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Porto Alegre, quinta-feira, 20 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Cultura

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cinema

Edição impressa de 20/12/2018. Alterada em 20/12 às 01h00min

Clássico dos cinemas, Mary Poppins volta às telas

Emily Blunt revive papel de Julie Andrews no longa O retorno de Mary Poppins

Emily Blunt revive papel de Julie Andrews no longa O retorno de Mary Poppins


DISNEY/DIVULGAÇÃO/JC
A babá mais mágica de Londres está de volta. O retorno de Mary Poppins traz agora, no icônico papel vivido por Julie Andrews em 1964, a atriz britânica Emily Blunt. O filme estreia nesta quinta-feira e aposta no clima familiar e natalino para lotar os cinemas.
No enredo, o longa se passa 20 anos após os acontecimentos do primeiro filme. Mary Poppins desce em uma pipa dos céus londrinos para ajudar os agora adultos Michael e Jane, as crianças do primeiro filme.
Agora, a família Banks enfrenta a morte da mulher de Michael, que se vê às voltas com a criação de seus três filhos: Annabel, John e Georgie. O resultado é um caos total, para desespero da empregada Ellen. Jane, irmã de Michael, tenta ajudar os quatro. Assim como seu próprio pai no primeiro filme, Michael tem dificuldade de se conectar com os filhos. É nesse contexto que Mary reaparece.
Mais que os personagens que remetem ao filme de 1964, a trilha sonora de O retorno de Mary Poppins é que tem o desafio de encantar novas gerações e despertar a nostalgia dos adultos que cresceram embalados pela primeira produção da Disney.
Os responsáveis pelas novas canções são Marc Shaiman e Scott Wittman, que escreveu as letras do novo musical. Ambos são fãs declarados do primeiro filme. Durante a criação das músicas, a interação com os atores foi fundamental para estabelecer uma relação que fizesse sentido com as cenas, relata Wittman.
"Emily foi instrumental em liberar o medo. Com sua inteligência e confiança, ela nos deixou livres. Ela vinha uma vez por semana para falar do material, testava tudo. [...] Se você não estiver na mesma página dos outros, não funciona. Tínhamos a mesma visão neste filme e ensaiamos como um show da Broadway por seis semanas com os atores", afirma ele.
O diretor Rob Marshall sempre sonhou em fazer um musical original, e O retorno de Mary Poppins era a ocasião perfeita. Marshall seguiu os mesmos princípios ao procurar o visual do filme. "Queria que fosse clássico, mas não datado", relatou.
Obviamente que os movimentos de câmera são mais modernos e há até algum uso de drones, algo que, acredita ele, Walt Disney aprovaria. "Ele sempre tirava vantagem das novidades, das novas tecnologias. Então, usamos, mas mantemos as raízes clássicas do original", informa o diretor.
O filme original foi um sucesso. Julie Andrews já era uma atriz respeitada no teatro quando estreou no cinema, em 1964, com Mary Poppins - seu talento musical reforçado pela bela voz de soprano e a fama no palco convenceram Walt Disney a convidá-la para o papel principal. Uma decisão certeira, pois Julie levou o Oscar de melhor atriz logo em seu primeiro trabalho cinematográfico.
Para muitos, foi uma doce vingança - afinal, naquele mesmo ano de 1964, outro musical que se tornou histórico, My fair lady (Minha bela dama, no Brasil), não teve sua protagonista, Audrey Hepburn, entre as indicadas.
Vingança porque Julie brilhou nos palcos nesse papel que coube a Audrey na tela grande porque o chefão da Warner, Jack Warner, acreditava que a falta de experiência de Julie no cinema pudesse comprometer o sucesso do filme. Bem, a história mostrou o contrário.
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