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Artes cênicas

- Publicada em 03h37min, 30/10/2019. Atualizada em 08h27min, 30/10/2019.

Novo espetáculo do Grupo Corpo homenageia Gilberto Gil

Em turnê pelo Brasil, grupo de dança se apresenta neste sábado e domingo no Teatro do Sesi

Em turnê pelo Brasil, grupo de dança se apresenta neste sábado e domingo no Teatro do Sesi


JOSÉ LUIZ PEDERNEIRAS/DIVULGAÇÃO/JC
Frederico Engel
Em turnê pelo Brasil, o espetáculo Gil chega a Porto Alegre neste sábado e domingo, para apresentações no Teatro do Sesi (Assis Brasil, 8.787), às 21h. Uma homenagem ao músico Gilberto Gil, a montagem do Grupo Corpo tem ingressos vendidos entre R$ 90,00 (mezanino) e R$ 130,00 (plateia baixa).
Em turnê pelo Brasil, o espetáculo Gil chega a Porto Alegre neste sábado e domingo, para apresentações no Teatro do Sesi (Assis Brasil, 8.787), às 21h. Uma homenagem ao músico Gilberto Gil, a montagem do Grupo Corpo tem ingressos vendidos entre R$ 90,00 (mezanino) e R$ 130,00 (plateia baixa).
A ideia para a apresentação veio de Paulo Pederneiras, diretor artístico, responsável por fazer o convite de realização da trilha diretamente para o músico. "O Gil já estava na mira há um tempo. O espetáculo funciona como uma homenagem para ele", explica o coreógrafo Rodrigo Pederneiras.
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Como convidado ao lado do filho Bem, Gilberto Gil compôs 40 minutos de trilha para a peça, usando fragmentos de frases de músicas como Andar com fé, Aquele abraço, Raça humana, Sítio do Picapau Amarelo, Tempo rei e Toda menina baiana. "A obra já conhecida do Gil, assim como a nova, é aliada na trilha. E trabalhar com ele foi ótimo, pois, quando chegava uma data específica, em que ele havia prometido 15 minutos de faixas, era exatamente o que ele entregava, sem atrasos. A interferência por parte nossa também foi mínima: eu fiz somente dois pedidos, um deles sendo para diminuir um trecho da percussão, e ele atendeu", reforça Pederneiras.
Foi a partir da música finalizada que o trabalho da coreografia foi ampliado, assim como nas outras produções artísticas que participou. "A entrega da trilha ajudou para que tivéssemos mais chão, já que antes não havia maior base para que trabalhássemos", afirma o coreógrafo.
Para Pederneiras, o trabalho representou um desafio, pelo fato de lidar, de forma indissociável, com um compositor conhecido e reverenciado por ele, e também por abordar uma faceta não tão óbvia do artista. "Era um Gil que eu não tinha conhecimento, ainda que também fosse uma personalidade à qual sou fanático há anos", ressalta.
Em uma conversa entre Rodrigo e Paulo Pederneiras, eles comentaram sobre a presença de diversos ritmos no repertório de Gil, como MPB, afro, rock, entre outros. Uma das principais manifestações, porém, está no candomblé, um dos elementos que Rodrigo adotou de fora da música como um início da coreografia. "Sendo Gil filho de Xangô, utilizei o movimento associado à presença do orixá para começar, com uma das mãos do bailarino batendo no peito e a outra nas costas. Foi assim que comecei a formação da dança", destaca.
Uma importante diferença de Gil é não contar com o pas-de-deux, um dueto de dança geralmente feito por uma mulher e um homem, que realizam passos de balé juntos. "É um passo de caráter romântico, algo que envolve amor. Não cabia colocá-lo com o material que temos para o espetáculo", justifica.
Dessa forma, o balé para este espetáculo é caracterizado por um movimento como representação de uma entidade guerreira, pensada como simulacro. Ao longo da peça, ela vai sendo performada em formas diferentes. "Segue uma linha 'narrativa', ainda que não exista uma história propriamente dita. É um movimento de braços, que permeia toda a peça, de forma e dinâmica distintas umas das outras."
Com esse jogo que o coreógrafo faz com a trilha, o samba foi um dos principais gêneros considerados para a dança. Outra característica do balé foi mantê-lo mais presente no chão, sem muitos pulos, sendo realmente mais focado na parte superior do corpo.
Assim como o trabalho de Pederneiras avançou após a conclusão da trilha, o cenário, a luz e os figurinos aguardavam a finalização da coreografia para que chegassem em outras etapas. "As áreas trabalham de modo independente. A luz, por exemplo, faz uso de moving lights - cada bailarino tem um. Você imagina o trabalho para fazer isso! Foram alugadas 14 horas de teatro para possibilitar três minutos desse tipo de formatação da iluminação. A peça é brilhante em todos os sentidos, ainda que comedida em seus passos", completa.
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