia de sua morte. No entanto, graças à sua pintura e a um estilo inconfundível, ela influenciou tanto artistas plásticos quanto músicos e designers.
A atriz e diretora Asia Argento acompanha os espectadores à medida que descobrem as duas faces da pintora, seguindo um denominador comum que são as próprias palavras de Frida: suas cartas, diários e confissões. A produção revela como a arte de Frida tem raízes na pintura tradicional do século XIX, nos retábulos mexicanos e em seus companheiros de vida, desde Diego Rivera até Trotsky. Por meio da iconografia pré-colonização da América Latina, Frida também explorou o verdadeiro significado dos opostos: prazer e dor, luz e escuridão, o sol e a lua, a vida na morte e a morte em vida.
Frida. Viva la vida exibe fotografias, roupas e outros objetos pessoais de Frida, que são mantidos no Museu Frida Kahlo e normalmente não são exibidos para o público. Além disso, o documentário mostra também impressões originais das fotos tiradas por Graciela Iturbide durante a abertura do banheiro de Frida em 2004 e reúne contribuições e relatos de especialistas e artistas como Hilda Trujillo, que foi diretora do Museu Frida Kahlo - um dos três museus mais visitados na Cidade do México -, localizado na Casa Azul, antiga residência da pintora - e o Museu Anahuacalli; a fotógrafa Cristina Kahlo, sobrinha-neta de Frida; a fotógrafa mexicana Graciela Iturbide; o construtor e pedreiro Alfredo Vilchis; James Oles, professor de arte no Wellesley College e curador assistente de arte latino-americana no Davis Museum; Carlos Phillips, diretor geral do Museu Frida Kahlo, do Museu Diego Rivera-Anahuacalli e do Museu Dolores Olmedo; e a bailarina Laura Vargas.