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Porto Alegre, quarta-feira, 13 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Cultura

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Festival

Edição impressa de 13/11/2019. Alterada em 13/11 às 03h00min

Morrostock: quatro dias de música, arte e integração com a natureza

Balneário Ouro Verde, em Santa Maria, recebe 40 atrações musicais entre esta quinta-feira e domingo

Balneário Ouro Verde, em Santa Maria, recebe 40 atrações musicais entre esta quinta-feira e domingo


VITÓRIA PROENÇA/DIVULGAÇÃO/JC
Igor Natusch
Um mergulho em um universo alternativo, desfrutando de muita música e atividades paralelas em um cenário de ampla convivência coletiva e de integração com a natureza. Após 13 anos de trajetória, esse espírito tornou-se sinônimo do Morrostock, e é uma certeza para todos que se dirigirem ao Balneário Ouro Verde, em Santa Maria, entre esta quinta-feira e domingo. São três palcos (Pachamama, Pacal e Lago) e mais de 40 atrações musicais, privilegiando a diversidade e a novidade na produção cultural gaúcha e brasileira.
Um mergulho em um universo alternativo, desfrutando de muita música e atividades paralelas em um cenário de ampla convivência coletiva e de integração com a natureza. Após 13 anos de trajetória, esse espírito tornou-se sinônimo do Morrostock, e é uma certeza para todos que se dirigirem ao Balneário Ouro Verde, em Santa Maria, entre esta quinta-feira e domingo. São três palcos (Pachamama, Pacal e Lago) e mais de 40 atrações musicais, privilegiando a diversidade e a novidade na produção cultural gaúcha e brasileira.
Neste ano, as principais atrações são a cantora Céu (que se apresenta à 0h30min de sexta-feira) e Nação Zumbi, agendada para a meia-noite de sexta-feira para sábado. Além deles, tocam nos quatro dias de festival atrações como Mulamba, ATR, Bloco da Laje, MC Tha, Bandinha di da dó, Cores de Aidê, Supervão e Naked, entre muitas outras.
Os ingressos custam R$ 240,00, na modalidade solidária (a meia-entrada sai por R$ 220,00), e estão à venda no site Sympla e nas lojas Back in Black e Marquise 51, de Porto Alegre, e no Café Cristal, de Santa Maria. A programação completa, com informações extras sobre os quatro dias de festival, pode ser conferida em https://morrostock.com.br/.
"A ideia é essa mesma, de viajar para uma galáxia à parte, em uma nave que vai decolar com os morrostockianos e morrostockianas de fé", resume Paulo Zé Barcellos, idealizador, gestor e principal curador do Morrostock. Segundo ele, a realização do festival em um feriado, expandindo o festival para quatro datas ao invés das três de anos anteriores, permitiu espaçar mais as bandas e "dar mais oportunidades para o pessoal curtir mais o festival como um todo".
Quem se dirigir ao Morrostock terá um amplo espaço anexo para camping, no Balneário Zimmermann. A área é bem próxima do Balneário Ouro Verde, mas garante certa distância dos palcos, o que favorece o descanso entre as apresentações. A área também é amigável para Kombis e motorhomes, além de oferecer estacionamento para os demais veículos de quem for ao festival. Tudo em uma ampla área verde, com muitos espaços para aproveitar a natureza local.
A escolha das bandas teve, além dos convites específicos para algumas atrações principais, a participação da chamada Comuna Morrostock, formada por cerca de 200 pessoas selecionadas na primeira etapa de vendas, quando nenhuma atração estava definida. Em um grupo fechado no Facebook, esses morrostockianos receberam o resultado do edital aberto pela organização para grupos desejando participar - e, a partir dessa lista, fizeram a seleção final, em um processo colaborativo de curadoria.
Parte inseparável das atividades do Morrostock, a programação de oficinas também promete uma multiplicidade de opções. Jogos teatrais, ginecologia intuitiva, práticas corporais, reike, yoga, atividades para crianças, malabares e circo, formação feminista e aprendizados musicais - estas são apenas algumas das inúmeras atividades previstas para os quatro dias de imersão. "(As oficinas) são parte viva do Morrostock, e oferecem a possibilidade de uma pessoa que vem curtir um evento de artes e cultura junto à natureza possa sair daqui ainda mais completo", comenta Paulo Zé.
Tudo para criar um ambiente favorável a uma vivência coletiva, no mesmo espírito dos icônicos festivais ao ar livre dos anos 1960 e 1970. O que, é claro, depende de forma decisiva da vibração positiva dos presentes. "As pessoas (que vão ao Morrostock) têm um espírito mais libertário, de querer um despertar de alma e espírito, e que buscam um escape da atmosfera das grandes cidades. Porque ficar aqui é ficar sem internet e sem telefone, é uma reconexão com o humano e a natureza."
Uma aura de liberdade que, paradoxalmente, acaba sendo também uma espécie de resistência, em tempos que se mostram hostis a quem pensa fora caixa, na arte e na vida. "Na edição deste ano, 50% de bandas contam com mulheres na formação. Há espaço para a galera LGBT, para a negritude e para os ancestrais. A arte e a cultura são isso. E tudo isso acabou por se transformar em um pilar de resistência, porque os gêneros e as raças passaram a ser atacadas por gente que quer impedir que o mundo seja tão diverso quanto pode e deve ser", afirma o idealizador do Morrostock. "É um festival libertário, que ama a arte, e isso deveria ser algo corriqueiro. Mas virou um ato de resistência, e essa resistência está no espírito do Morrostock."
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