Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 14 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Cultura

COMENTAR | CORRIGIR

Televisão

Edição impressa de 14/01/2020. Alterada em 14/01 às 03h00min

Em quatro capítulos, série mostra retratos do Velho Guerreiro

Na Globo a partir desta terça-feira (14), 'Chacrinha' traz Stepan Nercessian no papel do comunicador

Na Globo a partir desta terça-feira (14), 'Chacrinha' traz Stepan Nercessian no papel do comunicador


JOÃO MIGUEL JUNIOR/TV GLOBO/DIVULGAÇÃO/JC
A personalidade mítica do comunicador revolucionário, que mudou a forma de fazer televisão no Brasil, e a do homem por trás do visual irreverente convergem na série Chacrinha, que a rede Globo exibe a partir desta terça-feira, após a novela Amor de mãe. O conteúdo já está disponível para assinantes do Globoplay.
A personalidade mítica do comunicador revolucionário, que mudou a forma de fazer televisão no Brasil, e a do homem por trás do visual irreverente convergem na série Chacrinha, que a rede Globo exibe a partir desta terça-feira, após a novela Amor de mãe. O conteúdo já está disponível para assinantes do Globoplay.
Baseada no filme Chacrinha: O Velho Guerreiro, também dirigido por Andrucha Waddington e com roteiro de Claudio Paiva, a obra de quatro capítulos narra a trajetória de Abelardo Barbosa do momento em que ele larga a faculdade de Medicina para se aventurar como locutor de rádio até o auge na televisão. "Chacrinha é uma figura extraordinária, talvez o maior ícone pop brasileiro do século XX, mas optamos por retratá-lo como um ser humano, de uma forma não romantizada, uma pessoa que, como qualquer outra, tem um lado solar e um lado menos solar", garante Andrucha.
Na série, estrelada por Stepan Nercessian e Eduardo Sterblitch, que vivem o comunicador em fases diferentes, há cenas inéditas para costurar a narrativa. "É uma oportunidade de levar para ainda mais pessoas tudo o que Chacrinha representou. Como ator, foi um grande desafio, e contei com a parceria fundamental do Stepan", diz Sterblitch.
Já Stepan, que interpretou o Velho Guerreiro no longa de 2018, acredita que o grande mérito do trabalho é realizar a "ponte" entre as etapas da vida e da carreira do personagem. "Era importante fazer essa passagem entre as fases com consistência, para dar credibilidade ao personagem. Acho que conseguimos, Eduardo e eu, fazer o personagem de maneira humanizada, crível", afirma.
Outra novidade são os minidocumentários. Ao contrário do que pôde ser conferido nos cinemas, a série conta com imagens de arquivo da época sobre os cassinos, a era do rádio, o início da televisão, calouros, musicais, concursos, tropicalismo, censura e, claro, as lendárias assistentes de palco conhecidas como chacretes. "O material documental da série colabora com a parte ficcional de uma maneira muito interessante, porque contextualiza a figura do Chacrinha e sua personalidade com a época em que ele vivia", acredita Paiva.
Também fazem parte de Chacrinha personagens marcantes da trajetória do comunicador, como a ex-modelo e jurada Elke Maravilha, interpretada por Gianne Albertoni; a cracrete Rita Cadillac, por Karen Junqueira; e o diretor Boni, por Thelmo Fernandes.

Cassino do Chacrinha foi fenômeno de audiência na década de 1980

Ator Eduardo Sterblitch interpreta na série o protagonista na fase jovem

Ator Eduardo Sterblitch interpreta na série o protagonista na fase jovem


TV Globo/divulgação/jc
Nascido em 1917 na cidade de Surubim, em Pernambuco, José Abelardo Barbosa de Medeiros chegou a tentar carreira como baterista, ingressou nas Forças Armadas e estudou Medicina antes de encontrar a verdadeira vocação. Começou como locutor da Rádio Tupi, na década de 1940, e passou por outras emissoras antes de chegar à televisão, também pela Tupi, em 1956.
Na TV, mudou de casa várias vezes, sempre com programas de sucesso, como Discoteca do Chacrinha e Buzina do Chacrinha (no qual apresentava calouros, distribuía abacaxis e perguntava: "Vai para o trono ou não vai?"). Já em 1982, o Cassino do Chacrinha foi um fenômeno de audiência da Globo.
Mesclando apresentações de grandes nomes da música e ilustres desconhecidos (os calouros), os programas também tinham como fator de sucesso a presença das chacretes - dançarinas em roupas mínimas e nomes exóticos como Rita Cadillac, Índia Amazonense e Fátima Boa Viagem.
O comunicador morreu em 30 de junho de 1988, vítima de câncer no pulmão. O último Cassino do Chacrinha foi ao ar dois dias depois.
 

O rei dos bordões

O Velho Guerreiro era um grande frasista. "Na televisão, nada se cria, tudo se copia", "Eu vim para confundir, não para explicar!" e "Quem não se comunica se trumbica!" são algumas de suas marcas registradas.
Quando o bacalhau encalhou nas Casas da Banha, seu patrocinador na Tupi, ele arrumou um jeito de reverter a situação, perguntando ao auditório: "Vocês querem bacalhau?". E atirava o peixe para a plateia, que disputava a tapa.
O termo "Terezinha" surgiu em substituição a um antigo patrocinador, a água sanitária Clarinha. Com a falência da empresa, queria continuar usando o nome, mas não podia. Então surgiu Terezinha, que tinha sonoridade similar.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia