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Porto Alegre, quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019.

Jornal do Comércio

Cultura

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artes cênicas

Edição impressa de 13/02/2019. Alterada em 13/02 às 01h00min

Novo espetáculo dirigido por Alabarse, 'Lilás' tem sessões no Teatro Renascença

Montagem faz parte da programação do Porto Verão e tem apresentações  de sexta-feira a domingo

Montagem faz parte da programação do Porto Verão e tem apresentações de sexta-feira a domingo


fotos PINGO ALABARCE/DIVULGAÇÃO/JC
Cristiano Vieira
Não é de hoje que os dramas humanos e as inquietudes dos relacionamentos atraem o diretor Luciano Alabarse - há dois anos, por exemplo, os conflitos no seio familiar ocasionados pelo Mal de Alzheimer renderam a ótima montagem Um lugar escuro. Agora, Alabarse volta com um espetáculo denso, bem a seu estilo: Lilás, com sessões no porão do Teatro Renascença, de sexta-feira a domingo, às 22h30min.
O espetáculo é composto por dois textos, Lilás e Guitar man, de autoria do dramaturgo norueguês Jon Fosse. Desconhecido por aqui, Fosse chegou aos olhos de Alabarse durante um passeio do diretor gaúcho pelas estantes da Livraria Cultura. “Gosto muito de pegar livros pela capa, pelo título, e vi Melancolia, do Jon Fosse. Até pensei que poderia ter algo a ver com o filme do Von Trier, mas não. Comprei e foi uma surpresa gigantesca”, relembra Alabarse.
Deste primeiro contato, Alabarse mergulhou na obra de Fosse. “São textos secos, curtos, lembra um pouco Beckett, pelas características de repetição da frase. Fiquei encantado e decidi então montar esse dramaturgo inédito no Estado”, conta ele.
Alabarse selecionou duas obras enxutas. O elo de ligação é o personagem Guitar Man, vivido por Pingo Alabarce (apesar de um C no sobrenome, é da mesma família do diretor). Entre os dois textos passam-se 20 anos. E porque Lilás? “Descobri que, na mitologia, a cor lilás é ligada a perdas intensas. A peça é sobre isso, perdas”, conta Alabarse.
Como a ação de Lilás retrata um grupo de jovens músicos absolutamente desprovidos de talento, Alabarse considerou a atmosfera do porão do Teatro Renascença ideal para a encenação. “Eu mesmo inaugurei o uso do porão no projeto Sessão Maldita. Trata-se de um local insólito, como é o cenário da peça”, afirma.
Os sonhos e conflitos de seus integrantes são a tônica que alimenta o desenvolvimento da peça. Sem nomes, os personagens são associados ao instrumento que tocam: o guitarrista, o baixista, o baterista, o vocalista, e assim por diante. A presença de uma mulher que acompanha os ensaios do grupo acirra as contradições e os enfrentamentos que transformarão a vida de cada um deles.
São apenas 20 espectadores por apresentação – por sinal, as de sexta-feira e de sábado estão esgotadas. Restam ingressos para o domingo, às 22h30min. “Eu nem penso nisso, sabe? Não crio expectativas, aprendi isso. A minha expectativa é saber se a luz estará boa em um espetáculo para apresentar um novo dramaturgo, que está vivo e é importante nos palcos do mundo inteiro”, ressalta Alabarse.
A empreitada, por sinal, ocorre após quase dois anos de sua última peça inédita, Um lugar escuro. O longo tempo se explica pela dificuldade em conciliar a agenda de secretário municipal de cultura com a de diretor de teatro. “É desgastante a função de gestor público, mas preciso voltar ao teatro porque ele me devolve energia. E como é bom lidar com essa gurizada nova, que chegou até mim justamente apresentado pelo Pingo”, conta Alabarse.
O elenco inclui ainda Frederico Vittola, Leonardo Koslowski, Miriã Possani e Nicolas Vargas. Os ingresso custam entre R$ 32,00 e R$ 40,00, à venda nas lojas Claro dos shoppings Praia de Belas e Bourbon Wallig, ou pelo site portoveraoalegre.com.br. Quem perder essa estreia, terá outra chance em março, quando Lilás deve retornar para novas apresentações no mesmo porão.
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