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Música

- Publicada em 03h27min, 17/10/2019. Atualizada em 08h19min, 17/10/2019.

Vanessa da Mata celebra maturidade artística com sétimo álbum de estúdio da carreira

Cantora e compositora traz turnê de 'Quando deixamos nossos beijos na esquina' a Porto Alegre

Cantora e compositora traz turnê de 'Quando deixamos nossos beijos na esquina' a Porto Alegre


/RODOLFO MAGALHÃES/DIVULGAÇÃO/JC
Frederico Engel
O trabalho mais autoral da carreira. Com seu sétimo álbum de estúdio, Vanessa da Mata apresenta show de Quando deixamos nossos beijos na esquina no sábado, às 20h, no Opinião (José do Patrocínio, 834). Os ingressos para a apresentação podem ser adquiridos entre R$ 70,00 (doação de 1kg de alimento não perecível) e R$ 210,00 - nas lojas Verse e site Sympla.
O trabalho mais autoral da carreira. Com seu sétimo álbum de estúdio, Vanessa da Mata apresenta show de Quando deixamos nossos beijos na esquina no sábado, às 20h, no Opinião (José do Patrocínio, 834). Os ingressos para a apresentação podem ser adquiridos entre R$ 70,00 (doação de 1kg de alimento não perecível) e R$ 210,00 - nas lojas Verse e site Sympla.
Fazer um álbum, em 2019, já foi uma escolha a qual Vanessa teve de peitar, já que esta seria uma mídia não mais atrativa para o atual momento do mercado. "A definição do nome ocorreu antes do disco estar completo. Mesmo assim, existe uma amarração de letras em determinados trechos que passam uma mensagem", conta a cantora. Com Quando deixamos nossos beijos na esquina, a artista assinou a produção de um trabalho pela primeira vez.
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A chance foi vista por Vanessa como uma forma de fazer aquele que ela considera seu projeto mais autoral, como um todo. "Nas composições, sempre foi algo meu. Existia, porém, uma maior interferência em outros aspectos do álbum e agora minha voz pode ser mais ouvida", afirma, lembrando de casos em que produtores queriam reduzir o seu vocal e as letras, ainda que ela prezasse por estes elementos, até sobrepondo instrumentos em alguns momentos. "E isso era visto como algo egocêntrico, mas é o meu estilo. E também tomavam decisões incoerentes, colocando violinos em tom engraçado, mas a música pedia um romântico".
O novo álbum, como explica Vanessa, é uma junção sem distinção do pop romântico, a brasilidade, o reggae californiano e os ritmos dançantes. Um destes gêneros foi um gosto adquirido pela artista. "Eu achava o reggae um ritmo que era tudo igual. O conhecimento das meninas do Shalla-Ball, banda que fiz parte, me auxiliou e me ensinou muito sobre".
Com a apresentação, ela dá destaque ao single de estreia da obra, Só você e eu, além das demais músicas recentes, como Nossa geração, Vá com Deus, Dance um reggae comigo, Hoje eu sei e Tenha dó de mim, esta última que contou com a participação especial de Baco Exu do Blues no CD. A parceira com ele se deu em um encontro dos dois no Rio de Janeiro. "Somos amigos, mas não havíamos trabalhado juntos. Músicos se encontrarem é difícil, um está no Sergipe enquanto o outro está em Porto Alegre. Quando o encontrei, chamei para que fizéssemos algo. Peguei ele de surpresa. Eu já tinha a parte que cantaria composta, mas ele compôs a parte dele naquela tarde mesmo", explica a cantora.
Os grandes hits da artista, como Ai, ai, ai; Ainda bem; Amado; Boa sorte/Good luck; e Não me deixe só; também integram o setlist do show. "Sou generosa", brinca. "Também há músicas de Gonzaguinha, Charlie Brown Jr., Caetano Veloso (Leãozinho). Elas completam, não estão soltas, afinal é um espetáculo com sentido".
Este significado ao qual Vanessa refere-se está em suas letras, sendo elogiada pela semelhança com Sim no aspecto pop, mas tendo maior maturidade nas composições. Um destes exemplos de maturidade no novo disco é em Nossa geração, que conta com trechos como "Nossa geração mata o diferente/ Padronizam frutos, flores e gente". Para ela, os versos comentam o fato de que as pessoas não sabem lidar com o diferente e a internet amplia tal necessidade de que saibamos como conviver com o distinto. "Não se pode moldar as pessoas: quem não entende isso, está louco. Há uma intolerância, arrogância bastante vigente", argumenta a cantora.
E as diversas percepções são valorizadas por ela, revelando o contato que recebe dos fãs que tiveram em suas composições uma forma de melhorar o dia e o humor. "Já ouvi de pessoas que lidavam com depressão que as minhas letras ajudaram a melhorá-los: não é algo pensado, e se fosse, não atingiria elas, mas é ótimo que ocorra. É uma voz que alcança, provoca um rio de sensações: a música te leva para variadas lembranças".
Para o futuro, Vanessa ainda não considera se fará outro álbum logo em seguida, mas que o ato de compor não para em nenhum momento. "Eu vou compondo aos pedaços, não se pode dormir com isso, a fagulha de imaginação vem a qualquer hora, até mesmo de madrugada. Mas agora não considero, é quase uma traição pensar em outro", brinca.
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