Porto Alegre, sexta-feira, 31 de janeiro de 2020.

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Reportagem Cultural

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reportagem cultural

Notícia da edição impressa de 24/01/2020. Alterada em 31/01 às 15h30min

Theo Wiederspahn foi o arquiteto de obras majestosas da Porto Alegre antiga

Antigo prédio da agência central dos Correios e Telégrafos (1913), de autoria do arquiteto Theo Wiederspahn, hoje chama a atenção como Memorial do Rio Grande do Sul, na Praça da Alfândega

Antigo prédio da agência central dos Correios e Telégrafos (1913), de autoria do arquiteto Theo Wiederspahn, hoje chama a atenção como Memorial do Rio Grande do Sul, na Praça da Alfândega


ALEXANDRO AULER/JC
Igor Natusch
Boa parte do que hoje se conhece sobre a obra e a história de Theo Wiederspahn foi resgatada de dentro de um galinheiro.
Boa parte do que hoje se conhece sobre a obra e a história de Theo Wiederspahn foi resgatada de dentro de um galinheiro.
Esquecida depois de décadas de influência modernista, a obra erguida pelo arquiteto alemão era sinônimo de coisa velha, um resquício brega de uma Porto Alegre que tentou, em vão, brincar de ser burguesa. Poucos enxergavam naqueles prédios antigos algo mais do que entulhos do passado. Uma das exceções era o arquiteto e professor Günter Weimer, que desejava construir uma história da arquitetura da Capital. Após localizar o nome de Wiederspahn em antigos artigos de jornal, Weimer fez uso da hoje arcaica lista telefônica para marcar uma visita aos parentes do alemão, que criavam abelhas em uma chácara na Ponta Grossa, em Porto Alegre. Será que os familiares tinham guardado alguns dos papéis do antigo arquiteto?
Sim, tinham. Um enorme baú, daqueles que se usava nas viagens de séculos passados, transformado em dormitório para as galinhas da propriedade. "Precisei de uma espátula para conseguir acessar o que tinha ali dentro", conta Weimer, se divertindo com a lembrança. Sem maior serventia para a família, os projetos, desenhos e anotações dentro da caixa foram entregues de bom grado ao curioso pesquisador - que, mais tarde, pôde acessar também os diários do antigo profissional. Era tanta coisa que Weimer, auxiliado por estudantes, precisou de dois anos apenas para organizar tudo, antes de começar de fato a pesquisa.
Hoje, o nome de Theodor Alexander Josef Wiederspahn não é mais um mistério, pelo menos para os que se interessam pela história da Capital. Reabilitado, o construtor é amplamente reconhecido como um dos principais nomes da arquitetura gaúcha em todos os tempos, com um legado fundamental para a paisagem urbana do Estado e de toda a América Latina.
"Era um profissional excepcional, um talento acima dos outros", diz Maturino Luz, professor da Escola Politécnica da Pucrs. "Na época (primeiras décadas do século passado), o trabalho dele certamente teria destaque em qualquer grande centro, mesmo na Europa. Se fôssemos fazer uma história do ecletismo no Sul do Brasil, ele não só não poderia ficar de fora, como seria o primeiro a ser lembrado", garante.
Nascido em Wiesbaden, em 19 de fevereiro de 1878, o arquiteto chegou em Porto Alegre com 30 anos - idade na qual a maioria dos profissionais do ramo, tanto no passado quanto na atualidade, ainda está longe do auge na carreira. Pode-se dizer que a capital dos gaúchos cresceu junto com Wiederspahn: o primeiro aterro para o cais, realizado entre 1911 e 1913, gerou o terreno e a oportunidade para que fossem erguidas a agência central dos Correios e Telégrafos (1913) e a Delegacia Fiscal da Receita Federal (1914) - obras que, hoje, encantam olhares como o Memorial do Rio Grande do Sul e o Margs, respectivamente.
Uma caminhada pelo Centro Histórico revela Wiederspahn em várias esquinas. Quem chega na cidade pela rodoviária dá de cara com o majestoso Edifício Ely, de sua autoria. A Casa de Cultura Mario Quintana, parada obrigatória para os que visitam a Capital, também traz a assinatura do alemão. Em municípios como Cruz Alta, Santa Maria, São Leopoldo e Santa Cruz do Sul, é possível encontrar outros exemplos marcantes da obra do arquiteto - sempre entre os mais importantes prédios históricos de cada região.
O material documental redescoberto por Günter Weimer virou o livro Theo Wiederspahn - Arquiteto, e hoje está catalogado e protegido no Delfos, espaço de documentação e memória cultural da Pucrs. A alegria da família ao ver a história do avô resgatada foi tanta que chegaram a bancar uma visita de Weimer à Alemanha, onde o legado de Wiederspahn teve início. E longe vão os dias em que as construções do engenheiro eram vistas como tranqueiras do passado: hoje, várias estão restauradas e tombadas como patrimônio histórico de Porto Alegre.
O que não quer dizer que a reconstrução da fama de Wiederspahn esteja concluída, ou que a história já tenha chegado a um final feliz. De tudo que o prolífico arquiteto fez em vida, apenas uma fração permanece em pé, e várias obras significativas estão caindo aos pedaços, correndo risco real de desaparecer. Mesmo resgatada, a história de Theo Wiederspahn ainda precisa ser contada, de forma que a Capital e o Estado não releguem seu próprio passado, uma vez mais, ao esquecimento.

Bem longe de um fim de mundo

Hoje ocupada pelo Margs, sede da Receita Federal é uma das obras máximas do engenheiro Theo Wiederspahn
Hoje ocupado pelo Margs, sede da Receita Federal é uma das obras máximas do engenheiro Theo Wiedersphan
ALEXANDRO AULER/JC
Muitos talvez imaginem a Porto Alegre do começo do século passado como uma espécie de fim de mundo, um lugar para o qual um arquiteto europeu só viria se estivesse fugindo, ou se não tivesse qualidade suficiente para arranjar trabalho em seu país natal. A realidade, contudo, era bem outra: em 1908, quando Theo Wiederspahn chegou à Capital, o Estado vivia um momento de prosperidade econômica, e sua principal cidade começava a sonhar com o status de metrópole regional. O que, é claro, passava por investimentos, tanto em prédios públicos quanto nos palacetes privados.
"Vieram muitos arquitetos, da Europa toda", conta Günter Weimer. "Muitos vinham para cá para tomar conhecimento, para conferir se as histórias sobre um mercado importante na América do Sul eram verdadeiras. E, quando viam que era verdade mesmo, não mais retornavam."
Da mesma forma, Theo Wiederspahn estava longe de ser um aventureiro sem renome ao desembarcar em solo gaúcho. Começou sua vida profissional na firma de seu pai, que loteou terrenos de sua propriedade para que virassem um novo bairro. Quatro obras de Wiederspahn, todas localizadas em Wiesbaden, são, hoje, legalmente protegidas como patrimônio local. Ao brigar com o pai, trabalhou em outras firmas importantes, tornando-se conhecido em seu país natal. Não é por obra do acaso que, ao chegar na Capital, logo conseguiu emprego no escritório de Rudolph Ahrons, principal firma de construção de Porto Alegre à época.
A parceria com Ahrons duraria até 1915 - e, deste intervalo de pouco menos de sete anos, datam boa parte das construções mais festejadas do arquiteto. Além da Receita Federal (Margs) e dos Correios e Telégrafos (Memorial do RS), a Praça da Alfândega recebeu também o prédio da Previdência do Sul, do qual só restou a fachada e que hoje abriga o banco Safra. Também é desse período o projeto da antiga Faculdade de Medicina da Ufrgs (que só seria concluída nos anos 1920) e a primeira etapa da Cervejaria Bopp, onde hoje está o Shopping Total - à época, o maior edifício em concreto armado da América do Sul e um raro exemplo de requinte escultórico aplicado a um prédio industrial.
Nessa época, o ritmo de trabalho do artista era incansável. "Segundo relatos da família, ele trabalhava durante todo o dia, jantava, folheava os jornais, ia dormir e levantava às 5h da manhã no dia seguinte", relata Weimer. Quando os outros arquitetos chegavam ao escritório, Wiederspahn já tinha adiantado as diretrizes básicas do que seria feito - e, a partir daí, era um dia inteiro no canteiro de obras, orientando tudo de perto. Minucioso, tomava notas diárias de cada avanço nas obras; hoje, esse material é de inestimável importância para quem estuda sua trajetória.
Marcadas pelo estilo eclético, que unia diferentes estilos e elementos arquitetônicos em edifícios repletos de esculturas e detalhes de fachada, as edificações movimentaram toda uma indústria, abrindo espaço não apenas para arquitetos, mas para o talento de escultores e vidraceiros, entre outros. Nesses primeiros anos dourados do século passado, e a partir do trabalho decisivo de Wiederspahn e Ahrons, Porto Alegre ganhou um novo visual, em uma efervescência arquitetônica quase sem paralelos com o que viria depois.
 

Últimas obras também recebem destaque

Günter Weimer escreveu principal biografia do renomado arquiteto
Günter Weimer escreveu principal biografia do renomado arquiteto
MARCO QUINTANA/JC
As coisas esfriaram para Wiederspahn durante a Primeira Guerra Mundial, em especial a partir de 1917, quando o Brasil declarou guerra à Alemanha. Quando a poeira da batalha baixou, as encomendas voltaram a ocorrer: entre 1919 e 1921, foram feitas as expansões do Hotel Majestic (atual Casa de Cultura Mario Quintana) e da Cervejaria Bopp, além da loja de Nicolau Ely, onde funciona, atualmente, uma loja Tumelero.
Porém, uma série de abalos nos anos seguintes acabaram causando mudanças drásticas na carreira de Wiederspahn. A Grande Depressão fez com que ele perdesse todos os seus bens, com exceção de uma chácara na Ponta Grossa, onde passou a viver desde então. Em determinado momento, enfrentou também a má vontade do então Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, conduzido pelo governo de Getúlio Vargas e que tentava impedir suas obras. A alegação: Wiederspahn não seria arquiteto de fato, já que sua formação na Alemanha teria caráter técnico, e não acadêmico.
Na Segunda Grande Guerra, sofreu discriminação e chegou a ser preso, embora já tivesse obtido a cidadania brasileira. Com tantos reveses, Theo Wiederspahn entrou em depressão, diminuiu bastante sua produção e passou a atuar como apicultor para garantir parte de sua renda.
Com sérias dificuldades para trabalhar na Capital, o arquiteto voltou suas atividades para o interior do Estado. Entre as realizações mais marcantes desse período estão o antigo Banco Pelotense, em Santa Cruz do Sul; a Escola Normal Evangélica de São Leopoldo; e a igreja do Leprosário de Viamão. Essa última, idealizada nos últimos dias de vida de Wiederspahn, exigiu um esforço extra do construtor - afinal, os pacientes de hanseníase ficavam isolados do mundo externo na época, e nenhum profissional podia entrar no local para auxiliar nas obras. Ou seja, os próprios internos precisaram colocar a mão na massa.
"Ele acompanhava a distância, por correspondência", conta Günter Weimer, biógrafo de Wiederspahn. "Desenhou minuciosamente cada esquadria, esquematizou onde era preciso bater cada prego, detalhou até o tipo de parafuso que deveria ser utilizado. É uma obra inacreditável, extraordinária. Só o desenho desse projeto já deveria ser tombado como patrimônio cultural", admira-se.
Maturino Luz, da Pucrs, concorda. "No caso de Wiederspahn, não se percebe decadência (na parte final de sua produção). O que há são limitações de recursos. As cidades do Interior não tinham a mesma condição que o governo ofereceu para fazer o Margs, trazendo mármores do exterior, azulejos especiais... A igreja de Itapuã (leprosário) era a mais moderna da época no Estado, e é uma obra do fim de carreira. Ele foi diferenciado de uma ponta a outra", defende.
Para quem assinou muitas das obras mais pujantes de sua época no Estado, o último projeto documentado de Theo Wiederspahn é bastante humilde: uma caixa d'água, localizada em Estância Velha e datada de maio de 1949. Após mais de quatro décadas de produção, o arquiteto faleceu em 12 de novembro de 1952, deixando para trás a segunda esposa, Maria Mina Haffner, e os filhos Heinz Willi e Hanna Gerda - sua primeira família ficou na Alemanha, e recebeu a herança a que Wiederspahn renunciou quando veio ao Brasil.

Recuperados, prédios brilham na paisagem da Capital

Edifício da Cervejaria Bopp (1911) atualmente abriga estrutura do Shopping Total
Edifício da Cervejaria Bopp (1911) atualmente abriga estrutura do Shopping Total
/ALEXANDRO AULER/JC

Quando a visão pouco generosa dos modernistas a respeito do estilo arquitetônico anterior começou a ser relativizada, o interesse pelo legado de ecléticos como Theo Wiederspahn voltou a crescer. Boa parte dos edifícios remanescentes, porém, estava em mau estado. Hoje capaz de encantar os que passam pelo bairro Floresta, em Porto Alegre, a antiga Cervejaria Bopp (inaugurada em 1911) esteve perto de ser demolida, abrindo espaço para um empreendimento imobiliário. O tombamento só ocorreu em 1999, e o restauro foi concluído em 2004, quando foi inaugurado o Shopping Total.

Responsável pela recuperação dos edifícios, o arquiteto Analino Zorzi recorda que foi preciso montar uma oficina dentro do futuro shopping, fazendo moldes para recuperar os relevos e elementos escultóricos: "Olhando de baixo, se percebe parte da beleza dos cervejeiros e do elefante (que estão na fachada), mas, subindo e se aproximando (para os reparos), era possível ver toda a riqueza daquela obra".

Outro desafio foi recuperar a estrutura de concreto armado original - construída em uma época na qual a tecnologia ainda estava em desenvolvimento, inclusive na Europa. Depois de tanto trabalho, a área é uma das poucas da cidade com fiações subterrâneas de luz e telefone - uma forma de preservar a visualização da requintada fachada original. "Isso deveria ser regra para todos os prédios históricos e conjuntos de casas que fazem a história de um lugar como Porto Alegre", defende Zorzi.

Hoje plenamente incorporada ao imaginário da Capital, a Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) foi outro projeto que demorou para virar realidade. Responsável pelas obras ao lado de Joel Gorski, o arquiteto Flávio Kiefer descreve o trabalho no Hotel Majestic como uma "rearquitetura", na qual as adaptações para um espaço cultural foram feitas de forma a respeitar e dialogar com as concepções originais de Wiederspahn.

Apesar das fachadas marcantes e do desenho ousado, com passarelas suspensas praticamente inéditas na época, o interior dos prédios (erguidos entre 1916 e 1933) não tinha maiores requintes. Uma das principais tarefas de Kiefer foi desfazer os muitos quartos do complexo, abrindo espaço para as salas e auditórios da futura CCMQ, em uma proposta de percurso cultural dentro do espaço. "O projeto (do Hotel Majestic) é muito inteligente. Os terrenos de cada edifício são muito estreitos, então as fachadas não teriam expressão relevante. Ele conseguiu ter uma fachada de 30 metros, a partir de dois terrenos de 10 metros (de largura), fazendo uso do espaço aéreo. É uma solução que me deixou impressionado", descreve.

'Sobrou um décimo' da obra de Wiederspahn, diz Weimer

Desenhos detalhados são uma das marcas do construtor, como este do Palácio Chaves, que foi demolido
Obra marcante do construtor, Palácio Chaves foi demolido
REPRODUÇÃO/JC
Além de edifícios vistosos, Theo Wiederspahn assinou uma série de residências e casarões. Alguns desses imóveis, como os localizados nas ruas Comendador Coruja (onde o próprio arquiteto manteve, durante anos, seu ateliê) e Castro Alves, estão preservados e em bom estado de conservação. Muita coisa, porém, não existe mais - e, entre as que ainda estão de pé, não são poucas as que correm risco de sumir em um futuro próximo.
"Sobrou uma décima parte (das construções de Wiederspahn), não muito mais que isso", lamenta Günter Weimer. Entre as obras que, hoje, só existem em desenhos e fotografias, estão o Palácio Chaves, na esquina da Rua da Praia com a General Câmara; o Banco da Província, na rua Uruguai com Sete de Setembro; o antigo edifício da Caixa Econômica Federal, na Praça da Alfândega; e uma longa sequência de mais de 90 armazéns e depósitos ao longo da Voluntários da Pátria, da qual hoje restam algumas poucas fachadas, em estado precário de conservação.
Algumas estruturas só sobreviveram pelo esforço de abnegados. A fachada do que hoje é o Banco Safra, por exemplo, foi alvo de uma mobilização de Júlio Curtis, primeiro superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Estado. Outras, como o Edifício Ely, foram beneficiadas pelas dimensões do terreno, que tornavam os espaços menos atrativos para novos empreendimentos.
"Boa parte do que resta se salvou quase ao acaso", lamenta Weimer. A própria igreja do Leprosário, em Itapuã, corre risco de ceder ao peso dos anos sem cuidado. "Não está 'tombada', mas está 'tombando'", ironiza, a partir do termo usado para descrever imóveis que recebem proteção oficial do poder público.
Curiosamente, o recente status adquirido pelo nome de Theo Wiederspahn pode estar trazendo um efeito colateral inesperado: a desvalorização de outros profissionais da época, menos cotados, mas com obras igualmente significativas. No final de 2016, seis casarões na rua Luciana de Abreu foram derrubados, abrindo espaço para a construção de um edifício. Após uma disputa de quase 15 anos, a Justiça concluiu que as residências não eram assinadas por Wiederspahn, como chegou a se suspeitar - e esse foi um dos elementos usados para definir que o conjunto, um dos poucos até então preservados no Moinhos de Vento, não tinha valor histórico-arquitetônico.
"Está se criando uma ideia de que, se é Wiederspahn, vale a pena preservar, se não é Wiederspahn, não vale, como se só ele fosse bom e entendesse de arquitetura. Ele tinha um escritório muito ativo, com vários arquitetos trabalhando, e todos continuaram produzindo obras relevantes quando Wiederspahn entrou em falência. Esse pensamento é algo terrível", diz Weimer.
 

Um passeio pela Porto Alegre de Theo Wiederspahn

Palacete H. Theo Muller, na rua Castro Alves, foi recentemente restaurado
Palacete H. Theo Muller, na rua Castro Alves, foi recentemente restaurado
ALEXANDRO AULER/JC
Nesta lista de 10 destaques de construções, saiba onde observar o legado arquitetônico do alemão que virou sinônimo de justificativa para preservação do patrimônio histórico:
- Agência central dos Correios e Telégrafos (atual Memorial do RS, 1913)
Praça da Alfândega, 1.020
- Delegacia Fiscal da Receita Federal (atual Margs, 1914)
Praça da Alfândega, s/nº
- Antiga Previdência do Sul (atual Banco Safra, 1913)
Andradas, 1.035 - em frente à Praça da Alfândega
- Hotel Majestic (atual Casa de Cultura Mario Quintana, 1916-1933)
Andradas, 736
- Prédio João Paz Moreira (1928-1930)
Doutor Flores, esquina com General Vitorino
- Antiga Faculdade de Medicina da Ufrgs (1912, concluído em 1924)
Rua Sarmento Leite, 500
- Edifício Ely (atual Tumelero, 1923)
Rua da Conceição, 283
- Cervejaria Bopp/Brahma (atual Shopping Total, 1911)
Cristóvão Colombo, 545
- Casa de Wiederspahn (1925)
Comendador Coruja, 277
- Palacete H. Theo Möller (1925)
Castro Alves, 162

* Igor Natusch é jornalista formado pela Ufrgs, com foco em temas de história, cultura, política e cotidiano. Em 2019, venceu o Prêmio ARI de Jornalismo, na categoria Reportagem Cultural, com a série de matérias sobre Patrimônio Histórico publicadas no Jornal do Comércio.
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