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Música

22/03/2019 - 20h25min. Alterada em 23/03 às 16h41min

Com 'Desvelando mares', Bianca Gismonti reafirma qualidade musical

Pianista filha de Egberto Gismonti lança mais um trabalho com trio que leva seu nome

Pianista filha de Egberto Gismonti lança mais um trabalho com trio que leva seu nome


HUNNIA RECORDS/DIVULGAÇÃO/JC
Caroline da Silva
Gismonti não é um sobrenome qualquer para se carregar na cena musical brasileira. Bianca é filha da lenda da MPB Egberto Gismonti, compositor, multi-instrumentista e arranjador referência no que há de mais sofisticado em temas instrumentais na produção nacional. Não bastasse isso, o irmão Alexandre Gismonti também é músico, violonista com reconhecido talento e potencial artístico – de uma já nem mais tão “nova geração”.
Mesmo com toda essa carga familiar, Bianca Gismonti construiu uma carreira sólida (que se iniciou aos 15 anos) ao mesmo tempo em que se mostra inquieta. Ela criou suas características sonoras, amparada em um gosto muito distinto, e mantém uma marca própria mesmo com formações diferentes e desafios a cada lançamento fonográfico, como comprova Desvelando mares (Hunnia Records/Hungria, 2018). É possível ouvir em: https://www.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_n0QKisLnHvMoAiaIeWt2P0BOQMCCw64KU.
Depois do DuoGisbranco (que forma com a também pianista Claudia Castelo Branco), que ainda segue em atividade, começou em 2009 o Bianca Gismonti Trio – com o baterista, produtor e marido Julio Falavigna e o baixista Antonio Porto – dando o pontapé inicial na sua trajetória como compositora.
A sua discografia traz quatro lançamentos com o duo: Gisbranco (2008), Flor de Abril (2011), DVD Gisbranco 10 Anos (Canal Brasil, 2016) e Pássaros (2018). Neste ano ainda, as duas artistas devem lançar o segundo DVD em parceria com Canal Brasil, Egberto encontra Villa, gravado na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, com repertório completo de Villa-Lobos e Egberto Gismonti para dois pianos e cello.
O seu primeiro álbum autoral, Sonhos de Nascimento (Biscoito Fino), que contou com a participação de Naná Vasconcelos, foi lançado em 2013 e teve turnês na Europa, Ásia e América do Sul. No final de 2015, foi lançado o seu segundo disco autoral, Primeiro céu (Fina Flor), com a formação de Trio – também com apresentações no exterior, incluindo a África.
O trabalho mais recente no mercado é Desvelando mares, o terceiro autoral. Com ele, fez shows no ano passado na Europa, China e Japão. Ainda gravou o quarto disco do Trio, Gismonti 70 (pelo mesmo selo da Hungria), com repertório completo de Egberto Gismonti, homenageando os seus 70 anos. O disco deverá ser lançado no Brasil nos próximos meses.
As nove faixas de são assinadas por Bianca: Salteo, inspirada em tantos compositores argentinos; Ostinatos, na sua constante referência minimalista do norte-americano Steve Reich; Feitiço, nas matrizes africanas fundamentais; Desvelando mares, na composição profunda do tunisiano Dhafer Youssef e no vigor feminino de Hiromi; Piano Station, na liberdade polirrítmica e oriental do armênio Tigran Hamasyan; Aonde planam os pássaros, no sublime da música clássica indiana; Majo, na unidade, em dois, dos portugueses Mario Laginha e Maria João; Ventos do Sul, no lirismo e leveza cinematográfica do japonês Joe Hisaishi; e Celestial Sphere, na eterna fonte de sonho e emoção da ECM Records, fundada pelo visionário alemão Manfred Eicher.
A incrível cantora portuguesa Maria João, em Majo, faz apenas uma das tantas participações especiais do álbum. O trabalho, inclusive, tem relação com músicos gaúchos. O acordeão de Alessandro Bebê Kramer já marca presença na abertura do CD, na melodia sutil de Salteo. E o fagotista da Ospa Fabio Mentz toca flauta bansuri com referência oriental em Aonde planam os pássaros. O resultado da obra é mais um acerto estético de Bianca, com diferentes fontes internacionais, mas ancorado em uma raiz de origem sonora bem brasileira.
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