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Porto Alegre, sexta-feira, 29 de março de 2019.

Jornal do Comércio

Cultura

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música

29/03/2019 - 18h11min. Alterada em 29/03 às 18h11min

Jair Oliveira lança 'Selfie' nas plataformas e lojas digitais

Jair Oliveira apresenta novo álbum Selfie, produzido nos Estados Unidos

Jair Oliveira apresenta novo álbum Selfie, produzido nos Estados Unidos


CAROL BIAZOTTO/DIVULGAÇÃO/JC
Primeiro disco do cantor e compositor Jair Oliveira nos últimos oito anos, o excelente Selfie entrou nesta sexta-feira (29) as plataformas de streaming e lojas digitais de música, propondo a busca pela luz interior por meio da fotografia e de referências cinematográficas. A escuta pode ser feita em https://ditto.fm/jairoliveiraselfie.
Gravado nos Estados Unidos, o projeto é formado por 13 canções autorais, que transitam entre MPB e a sonoridade cosmopolita de Nova Iorque - cidade onde o artista mora com a esposa e as duas filhas desde 2018. Este é o primeiro disco da carreira de Jair Oliveira gravado fora do Brasil e feito por meio de coprodução. O guitarrista Rogério Leão é quem assina os arranjos musicais e a produção em parceria com o cantor. Há participações de músicos de várias cidades do mundo radicados nos EUA: o argentino vencedor do Grammy Latino Marcelo Woloski (percussionista da famosa banda Snarky Puppy), os brasileiros Romero Lubambo (guitarra e violão), Chico Pinheiro (guitarra) e Zé Luiz (saxofone tenor), entre outros.
O trabalho foi gravado e mixado no Flux Studios, estúdio pelo qual já passaram astros da música internacional, como Shakira, Jennifer Lopez e David Crosby. O lançamento ocorre pelo selo S de Samba, gravadora e produtora musical de Jair Oliveira, com distribuição digital da Ditto Music.
A metáfora do hábito de fotografar a si mesmo como forma de projetar a sua luz interior é o conceito do novo álbum de Jair Oliveira. De acordo com o artista, Selfie é o álbum mais íntimo com canções que revelam detalhes de sua personalidade, dentre os setes trabalhos anteriores lançados em carreira solo. “Obviamente, algumas das minhas composições anteriores abordaram algo sobre mim. Mas neste novo projeto, eu quis dividir propositalmente o que aprendo no dia a dia com auxílio da reflexão, da terapia e da meditação sobre conquistas, perdas e a existência individual e coletiva, por meio da observação de personagens e de mim mesmo”, conta.
A reflexão proposta pelo artista tem como objetivo a busca pela luz. Esse conceito está presente em todas as composições que formam o disco. “São músicas que se conectam entre si, com referências ao roteiro cinematográfico que imaginei para o álbum e à fotografia, por uma viagem ao universo das luzes em um mundo iluminado, mas que a gente não enxerga muito bem”, explica. Jair acrescenta: “Costumamos contemplar a luzes externas, mas não olhamos a nossa claridade interior que tende a ficar trancafiada e escondida”.
A primeira faixa do projeto, Seres incríveis, que chegou a ser cogitada para batizar o álbum, alerta para o cotidiano comum às pessoas, jogando luz em suas extraordinariedades mundanas. “Escrevi a letra ao presenciar a atriz Morena Baccarin, conhecida pela atuação na franquia Deadpool, caminhando com sua filha pequena pelas ruas de Nova Iorque. Quero mostrar como todos nós, famosos ou não, temos de batalhar no dia a dia e por isso mesmo nos tornamos estes seres incríveis”, afirma Jair.
Baseada em estudos que abordam o podem da música de acessar partes do cérebro, a faixa Vida divina foi composta para uma paciente mineira de Alzheimer para o projeto “Músicas para Sempre”. Jairzinho inspirou-se nos fatos vividos por Dona Divina que apresentava sintomas da síndrome: “Extraí alguns momentos importantes da vida dessa pessoa em uma letra que busca estimular lembranças depositadas em sua memória afetiva. Alguns desses temas são o nascimento em Nova Lima (MG), o gosto pela cozinha e por temperos, o encontro inusitado com o marido e o nascimento de suas filhas”.
O cantor afirma que When I’m All Alone e Luzes são as músicas do disco que mais simbolizam a desatenção de nossa sociedade com as questões interiores; as luzes que iluminam nossas decisões e sentimentos. A faixa Agora trata do poder de viver o presente, trazendo luz para o momento atual. Labirinto apresenta uma visão bastante otimista de como encontrar luz no fim do túnel em tempos em que ansiedades e angústias estão constantemente presentes em centenas de milhares de mentes e corações.
A canção O sorriso foi composta na madrugada do velório do pai do artista, Jair Rodrigues, em 9 de maio de 2014. A letra eterniza um dos principais legados e marca registrada de Jairzão. “Homenageio as pessoas que decidem sorrir para a vida e vivê-la em sua plenitude, assim como fez Jair Rodrigues que, recorrentemente, afirmava que se não era o homem mais feliz do mundo, era certamente um deles”, relembra o filho, orgulhoso.
Projetos paralelos
Jair Oliveira segue com projetos paralelos direcionados ao público infantil e aos fãs do trabalho de seu pai. Ele é responsável pela composição e produção das músicas de Grandes Pequeninos, projeto infantil com temática sobre paternidade e maternidade liderado pelo artista junto com sua esposa Tania Khalil e as duas filhas pequenas do casal. O projeto que já foi nomeado ao Grammy Latino envolve discos, livros, espetáculos músico-teatrais, programa de TV, conteúdo para internet e produtos licenciados.
O músico ainda está envolvido na produção de dois documentários inéditos que vão retratar a trajetória de Jair Rodrigues, cujo aniversário de 80 anos de nascimento foi celebrado no último dia 6 de fevereiro. Tratam-se de Deixa que digam, produzido pela Confeitaria de Cinema e com direção de Rubens Rewald, e Jairzão – O documentário, da Santa Rita Filme e Cantarolar Produções, com direção de Alexandre Sorriso. Ambos os projetos estão previstos para serem lançados no segundo semestre de 2019.
Jairzinho também se prepara para gravação de registro em DVD de show comemorativo do projeto Os Filhos dos Caras. Trata-se de um encontro de filhos de ícones da música popular brasileira com o objetivo de homenagear a obra de seus respectivos pais com releituras de canções. Além dele, integram o projeto a irmã, Luciana Mello, e Wilson Simoninha, Max de Castro e Léo Maia.
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