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exposição

- Publicada em 20h33min, 28/10/2020.

Farol Santander reabre nesta quinta-feira com obras de grandes artistas do País

Até 24 de janeiro, 'Contemporâneo, Sempre' exibe 67 obras do acervo Santander

Até 24 de janeiro, 'Contemporâneo, Sempre' exibe 67 obras do acervo Santander


CARLOS STEIN/VIVAFOTO/DIVULGAÇÃO/JC
Roberta Requia
Após sete meses fechado por conta da pandemia de Covid-19, o Farol Santander Porto Alegre reabre suas portas nesta quinta-feira (29), às 12h. Atendendo a vários protocolos de segurança sanitária, a grande novidade desta temporada é a exposição Contemporâneo, Sempre, que reúne 67 obras de nomes como Tomie Ohtake, Di Cavalcanti, Cândido Portinari entre outros. A mostra fica em cartaz até 24 de janeiro. A curadoria é de Agnaldo Farias e Ricardo Ribenboim.
Após sete meses fechado por conta da pandemia de Covid-19, o Farol Santander Porto Alegre reabre suas portas nesta quinta-feira (29), às 12h. Atendendo a vários protocolos de segurança sanitária, a grande novidade desta temporada é a exposição Contemporâneo, Sempre, que reúne 67 obras de nomes como Tomie Ohtake, Di Cavalcanti, Cândido Portinari entre outros. A mostra fica em cartaz até 24 de janeiro. A curadoria é de Agnaldo Farias e Ricardo Ribenboim.
A Contemporâneo, Sempre apresenta um panorama de 70 anos da arte brasileira com um conjunto que reúne pinturas, desenhos, esculturas e fotografias. Das mais de duas mil obras do acervo do Santander, foram escolhidos 67 trabalhos, divididos nas categorias Abstração, Retrato e Paisagem. Trata-se da segunda exposição itinerante que envolve o Farol Santander São Paulo e o Farol Santander Porto Alegre.
A mostra da capital gaúcha, porém, ganhou obras exclusivas assinadas pelos artistas Zoravia Bettiol (Porto Alegre-RS), Glauco Rodrigues (Bagé-RS), Xico Stockinger (Traun-Áustria, que viveu e se tornou notável em Porto Alegre) e Cássio Vasconcelos (São Paulo-SP).
Segundo Agnaldo Farias, todos os artistas estão bem representados por obras significativas e que trazem movimento para as paredes do museu. “O fato de a exposição estar dividida dessa maneira (três categorias) não significa que não haja interpenetrações, elas acontecem. As divisões não são instantes. A ideia era justamente fazer com que as paredes se movimentassem, trazer contrastes, reflexões, contraposições. Estabelecer através de olhares e encontros, uma busca no sentido de alternar obras, não apenas o que elas estão mostrando, mas através de uma seleção cromática, para que a exposição seja agradável de percorrer”, revela o curador.
Desenvolvida para ocupar o mezanino do Farol, a divisão também sugere um olhar didático para o público, permitindo a compreensão de como cada uma das três vertentes traduzem a história da arte brasileira. Dentro das divisões destacam-se artistas e suas respectivas obras: Alfredo Volpi, Sem título (1960); Tomie Ohtake, Sem título (1978); e Manabu Mabe, Voz da selva (1969).
Além da Contemporâneo, Sempre, o museu também reabre a exposição Gigantes – uma experiência por Nonotak Studio, que estava em exibição no início da pandemia e que agora fica em cartaz até o dia 17 de janeiro. A mostra imersiva tem curadoria de Antonio Curti e apresenta uma performance pensada exclusivamente para ocupar o Grande Hall do edifício.
A instalação foi concebida dentro das especificações do espaço para potencializar a arquitetura e criar um dialogo entre o físico da construção e o digital da iluminação. Por meio de programação e da sensibilidade dos artistas, a peça atua como uma grande performance que transforma o ambiente em uma experiência de imersão.

Exposições permanentes

Além das mostras itinerantes, também estão reabertas as exposições permanentes do edifício: Memória e identidade conta a história do município de Porto Alegre em um percurso imersivo e lúdico, utilizando o Rio Guaíba como metáfora. O roteiro da mostra conta um pouco da fundação da cidade de Porto Alegre, sua história, seu clima, suas praças, sua economia e as pessoas que viveram e vivem na capital gaúcha.
O outro lado da moeda conta com um importante acervo de moedas e notas do Rio Grande do Sul. Nas laterais da sala é contada a evolução da moeda oficial do estado brasileiro, a difícil tarefa de equilibrar inflação e emissão de moeda e a técnica de impressão de cédulas da época.


Medidas de proteção


O local está com uma série de medidas protetivas relacionados aos cuidados com o novo coronavírus. Entre eles estão a aferição de temperatura, uso obrigatório de máscaras, tapetes sanitizantes no ingresso ao prédio, dispensers de álcool gel e sinalização para o distanciamento de 1,5 metro. O Farol Santander Porto Alegre também funcionará em horário reduzido – das 12h às 18h, de terça a domingo -, com ocupação máxima de 25% da capacidade total do prédio. Já o restaurante Moeda voltará com as suas atividades no dia 10 de novembro, de segunda a sexta-feira, das 11h30 às 15h.


Visitação e ingressos


Os ingressos para a visitação no Farol estão à venda pelo site do Sympla e custam R$ 15,00 - sendo que crianças de até 2 anos e 11 meses não pagam. Estudantes pagam meia-entrada mediante apresentação da carteirinha estudantil, assim como crianças até 11 anos mediante apresentação do RG.
O horário de funcionamento está reduzido entre 12h e 18h. O Farol Santander Porto Alegre fica localizado na rua Sete de Setembro, 1.028, no Centro Histórico. Mais informações estão disponíveis no site do espaço.
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