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artes visuais

- Publicada em 18h47min, 11/02/2021. Atualizada em 20h16min, 11/02/2021.

Macrs reabre com mostra '47%', expondo obras de artistas mulheres do acervo

'Apóstolo Cantor Sinal do Batman', de Romanita Disconzi, é uma das atrações nas galerias

'Apóstolo Cantor Sinal do Batman', de Romanita Disconzi, é uma das atrações nas galerias


ACERVO MACRS/DIVULGAÇÃO/JC
Após mais de dez meses fechado para os visitantes em função das medidas de segurança sanitária e de combate à disseminação da Covid-19, o Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (Macrs) reabriu ao público nesta quinta-feira (11), com a inauguração da exposição 47% - Artistas mulheres no acervo do Macrs.
Após mais de dez meses fechado para os visitantes em função das medidas de segurança sanitária e de combate à disseminação da Covid-19, o Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (Macrs) reabriu ao público nesta quinta-feira (11), com a inauguração da exposição 47% - Artistas mulheres no acervo do Macrs.
Com curadoria de Cristina Barros, Marina Roncatto, Mel Ferrari e Nina Sanmartin, as obras estarão expostas nas galerias Sotero Cosme e Xico Stockinger (6º andar), Sala Augusto Meyer (3º andar) e Virgílio Calegari (7º andar), da Casa de Cultura Mario Quintana (Andradas 736). O horário de visitação é de terça a sexta-feira, das 10h às 18h, e sábados, domingos e feriados, das 12h às 18h, mediante agendamento pelo e-mail ([email protected]).
A exposição 47% – Artistas mulheres no acervo do Macrs nasceu do projeto Mulheres nos Acervos, uma pesquisa colaborativa que coleta e analisa dados sobre a presença de trabalhos de artistas mulheres nas coleções públicas de arte de Porto Alegre, desenvolvida pelas curadoras desta exposição. Em 2019, resultados da pesquisa foram apresentados em exposições no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), na Pinacoteca Aldo Locatelli e na Pinacoteca Ruben Berta. Em 2020, o projeto foi vencedor no 13º Prêmio Açorianos de Artes Plásticas na categoria Destaque em Acervos.
A pesquisa que embasa o projeto concluiu que o Macrs tem a maior porcentagem de artistas mulheres dentre as instituições públicas de arte da Capital, 47,7% (366 artistas), configurando-se como o acervo estudado mais próximo de atingir a paridade de gênero. Em nível nacional, não se tem registro de outro museu que tenha alcançado essa marca. Os números revelados na pesquisa reforçam a política de aquisição implantada na atual gestão do Macrs, com um olhar mais plural em relação à produção contemporânea.
Além de revelar esses dados, a mostra busca um olhar crítico à coleção, pensando em outras questões de representatividade dentro do acervo que, apesar de trazer nomes importantes da arte contemporânea brasileira, conta com poucas artistas racializadas como negras e trans e apenas uma artista indígena, por exemplo.
Durante o período de quarentena em que permaneceu fechado, o Macrs compartilhou nas redes sociais informações sobre as artistas e obras que integram a exposição, apresentando uma amostra do trabalho, que lança um olhar contemporâneo, tanto sensível quanto crítico, sobre a realidade. A 47% também contará com ações educativas e de inclusão, com visitas guiadas em Libras e comentários críticos e questionamentos criativos sobre alguns trabalhos, além de etiquetas com QR Code que acionam audiodescrição de todas as obras.
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