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Cultura

- Publicada em 04 de Março de 2021 às 21:34

Estreia 'O samba é primo do jazz', cinebiografia da cantora Alcione

A bordo de um tuk-tuk em Lisboa, artista procura azulejos e comenta fascínio por Kevin Costner

A bordo de um tuk-tuk em Lisboa, artista procura azulejos e comenta fascínio por Kevin Costner


O2 PLAY/DIVULGAÇÃO/JC
Documentário biográfico da cantora Alcione Dias Nazareth selecionado para o Festival de Cinema de Gramado em 2020, O samba é primo do jazz entra nesta quinta-feira (4) nas plataformas de streaming. O Canal Brasil disponibiliza o conteúdo nos serviços Net Now, Vivo Play e Oi Play, iTunes, Apple TV, Google Play, YouTube Filmes e Looke.
Documentário biográfico da cantora Alcione Dias Nazareth selecionado para o Festival de Cinema de Gramado em 2020, O samba é primo do jazz entra nesta quinta-feira (4) nas plataformas de streaming. O Canal Brasil disponibiliza o conteúdo nos serviços Net Now, Vivo Play e Oi Play, iTunes, Apple TV, Google Play, YouTube Filmes e Looke.
Dirigido por Angela Zoé, o longa documentário foi filmado em dois anos, de 2017 a 2019, e mostra a trajetória musical de uma das maiores intérpretes da música brasileira. Com imagens recentes e um rico material de arquivo, o filme retrata uma Alcione divertida, irreverente e que fala sobre suas referências artísticas, sua história familiar e a relação com os amigos.
É em Lisboa que a artista retratada no documentário O samba é primo do jazz é apresentada ao espectador. A bordo de um tuk-tuk, ela reconhece nas fachadas de casarios além-mar o mesmo azulejo tão presente em sua São Luís do Maranhão, de onde é natural.
A roteirista e diretora Angela Zoé contou na coletiva de imprensa online do Festival de Gramado, em setembro passado, que estava em Portugal, há quatro anos, e recebeu telefonema convidando para fazer especial de TV sobre os 70 anos de Alcione, que em 21 de novembro de 2021 irá completar 74. Foi assim que o projeto iniciou, ela começou a acompanhar os espetáculos e percebeu que tinha material com potencial para um documentário.
Sobre o título do longa, Angela contou que nos arquivos descobriu o histórico da artista com o jazz: "Foi Roberto Menescal que inventou Alcione como sambista. Ela gosta de cantar romântico". Luis Abramo, corroteirista e diretor de fotografia, completou o pensamento: "A crítica tem preconceito com cantor romântico, é um cantor menor. E fomos descobrindo essa grande musicista. A narrativa vai se descobrindo. Tinha uma ideia inicial da mulher, mas fomos descobrindo outras características. É um filme afetivo, todo mundo ficou impressionado com a personalidade e sinceridade dela. É uma homenagem de todos nós que descobrimos a Alcione. O tratamento de imagem dos arquivos é importante".
A equipe do documentário entrevista músicos que trabalham com a cantora e muitos membros da família. Quanto ao material de arquivo, a diretora afirma que Alcione precisa de uma trilogia, tamanha quantidade de histórias e grandiosidade da carreira. O trabalho para TV Mirante, Alcione 70, está disponível no YouTube.
A Marrom é, com certeza, uma das artistas musicais mais importantes da cultura popular brasileira. No entanto, a impressão que fica é que a produção do documentário não conseguiu um retrato "íntimo" da persona Alcione, que ela não permitiu que adentrassem muito na sua vida pessoal, que só foi mostrado o que ela autorizou. Afinal, "ela só faz o que ela quer!", afirma no longa uma das irmãs, que trabalha como sua produtora.
A formação musical da garota filha de pai professor de Música que atuou em banda marcial e o início nos instrumentos de sopro foram bem explorados, bem como a jornada profissional e o lado espiritual. Desse modo, considero que a estreia em plataformas de streaming foi acertada, não esperando a situação da pandemia normalizar nos cinemas, pois o filme tem um formato televisivo mesmo, com uma montagem convencional. 
É uma obra que clareia os rumos da jornada artística da Marrom, que muito pode interessar aos fãs e apreciadores da MPB, mas que peca em linguagem cinematográfica, e sua seleção para o Festival de Gramado de 2020 gerou estranhamento entre os críticos. Porém, num ano pandêmico, o maior feito é levar os filmes às telas de exibição, sejam elas quais forem.
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