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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Cultura

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Artes Visuais

07/08/2019 - 19h55min. Alterada em 08/08 às 14h06min

Campanha busca financiamento coletivo para exposição de imagens do Arroio Dilúvio

Exposição 'Travessia do Dilúvio' é resultado do registro de desenhos, fotos e vídeos realizados ao longo do córrego

Exposição 'Travessia do Dilúvio' é resultado do registro de desenhos, fotos e vídeos realizados ao longo do córrego


Flávia Quadros/Divulgação/JC
Matheus Closs
Quem percorre diariamente pela avenida Ipiranga, uma das principais vias de Porto Alegre, pode não perceber um importante elemento que compõe sua paisagem: o Arroio Dilúvio. Utilizado, basicamente, como um local de descarte, o patrimônio natural da capital gaúcha sempre integrou o cotidiano do porto-alegrense, desde antes da sua canalização.
Quem percorre diariamente pela avenida Ipiranga, uma das principais vias de Porto Alegre, pode não perceber um importante elemento que compõe sua paisagem: o Arroio Dilúvio. Utilizado, basicamente, como um local de descarte, o patrimônio natural da capital gaúcha sempre integrou o cotidiano do porto-alegrense, desde antes da sua canalização.
Foi com o objetivo de reconstruir as memórias do córrego, que os fotógrafos Eduardo Seidl e Flávia de Quadros, e o artista Gustavo Souza voltaram seus olhares para os 17,6 quilômetros do Dilúvio, percorrendo e registrando em desenhos, fotos e vídeos o trajeto desde da sua foz, no bairro Praia de Belas, até as nascentes no Parque Saint'Hilaire, em Viamão.
Foram nove dias de registros que resultaram em um material que dará vida à exposição Travessia do Dilúvio.
“O projeto tem um lado mais para a preocupação ambiental, se dando conta de como a poluição vai se acumulando e de como cuidamos dessa natureza. Mas tem um lado um pouco antropológico”, explica Flávia, idealizadora do projeto, que atenta para a variedade de objetos recolhidos durante o trajeto. “Se a gente for olhar para o que as pessoas descartam, o que foi esquecido e o que escorre por ali, dá para ter uma ideia de como a gente vive”, completa.
Em fase de captação de recursos, a exposição será custeada via financiamento coletivo. As contribuições para o projeto podem ser feitas na plataforma Kickante, através do link bit.ly/diluviokickante. É possível doar de R$ 10,00 a R$ 450,00. A campanha oferece recompensas de certificado de patrocínio, cópias assinadas das fotografias e desenhos. Além das imagens, a recompensa do patrocínio inclui uma caminhada guiada e uma oficina ministrada pelos três autores.
Em mais de 30 dias, já foram arrecadados R$ 1.410,00, equivalentes a 94% da meta inicial do projeto, que visa a ocupação da parte interna do Planetário da Ufrgs. Alcançado esse valor, a segunda meta, de R$ 2.700,00, busca a ocupação da área externa do Planetário. Uma última meta, de R$ 800,00 será destinada para intervenções junto à margem do córrego.
Caso alcance a meta inicial através da campanha, que ocorre até o dia 23 de agosto, a exposição acontecerá por 15 dias no Planetário da Ufrgs, a partir de 3 de outubro, de frente para o Arroio Dilúvio.
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