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Porto Alegre, segunda-feira, 18 de março de 2019.

Jornal do Comércio

Cultura

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música

Edição impressa de 18/03/2019. Alterada em 18/03 às 01h00min

Banda Nação Zumbi faz show nesta quinta-feira em Porto Alegre

Ícone do manguebeat, banda pernambucana volta ao palco do Opinião

Ícone do manguebeat, banda pernambucana volta ao palco do Opinião


FAUSTO NOCETTI/DIVULGAÇÃO/JC
Caroline da Silva
A banda pernambucana Nação Zumbi tem show no Opinião (José do Patrocínio, 834) na quinta-feira desta semana, às 23h. "É bom voltar aí. Vai ser diversão garantida, vamos fazer a festa juntos", afirma o vocalista Jorge dü Peixe (no centro da foto acima, de chapéu e óculos), acrescentando que a relação do grupo é antiga e muito boa com público gaúcho, que busca um som percussivo, e "a nossa percussão é forte, gritante".
O cantor recorda que o último show anterior na Capital também foi no Opinião, em 2016, em uma apresentação da turnê de 20 anos do disco Afrociberdelia. "É um palco clássico para show independente, de porte médio, é uma casa boa para tocar nossas músicas." Com Lúcio Maia (guitarra e backing vocals), Alexandre Dengue (baixo e backing vocals) e Toca Ogan (percussão e voz), mais ainda Marcos Matias (alfaia e percussão adicional), Gustavo da Lua (alfaia e percussão adicional) e Tom Rocha (bateria), Dü Peixe completa a formação atual.
Criada em 1991, no Recife, a Nação Zumbi (ainda sob a alcunha de Chico Science & Nação Zumbi) lançou o seu primeiro álbum, Da lama ao caos, em 1994. O trabalho se tornou um dos marcos do manguebeat, movimento que, junto com outras bandas da região, ajudou a deslocar o eixo da música nacional para além de Rio-São Paulo, introduzindo elementos locais ao pop. Historicamente, ele é comparado com a Tropicália pela importância geográfica e musical, pois propôs uma mistura de elementos sonoros típicos do Nordeste com outros gêneros consagrados no País, como o rock e o rap.
Afrociberdelia (1996), seu segundo disco, marcou o encontro entre as músicas brasileira e africana, o rock, o rap e as revoluções digitais da época. O álbum reúne alguns dos grandes sucessos da banda, presentes no set-list do grupo até hoje, como Macô, Manguetown e o clássico Maracatu atômico. Porém, Chico Science morreu de maneira precoce, menos de um ano depois, em um acidente de carro na capital de Pernambuco.
Após a perda, a Nação se reestruturou. Foi quando Jorge dü Peixe, que já tocava alfaia no grupo, assumiu o microfone. O grupo acumulou mais seis álbuns de estúdio - CSNZ (1998), Rádio S.Amb.A (2000), Nação Zumbi (2002), Futura (2005), Fome de tudo (2007) e Nação Zumbi (2014).
No final de 2017, a banda lançou o seu primeiro álbum de releituras, Radiola NZ - Vol. 1, pelo selo independente Babel Sunsete, com composições de Gilberto Gil, David Bowie, Tim Maia, Marvin Gaye, Raul Seixas e Beatles. Embora o show que chega a Porto Alegre seja da turnê desse CD, o vocalista assegura que todos os espetáculos do grupo revisitam sua carreira, brindando os fãs: "O repertório vai apresentar temas dos mais de 10 discos da trajetória. Será bem variado, dinâmico". A discografia do coletivo ainda conta com dois álbuns ao vivo, compilações, parcerias e trilhas sonoras. 
Um CD de inéditas está na mira da Nação Zumbi, que já trabalha nas composições, mas Dü Peixe ainda não quer revelar nada nesse sentido. "Estamos, agora, pensado a partir do orgânico, para uma criação diversa. Hoje, tem a digitalização, o pessoal grava faixa a faixa, artistas consagrados no mundo fazem barulho lançando singles antes, porque produzir um álbum no formato clássico é difícil. Estamos organizando a nossa logística, quando tivermos algo pronto, vamos divulgar", comenta, sem adiantar detalhes, mas prevê que em dois meses deve haver novidades. 
O vocalista diz que a banda tem uma responsabilidade histórica na música brasileira, desde Chico Science. Conforme o músico, eles sempre buscam uma atualização, se alimentando de referências novas, mas mantendo seu perfil como grupo e sua identidade sonora.
Hoje, sobre a cena do rap nacional, na qual foram pioneiros no diálogo com o rock, Dü Peixe tece elogios: "É outra era. Tem muita coisa diferente, a linguagem se transformou. Houve facilidades como pequenos selos e as redes sociais como ferramenta, uma janela grande. Então, ocorreu uma apropriação importante no Brasil. É uma nova geração gritando alto e alguns falando coisas interessantes, uma gurizada com ideias e batidas fortes".

Show da Nação Zumbi

  • Onde: Opinião (José do Patrocínio, 834)
  • Quando: 21 de março, quinta-feira, a partir das 23h
  • Abertura da casa: 21h30min
  • Ingressos: de R$ 45,00 a R$ 140,00 nas Lojas Multisom e no site www.blueticket.com.br/grupo/opiniao
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