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Porto Alegre, quinta-feira, 30 de maio de 2019.

Jornal do Comércio

Cultura

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Cinema

Edição impressa de 30/05/2019. Alterada em 30/05 às 03h00min

Monitoramento de monstros gigantes é prioridade em 'Godzilla II: Rei dos monstros'

Godzilla II: Rei dos Monstros dá sequência ao MonsterVerse da Warner e Legendary, que ainda conta com King Kong

Godzilla II: Rei dos Monstros dá sequência ao MonsterVerse da Warner e Legendary, que ainda conta com King Kong


WARNER BROS PICTURES/DIVULGAÇÃO/JC
Frederico Engel
O mundo está diferente desde 2014, última aparição de Godzilla nas telas. Após o desastre em São Francisco, o monstro ficou livre, mas o monitoramento de outros gigantes se tornou uma prioridade em Godzilla II: Rei dos monstros, com a direção de Michael Dougherty oferecendo aquilo que se espera: Godzilla versus várias criaturas gigantes.
Concebido a partir do folclore popular do Japão, na década de 1950, após as bombas de Hiroshima e Nagasaki, Gojira - nome em japonês do monstro fictício - é uma criatura que nasce no contexto do medo nuclear existente na época, em especial no país nipônico. O filme de 1954 retrata Godzilla como se fosse uma consequência dos bombardeios sofridos pelos japoneses.
Para a sua versão de 2019 (uma continuação do filme de 2014), logo é perceptível a primeira mudança: a presença de Godzilla desde os minutos iniciais do longa. Aparenta até ser uma mensagem da Warner Bros Pictures e da Legendary Pictures - desenvolvedora do MonsterVerse, universo que reúne ainda o King Kong - para o público, que reclamou da escassa presença de Godzilla no longa de cinco anos atrás: menos de 10 minutos em tela. Agora, ele aparece mais vezes, sendo referenciado ainda diversas vezes ao longo da narrativa. O leitor preste atenção na primeira aparição, por sinal - é ótima.
O elenco da continuação conta com a volta de Ken Watanabe como o Doutor Ishiro Serizawa, tendo as novidades de Vera Farmiga (Dr. Emma Russell), Kyle Chandler (Mark Russell) e Millie Bobby Brown - a Eleven de Stranger Things -, que faz sua estreia nas telonas interpretando Madison Russell. Mesmo com nomes como Vera e Chandler, a força de Godzilla II não está nos seus protagonistas humanos. Os dois supracitados, por exemplo, estão aquém do potencial interpretativo que já demonstraram. Há outros tantos nomes, mas que têm pouco ou nada para fazer na trama.
Algo que não ajuda é o roteiro, permeado por diálogos fracos e recheado de clichês. A história acaba sendo mais funcional, servindo para que os protagonistas sejam levados de ponto a ponto para que o público acompanhe a luta entre as criaturas. Outro elemento que poderia ser melhor trabalhado são as piadas - a primeira parte do filme é pouco capaz de encaixar o humor, algo que é mais bem-sucedido a partir da segunda etapa.
A principal trama de Rei dos monstros é a procura pela Orca, uma tecnologia à base sonar capaz de estabelecer comunicação com os titãs (como também são conhecidas as criaturas como Godzilla). Quem obtiver controle sobre este aparelho pode mantê-los inofensivos e também desencadear o caos. O longa dirigido por Dougherty serve como uma ampliação do universo já apresentado em Godzilla (2014) e Kong: Ilha da Caveira (2017), citando a presença de, pelo menos, mais 17 kaijus - outra nomeação para as criaturas - espalhados pelo globo. Para o próximo ano, Godzilla vs Kong já está confirmado, colocando frente à frente os dois mais temidos protagonistas deste universo.
E esta missão ao qual o diretor foi encarregado é cumprida de forma eficiente. A grande estrela é, realmente, Godzilla. Para que isso ocorresse, era necessário que o trabalho de computação gráfica mantivesse o nível apresentado no filme de 2014, o que ocorre, até elevando o sarrafo. Os outros titãs também são destaques, sendo presenças constantes na história.
King Ghidorah é o principal deles, fazendo frente ao Gojira já por séculos, disputando a supremacia de quem será o mais forte e reinará sobre eles. Mothra e Rodan são outros dos envolvidos na briga que prometem alegrar os espectadores.
É nestes momentos, quando Dougherty coloca um contra o outro, que Rei dos monstros brilha. A fotografia, ainda que seja um pouco escura e azulada, nos momentos de confrontos, ganha tons mais vivos, com cada criatura apresentando poderes em diferentes cores. As sequências de batalha são bem filmadas, e ver kaijus lutando é um alto nível de entretenimento que diverte... e muito!
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