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reportagem cultural

Notícia da edição impressa de 22/03/2019. Alterada em 23/03 às 10h36min

O historiador e a história das ruas de Porto Alegre

Sérgio da Costa Franco registra, em seus livros, a história de uma cidade em constante transformação

Sérgio da Costa Franco registra, em seus livros, a história de uma cidade em constante transformação


CESAR LOPES/PMPA/JC
Márcio Pinheiro, especial para o JC
A região de Porto Alegre já era habitada há muito mais tempo do que seus 247 anos. Há registros dos tapuias por volta do ano 1000, expulsos, depois, por povos tupis. Foi apenas no século XVI que os primeiros europeus chegaram por aqui, e muito tempo depois, em 1750, que o rei de Portugal determinaria que fosse reunido um grupo de 4 mil casais dos Açores para povoar o Sul.
Desses, em um primeiro momento, vieram apenas cerca de mil, e metade fixou-se à beira do Guaíba, no chamado Porto de Viamão, em 1752. Demoraria mais duas décadas até que o Porto de Viamão fosse elevado a freguesia, com o nome de Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais.
Era 26 de março de 1772. Porto Alegre tinha, então, local e data de nascimento.
"Até então, a região era apenas um agregado de ranchos, mas, a partir daquele momento, com a criação da freguesia autônoma, passou a haver a permissão para o registro de nascimentos, casamentos e óbitos. A partir de então, tudo iria mudar", explica Sérgio da Costa Franco, advogado e historiador nascido há 90 anos e que, há pelo menos cinco décadas, estuda a história da cidade onde veio morar quando tinha menos de sete anos. Muito do que se sabe hoje a respeito da constituição da metrópole resulta da investigação de Franco.
A capital do Rio Grande do Sul é considerada uma das melhores cidades brasileiras para se morar. Nem pequena, nem exageradamente grande. É altamente arborizada, tem, pelo menos, três parques gigantescos, uma cultura variada e qualificada, ricas tradições artísticas e folclóricas, e um significativo patrimônio histórico em prédios centenários e museus. E é banhada pelo Guaíba, imensa e bela massa de água que dá à cidade características únicas e peculiares.
"A importância da obra de Sérgio da Costa Franco para Porto Alegre é tão grande que talvez eu não saiba dizer, talvez a nossa geração não possa avaliar. Ocorre que ele não apenas escreveu livros decorrentes de pesquisas sobre a história da cidade: ele escreveu história documental desde muito cedo, quando a prática historiográfica era muito mais palpiteira, mais comprometida com interpretações do que com fatos elementares", avalia Luís Augusto Fischer, professor de Literatura da Ufrgs e autor do Dicionário de Porto-Alegrês.
"Minha admiração por Sérgio da Costa Franco se baseia, primeiramente, pelo historiador que combina, com rara competência, o rigor histórico das fontes primárias com o faro jornalístico de tornar acessível o texto científico para o grande público. Em segundo lugar, a admiração pelo apaixonado por Porto Alegre. Sérgio da Costa Franco teve sua sedução pela capital gaúcha desenvolvida desde quando ainda era jovem, quando chegou para a nossa 'leal e valorosa'", acrescenta Luiz Osvaldo Leite, professor emérito da Ufrgs e ex-presidente da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa).
Mas já foi melhor. O cronista e dramaturgo Sérgio Jockymann, em determinado período, a comparava a uma pequena Paris. "Quando dei com o quadro, meu velho coração se iluminou: 'Ah', disse eu, 'a Praça da Alfândega!'. 'Mas que Praça da Alfândega', rosnou o dono da casa, 'troca os óculos, isso é Paris'. Troquei, era mesmo", escreveu o cronista anos atrás. E acrescentou: "Meu velho coração teimou que não era. Isso é Porto Alegre de 45. O dono da casa riu selvagemente: 'Isso é Paris, ceguinho. Porto Alegre nunca foi assim'. Foi, eu sei que foi. Eu estava lá. O Centro de Porto Alegre era Paris da Belle Époque sem tirar nem pôr".
Se Sérgio Jockymann via Porto Alegre com pontos de contato com Paris, Sérgio da Costa Franco nota maiores semelhanças com um pequena Berlim. A explicação estaria na arquitetura, com forte presença germânica, e na profusão de confeitarias e bares ao estilo alemão, com sanduíches e chopes, muito comuns na cidade que já trazia de maneira intensa a força da imigração alemã.
Em sua longa história, a cidade cresceu demais, mudou demais. Ocupa novos espaços, muitas vezes de maneira desordenada e sem grandes planejamentos. Sérgio da Costa Franco registrou parte dessa metamorfose de Porto Alegre.

O homem e a urbe

Natural de Jaguarão, Sérgio da Costa Franco adotou Porto Alegre há muitos anos
Natural de Jaguarão, Sérgio da Costa Franco adotou Porto Alegre há muitos anos
LUIZA PRADO/JC
Filho de Gilda Werneck da Costa Franco e do juiz Álvaro da Costa Franco, Sérgio da Costa Franco nasceu em Jaguarão em junho de 1928, e de lá veio com os pais morar em Porto Alegre. O primeiro endereço da família foi na rua José de Alencar. Na memória dele, era tudo mais tranquilo e mais amplo. "Eram grandes espaços. Quase não havia edifícios. As casas tinham terrenos imensos." Eram também tempos mais amenos. Um tempo em que era possível que a mãe dele pedisse que o filho de oito anos pegasse um bonde para fazer compras no Mercado Público. "Hoje, seria impossível. Uma criança não conseguiria fazer em segurança este trajeto", diz Costa Franco.
Quando ele tinha 12 anos, a família se mudou para a rua Marechal Floriano, no Centro, onde permaneceria pelos próximos 13 anos. Sérgio da Costa Franco concluiu o curso ginasial no Colégio Anchieta e, em seguida, ingressou na Faculdade de Direito. Seu casamento ocorreria logo depois. Aprovado em concurso do Banco do Brasil em 1951, 15 dias depois da cerimônia de casamento, Franco teve de deixar para trás a reforma que concluía na casa do sogro para começar a peregrinar pelo interior do Estado.
Retornaria a Porto Alegre em 1954, mas não demorou muito: por uma nova aprovação em concurso, agora no Ministério Público, para voltar ao Interior, a partir de meados dos anos 1950, passando por cidades como Encantado, Quaraí, Soledade e Erechim. Nos quase 15 anos fora de Porto Alegre, a família de Sérgio da Costa Franco aumentou. Dos cinco filhos, apenas um nasceu na Capital.
O historiador e a Capital se reencontrariam em definitivo a partir do começo dos anos 1970, quando ele e a família se estabeleceram em uma casa, na região do bairro Medianeira, não muito distante da José de Alencar da sua infância. O retorno a Porto Alegre também aprofundou em Sérgio da Costa Franco o interesse que ele já tinha desde cedo pela história da cidade e de seus lugares. "Sempre gostei de história e também gosto muito de pesquisar. Como Porto Alegre soube arquivar bem seu passado, foi possível encontrar muito material sobre a cidade", explica.
Seu primeiro livro sobre a Capital foi Porto Alegre e seu comércio, de 1983, escrito sob encomenda para a Associação Comercial. Na sequência, viriam outras obras importantes como Porto Alegre: Guia histórico (Editora da Ufrgs, 1988); Porto Alegre sitiada (Editora Sulina, 2000); Os viajantes olham Porto Alegre, escrito em parceria com Valter Antonio Noal Filho e que recebeu da Secretaria Municipal da Cultura o Prêmio Açorianos de Livro do Ano (Editora Anaterra, 2004); e Porto Alegre ano a ano: uma cronologia histórica, 1732-1950 (Editora Letra & Vida).

De Norte a Sul, uma metrópole em constante expansão

Cercada por morros, Porto Alegre cresceu para muito além do Centro
Cercada por morros, Porto Alegre cresceu para muito além do Centro
LUCIANO LANES/PMPA/JC
Sérgio da Costa Franco lembra que Porto Alegre tinha uma historiografia ainda muito reduzida, com trabalhos de poucos autores como Walter Spalding e Riopardense de Macedo. "Percebi que havia assuntos que poderiam ser mais aprofundados. Por exemplo: não havia nada que falasse sobre as ruas e os bairros da cidade. Nisso eu devo ter sido um desbravador", conta.
A nova edição de Porto Alegre: Guia histórico, sua obra mais conhecida, traz, em forma de verbetes, detalhes curiosos e revelações sobre os principais logradouros da cidade. "Porto Alegre: Guia histórico é a expressão maior deste amor do autor pela cidade. Obra clássica e necessária para quem quer conhecer Porto Alegre", saúda o professor aposentado Luiz Osvaldo Leite.
A partir de extensa pesquisa junto às atas da Câmara Municipal e a outros documentos, Franco abriu novos caminhos para o estudo da história, da geografia, dos hábitos e dos personagens da Capital. "Porto Alegre era uma cidade sem historiografia. Não havia quase nada escrito. Passei uns três anos no Arquivo Municipal, fazendo minhas anotações e registrando o que me parecia mais relevante. Fiz uma ficha para cada rua, cada logradouro importante", detalha sua metodologia. "Uma obra como essa traz resultados de pesquisa de décadas, em fontes primárias, sobre essa coisa tão decisiva e tão invisível quanto a história que impregna o desenho da cidade, nas ruas e nos nomes delas. Isso rigorosamente não tem preço", elogia o professor Luís Augusto Fischer.
Pelo livro de Sérgio da Costa Franco é possível ver como a cidade se expandiu. Os limites eram bastante diferentes dos atuais. Se, antes, Porto Alegre ficava restrita ao Centro, que concentrava quase todo o comércio, com o tempo a cidade foi se espalhando pelos bairros. Franco destaca o trabalho de uma professora da Ufrgs que pesquisou o crescimento de Porto Alegre a partir dos loteamentos, com empresários comprando imensas chácaras nos arredores da cidade e loteando os terrenos. Um dos grandes loteadores era também dono da Carris. Assim, a Carris estendia linhas de bonde para valorizar e vender mais terrenos.
Os imigrantes alemães também foram fundamentais na expansão de Porto Alegre, segundo o autor. Eles vieram em 1824, ano de fundação de São Leopoldo, e em seguida começaram a ter forte influência em Porto Alegre. A partir de meados do século XIX, os alemães foram decisivos, atuando como industriais e também desenvolvendo um importante comércio. A certa altura, lembra Franco, o padrão alemão definiu também a arquitetura da cidade.
Devido à topografia - Porto Alegre é repleta de morros - muito bairros adquiriram características especiais. "Num primeiro momento, alguns bairros pareciam ilhas. Ficavam isolados, quase sem ligação com bairros vizinhos", destaca o autor. Para se ter uma ideia, durante a juventude, o historiador lembra de ter acampado na região das Três Figueiras, próximo ao local hoje ocupado pelo Colégio Anchieta, pelo
Shopping Iguatemi e por centenas de prédios. "Aquilo tudo era um descampado. Até vacas havia por lá", recorda.
 

A grandiosa Exposição Farroupilha de 1935

Vista área do evento, que ocupou área do atual Parque da Redenção
Vista área do evento, que ocupou área do atual Parque da Redenção
ANTIGAPORTOALEGRE.NET/DIVULGAÇÃO/JC
O homem que escreveu em 2013 o livro Porto Alegre ano a ano: Uma cronologia histórica (1932-1950) regista 1935 como um ano importante: foi quando ocorreu a Exposição Farroupilha. O ano em que Porto Alegre entrou na modernidade.
Por inspiração do general Flores da Cunha, então interventor do Rio Grande do Sul, e do prefeito por ele indicado, Alberto Bins, a cidade passou a ter o Comissariado-Geral da Festividade, presidido por Bins. Esse comitê se encarregaria de comandar os preparativos para a exposição. Um ano antes, o grupo já trabalhava para montar uma exposição agrícola e industrial, com dimensão internacional. Além disso, a exposição deveria também comemorar o centenário da Revolução Farroupilha e chamar a atenção para o desenvolvimento industrial de Porto Alegre.
A área escolhida foi a então chamada Várzea da Redenção, que foi aterrada e urbanizada, posteriormente sendo ocupada por construções de estuque, em estilo art-deco. Depois do término da exposição e da desmontagem dos pavilhões, o local passou a ser conhecido como o Parque Farroupilha.
A exposição foi inaugurada em 20 de setembro de 1935, data exata do centenário, contando com a presença do presidente Getúlio Vargas e apresentando como destaque os pavilhões dedicados a cada estado brasileiro, ressaltando seus aspectos culturais e econômicos. Foram recebidas delegações de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Pernambuco, Pará, Amazonas e Distrito Federal. A mostra também contou com um parque de diversões e áreas de lazer, como um imenso tobogã.
Para exemplificar a grandiosidade do evento, basta lembrar que na iluminação noturna do local foram utilizadas 28.289 lâmpadas, enquanto a iluminação pública de toda a cidade de Porto Alegre, naquela época, empregava 4.482 lâmpadas. No total, a exposição durou mais de cem dias, sendo encerrada em 15 de janeiro do ano seguinte.
Sérgio da Costa Franco, recém chegado a Porto Alegre com a família vinda de Jaguarão, estava lá. Tinha sete anos e, levado por parentes, tem como recordação mais nítida o fato de ter se queimado tomando uma xícara de café preto num dos pavilhões. Apesar do pequeno acidente, o garoto guardou na memória a grandiosidade do evento. "Até hoje nada do que foi feito em Porto Alegre superou aquele ano em matéria de dimensão, de alcance, de beleza e de grandeza", ressalta Sérgio da Costa Franco.
Na área cultural, 1935 também foi marcado por uma intensa programação na temporada lírica. Anos mais tarde, o autor escreveria em seu livro sobre os músicos alemães fugitivos do nazismo: "Esses músicos fizeram muito pela difusão da música sinfônica e, sobretudo, música de câmara". A soprano lírica Vera Fraensel Peyser fundou em Porto Alegre uma sociedade denominada Pró-Arte, que sobreviveu até 1937, com boas realizações. Durante 15 dias de outubro, Porto Alegre recebeu o maestro Alfredo Padovani e cantoras internacionais como Gabriella Besanzoni Lage, Bidu Sayão e Iracema Follador. Cerca de uma dezena de óperas foram levadas à cena: de Puccini, Verdi, Gluck, Donizetti, Massenet, Leoncavallo e Carlos Gomes.
Na área da literatura, no mesmo ano, a Editora Globo lançou mais dois livros de Erico Verissimo: A vida de Joana D'Arc, biografia romanceada, e o romance Música ao longe, que veio a receber o prêmio Machado de Assis, além de A ronda dos anjos sensuais, romance de estreia de Reinaldo Moura. O ano de 1935 marcou ainda o início das atividades da Rádio Farroupilha. Para a sua inauguração, vieram do Rio de Janeiro os cantores Mário Reis e Carmen Miranda. Por sua potência e aparelhagem, a emissora significou uma revolução na radiofonia do Rio Grande do Sul.
 

Nos dias atuais, muitos problemas

Sérgio da Costa Franco não se reconhece mais na cidade em que escolheu para viver. Viúvo e morando em um apartamento na avenida Getúlio Vargas, no Menino Deus, pouco sai de casa. Passa a maior parte do tempo lendo, agora mais por distração, já que não planeja nenhum novo livro. "Quero apenas me ocupar com algumas atividades para não correr o risco de ficar deprimido." Eventualmente, envia artigos para jornais mas também se ressente pela falta de espaço. "Antes, era possível escrever longos textos analíticos. Agora é tudo muito reduzido", lamenta.
Porto Alegre, para ele, cresceu de maneira exagerada e desorganizada, perdendo muitas de suas características. Com a expansão desordenada, a cidade acabou ficando estrangulada. Por limitações físicas e também por não compreender mais sua própria cidade, Franco não se arrisca hoje em sair de seus limites mais próximos. Tem medo de se perder num emaranhado de ruas e vias desconhecidas.
Se até os anos 1970 as casas ainda se destacavam na paisagem, com o passar do tempo, os altos edifícios, com dezenas de apartamentos, passaram a dominar as ruas. E uma das causas mais nítidas pode ser também a violência.
Esse é o aspecto contemporâneo que mais assusta Sérgio da Costa Franco. "Ao voltar a Porto Alegre, vivi a década de 1970 ainda sem grades e sem temores. Caminhava-se de noite, mesmo nas ruas escuras, sem correr risco, salvo se procurasse áreas conturbadas das periferias", compara o historiador. E acrescenta, ressaltando como a violência interferiu na arquitetura. "Quando comprei minha primeira casa, os jardins não tinham altas grades, e a minha, sequer um murinho que a separasse do passeio. Assim ficou durante vários anos."
Não é preciso ser muito idoso para ter conhecido uma Porto Alegre mais segura e menos medrosa, quando os jardins não tinham grades, nem portas e janelas eram gradeadas como celas de prisão. Posso dizer que fui testemunha desse processo de encarceramento da classe média e do pânico que tornou nossas ruas desertas à noite, apenas frequentadas as que têm bares abertos e movimento de automóveis. Vivi essa transição da liberdade e da segurança para o cativeiro e o medo.
 

Três curiosidades sobre Porto Alegre, segundo Sérgio da Costa Franco

  1. Os balneários: Porto Alegre era rica em locais onde as pessoas podiam se banhar, ter uma vida quase que de praia de mar, só que à beira do Guaíba. Isso tudo se perdeu. É uma bênção para uma cidade ter um Guaíba, que deveria ser mais valorizado e melhor aproveitado. Sérgio da Costa Franco também não gosta que chamem aquilo de orla. É a beira do Guaíba.
  2. O Largo dos Medeiros: Era o principal local por onde, até os anos 1960, passava a vida da cidade. Lá ocorriam debates, palestras, encontros políticos. Era um lugar de força política muito grande e também um ponto de encontro natural. Você saía de casa e nem precisava marcar encontros. A vida de Porto Alegre era muito vinculada ao Centro da cidade.
  3. O mocotó: Triunfante desde o século XIX, o mocotó foi o grande prato porto-alegrense por muitos anos. Era uma das principais atrações do Mercado Público, mas também por toda a cidade, das casas mais importantes aos bairros mais populares. Até 1935, Porto Alegre só tinha três churrascarias. O churrasco só virou um prato mais popular e identificado com a Capital a partir dos anos 1940.

Livros de Sérgio da Costa Franco

  • Biografia de José Bonifácio (Editora Globo, 1955)
  • Júlio de Castilhos e sua época (Editora Globo, 1967)
  • Quarta página
  • (Editora Movimento, 1975)
  • Soledade na história
  • (Editora Corag, 1975)
  • Ruas mortas
  • (Editora Movimento, 1977)
  • Origens de Jaguarão,
  • 1790-1833 (Editora UCS, 1980)
  • Achados e perdidos
  • (Martins Livreiro Editor, 1981)
  • Porto Alegre e seu comércio (Editora Associação Comercial de Porto Alegre, 1983)
  • Porto Alegre: guia histórico (Editora Ufrgs, 1988)
  • Em paz com a vida
  • (Editora Ari/Corag, 1990)
  • A guerra civil de 1893
  • (Editora Ufrgs, 1993)
  • A pacificação de 1923: as negociações de Bagé
  • (Editora Ufrgs, 1995)
  • Getúlio Vargas e outros ensaios (Editora Ufrgs, 1998)
  • História ilustrada
  • do Rio Grande do Sul
  • (coorganizado com Arno Kern, Editora Zero Hora, 1998)
  • Gente e espaços de Porto Alegre (Editora Ufrgs, 2000)
  • Porto Alegre sitiada
  • (Editora Sulina, 2000)
  • Gente e coisas da Fronteira Sul (Editora Sulina, 2001)
  • Santa Casa, 200 Anos
  • (com Ivo Stigger, Editora Santa Casa, 2003)
  • Os 170 anos do Parlamento Gaúcho - Crônicas Históricas (Assembleia Legislativa)
  • Os viajantes olham Porto Alegre, com Valter Antonio Noal Filho
  • (Editora Anaterra, 2004)
  • As Califórnias do Chico Pedro (Editora Evangraf, 2004)
  • Maragatos - O Partido Federalista Rio-Grandense (Secretaria da Cultura, 2006)
  • A velha Porto Alegre
  • (Editora Canadá, 2008)
  • Memórias de um
  • escritor de província
  • (Editora Evangraf, 2008)
  • Dicionário político
  • do Rio Grande do Sul
  • (Editora Suliani, 2010)
  • Criminosos e suspeitos
  • perante a Junta de Justiça
  • (Editora Evangraf, 2012)
  • Ensaios de história política (Editora Pradense, 2013)
  • Porto Alegre ano a ano: uma cronologia histórica,
  • 1732-1950 (Editora Letra & Vida/Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, 2013)
 

Márcio Pinheiro é portoalegrense e jornalista. Trabalhou em diversos veículos da Capital, como Zero Hora, Gazeta Mercantil, RBS TV, Rádio FM Cultura e Correio do Povo; além de São Paulo e Rio de Janeiro. Lançou ano passado o livro Ayrton Patineti dos Anjos - Lembranças, sons e delírios de um produtor musical (Plus Editora), escrito em parceria com Roger Lerina.
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