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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Cultura

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reportagem cultural

Edição impressa de 11/10/2018. Alterada em 10/10 às 22h13min

Casa de Cinema de Porto Alegre completa trinta anos de belas histórias

Giba Assis Brasil, Ana Luiza Azevedo, Nora Goulart e Jorge Furtado comandam o espaço

Giba Assis Brasil, Ana Luiza Azevedo, Nora Goulart e Jorge Furtado comandam o espaço


MARCO QUINTANA/JC
Paulo César Teixeira, especial para o JC
Quem circula pelas salas e corredores da Casa de Cinema de Porto Alegre percebe uma agitação no ar, que percorre os dois andares do prédio localizado na rua Miguel Tostes, no bairro Rio Branco.
Em parte, a correria se deve aos preparativos para a pré-estreia de Rasga coração, novo filme de Jorge Furtado, dia 24 de outubro, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, figurando entre os principais concorrentes às premiações. Duas semanas depois, em 6 de novembro, o trabalho será exibido na Premiere (mostra não competitiva) do Festival do Rio.
Rasga coração é uma "comédia triste" - como Furtado define - baseada na peça homônima de Oduvaldo Vianna Filho, o Vianninha. Conta a trajetória de um militante de esquerda (vivido por Marco Rica) que se desilude com os rumos do País, ao mesmo tempo em que se sente desafiado pela relação com o filho adolescente (Chay Suede), que despreza a política tradicional. Poucas alterações foram feitas na trama original, segundo o diretor: "Infelizmente, o Brasil andou para trás e, com isso, parece que Vianninha escreveu o texto hoje".
Como se não bastasse, a diretora Ana Luiza Azevedo começou a filmar na semana passada o longa-metragem Aos olhos de Ernesto, história de um fotógrafo octogenário que está perdendo a visão e tenta conviver com fantasmas e limites da velhice. No elenco estão Jorge Bolan, do Uruguai, e Jorge D'Elía, da Argentina.
A produtora está para lançar outros dois longas - o drama Verlust, do paulista Esmir Filho, que marca a estreia da cantora Marina Lima como atriz (antes, só havia feito pontas); e Morto não fala, filme de terror do gaúcho Dennison Ramalho, com cenas rodadas no Cemitério São Miguel e Almas, que, a exemplo de Rasga coração, estará presente no Festival do Rio, mas na mostra competitiva.
Outra novidade é que a Casa de Cinema instituiu, com apoio do Fundo Setorial do Audiovisual, um núcleo de criação no qual está em andamento a elaboração de cinco roteiros. Entre eles, a série Cinema em conflito sobre o perfil da produção cinematográfica em áreas conflagradas como Oriente Médio, Haiti e a antiga Iugoslávia, que resultará na filmagem de um capítulo-piloto.
A Casa de Cinema completou 30 anos em 2017, período em que produziu mais de uma centena de filmes, vídeos, programas e séries de televisão. Atualmente, é constituída por quatro sócios - os casais Jorge Furtado e Nora Goulart, e Giba Assis Brasil e Ana Luiza Azevedo. Carlos Gerbase e Luciana Tomasi, outro casal que fazia parte da sociedade, saiu em 2011 para fundar a Prana Filmes.
O momento de efervescência é um bom motivo para reconstituir o ambiente criativo dos jovens cineastas gaúchos nos anos 1970 e 1980, que lançou as bases não só da Casa de Cinema, mas de boa parte da produção audiovisual gaúcha e brasileira contemporânea.

Retrato inteligente de uma geração

Filmagem de Deu pra ti, anos 70, primeiro filme em Super-8 produzido no Rio Grande do Sul

Filmagem de Deu pra ti, anos 70, primeiro filme em Super-8 produzido no Rio Grande do Sul


ARQUIVO CASA DE CINEMA/DIVULGAÇÃO/JC
Se, no futuro, alguém se dispuser a escrever um roteiro sobre a história do cinema contemporâneo de temática urbana produzido no Rio Grande do Sul, é provável que a primeira cena ilumine a noite de Natal de 1974, quando o canoense Nelson Nadotti, aos 15 anos de idade, ganhou de presente da mãe uma câmera Super 8.
Não que a geração de Nadotti - hoje, roteirista da TV Globo - tenha inventado o cinema gaúcho. Longe disso. Antes, nomes como Aníbal Damasceno, Antônio Carlos Textor, Norberto Lubisco, Alpheu Godinho e Antônio Jesus Pfeil produziram filmes de qualidade apresentados principalmente em mostras e festivais. Faltava conquistar a adesão do público local. "A geração que apareceu a partir do final dos anos 1970 conseguiu fazer cinema numa terra que não tinha tradição em cinema. Além disso, colocou o Rio Grande do Sul no mapa da cinematografia urbana brasileira", diz Carlos Gerbase.
Após aquela noite de Natal, Nadotti começou a filmar uma série de historietas que ele próprio concebia "em torno de personagens próximos e problemas comuns à sua idade e à sua visão de mundo", como anotou Tuio Becker no livro Cinema gaúcho, uma breve história (Editora Movimento, 1986). Em 1978, passou a frequentar o Grupo de Cinema Humberto Mauro (na época, o único cineclube do País que exibia só filmes brasileiros), ao lado de jovens que também sonhavam fazer cinema, como Rosângela Meletti, Sérgio Lerrer, Alberto Groisman, Jacqueline Vallandro e Manuel Antônio da Costa Jr.
Humberto Mauro se reunia para discutir os rumos da sétima arte no Clube de Cultura e promovia sessões no Bristol, a sala de cinema cult de Porto Alegre das décadas de 1970 e 1980. Fora isso, fazia cursos, num dos quais Nadotti conheceu Giba Assis Brasil, que dividia seu tempo entre a faculdade de Jornalismo na Ufrgs e a função de assistente do plantão esportivo Raul Moreau na rádio Gaúcha.
Ainda que tenha se encantado com os filmes de Nadotti, Giba não se acanhava para apontar os defeitos que enxergava no trabalho do amigo. "Eu era muito franco e duro nas críticas, e o Nelson tomou essa sinceridade como prova de amizade", relata Giba, 40 anos depois. A ponto de Nadotti sugerir que ambos fizessem um filme juntos. A ideia ganhou corpo quando, na reta final de 1979, a pichação com a frase Deu pra ti, anos 70 se espalhou pelos muros da capital gaúcha.
Por algum tempo, os pichadores não deram pistas do que se tratava, até que se soube que era o título do show de Nei Lisboa a ser realizado no Teatro Renascença. Reza a lenda que a expressão surgiu na boca do músico Gelson Oliveira durante os ensaios. "Ele falava isso quando alguém estava chapado e não parava de solar a guitarra", contou Nei, certa feita. Nessas ocasiões, impaciente, Gelson repreendia: "Deu pra ti, cara". No espetáculo, o bordão expressava o sentimento de alívio diante do ocaso de uma década marcada pela repressão política. "Era como se a gente dissesse: graças a Deus, acabou!", explicou Nei.
Nadotti e Giba tiveram a ideia de usar a frase - com a devida autorização de Nei - como inspiração de um filme que contasse a trajetória da geração que, mal chegada à casa dos 20 anos de idade, circulava por bares, cinemas e calçadas do Bom Fim e viajava de carona até o litoral de Santa Catarina. Combinaram que cada um escreveria cenas que lhe viessem à cabeça e, depois, as juntariam em um só roteiro. Quando isso aconteceu, perceberam que um curta-metragem não daria conta. Assim, com a ajuda do roteirista Álvaro Luiz Teixeira, que amarrou a narrativa, veio à tona Deu pra ti, anos 70, o primeiro longa-metragem em Super 8 produzido no Rio Grande do Sul.

Projeção na tela improvisada com um lençol

Com receio de que Deu pra ti, anos 70 fosse proibido - não custa lembrar que o Brasil vivia sob o regime militar -, a dupla recorreu a um macete para ludibriar a censura. Retirou cenas polêmicas, como a da chuva de ovos sobre o uniforme de um militar, antes de enviar a cópia aos censores. Depois, os trechos picotados foram reintegrados para a exibição ao público. Deu certo: o Super 8 saiu ileso da avaliação, embora com classificação para maiores de 18 anos devido à temática de consumo de drogas. É verdade que custou a ser liberado, o que causou calafrios nos jovens cineastas. "Sabíamos de filmes que desapareciam nas gavetas de Brasília. Caso isso se desse com Deu pra ti, como só havia uma cópia, o trabalho estaria perdido para sempre", comenta Giba Assis Brasil.
Deu pra ti estreou em 24 de março de 1981 numa sala do Hotel Serrano, durante o Festival de Gramado, conquistando o primeiro lugar da mostra nacional de Super 8. Além dos envolvidos na produção, com amigos e parentes, estava na plateia o ator Walmor Chagas, presidente do júri da competição de longas de 35 mm, da qual participavam trabalhos como Eu te amo (Arnaldo Jabor), O homem que virou suco (João Batista Andrade) e Cabaret Mineiro (Carlos Alberto Prates Correia). Walmor deixou a sala comentando em alto e bom som que Deu pra ti era o melhor de todos os filmes apresentados no festival.
No mês seguinte, Deu pra ti iniciou temporada de quatro semanas no Clube de Cultura, em Porto Alegre, com longas filas na calçada da rua Ramiro Barcelos. Dona Mercedes, a mãe de Giba, havia costurado o lençol branco que, pregado à parede por seu Gilberto, pai do diretor, serviu de tela de projeção. Tio Nico postou-se na bilheteria. Como quase nenhum dos amigos de Giba e Nelson conheciam o bilheteiro, poucos se atreveram a pedir para entrar de graça.
Ao final de 1981, após passar em colégios e faculdades da Capital e do Interior, sempre com sessões lotadas, com direito a apresentações em São Paulo e Rio de Janeiro, contabilizava 20 mil espectadores, público inimaginável até então para uma produção gaúcha (com exceção dos filmes de Teixeirinha, que arrebatavam multidões). Tecnicamente, acredita-se que uma cópia em Super 8 não deva ser exibida mais de 100 vezes para não sofrer danos irreversíveis, mas a de Deu pra ti resistiu intacta a mais de 200 exibições. Hoje, com o filme digitalizado, ela está guardada como relíquia numa sala da Casa de Cinema.
Não é por acaso. Jorge Furtado assegura que não estaria fazendo filmes hoje se Deu pra ti não tivesse existido. Ele levou um susto com o que viu projetado na tela de lençol, no Clube de Cultura: "Parecia um documentário com personagens e cenários da minha vida. Eu me procurava em cena", comenta. Quando as luzes se acenderam após a sessão, duas indagações lhe vieram à mente: "Ah, mas então é possível fazer cinema em Porto Alegre? Como não pensei antes nessa possibilidade?".
Segundo Ana Luiza Azevedo, Deu pra ti desmistificou a ideia de se fazer cinema em Porto Alegre. Além da temática familiar, que permitia ao público se enxergar na tela, havia a possibilidade de trocar ideias com os realizadores - no mais das vezes, eram eles que manejavam o projetor da sala.
Nessa época, Furtado já havia desistido do curso de Medicina na Faculdade Católica. Algum tempo depois, produziria Quizumba, programa da TVE que misturava diferentes linguagens para abordar a pauta jornalística, com espaço para esquetes teatrais do grupo Vende-se sonhos - aliás, escritas por Giba Assis Brasil. Oriunda das artes plásticas, Ana Luiza se juntaria à equipe de Quizumba.

A consagração com o curta Ilha das Flores

Curta recebeu dez prêmios no Festival de Gramado de 1989 e teve carreira internacional

Curta recebeu dez prêmios no Festival de Gramado de 1989 e teve carreira internacional


ARQUIVO CASA DE CINEMA/DIVULGAÇÃO/JC
Em 1987, a produção local havia se expandido com longas em 35 mm como Verdes anos, dirigido por Giba e Gerbase em 1984, marco do cinema gaúcho, que alcançou 140 mil espectadores. Em paralelo, havia uma profusão de curtas-metragens de ficção, de tal modo que a edição de 1986 do Festival de Gramado ficou conhecida como a "primavera dos curtas". Com tantas latas de rolos de filmes ocupando espaço nas casas dos produtores, chegou-se à conclusão de que era preciso guardá-las num só local, que serviria também para centralizar contatos e diminuir custos.
Essa é a origem da Casa de Cinema. Antes de ser um CNPJ, foi o endereço de convergência que abrigava 13 pessoas ligadas a quatro produtoras. A reunião de fundação se deu num prédio de três andares da rua Tomaz Flores, que Gerbase e Luciana Tomasi haviam transformado em residência. Ali também estava alojado o estúdio da banda Replicantes, formada pelo casal junto com Wander Wildner e os irmãos Cláudio e Heron Heinz. A Tomaz Flores era um logradouro de roqueiros, tanto que Júpiter Maçã e Frank Jorge moravam nas redondezas.
A primeira sede da Casa de Cinema foi uma residência alugada na avenida Lageado, em Petrópolis. Época de vacas magras. A única receita era a revenda de películas virgens da Kodak para o mercado publicitário. O dinheiro mal dava para as despesas básicas, como o aluguel da linha telefônica e o salário da secretária, além da ração de Kikito, o cão que fazia segurança da casa.
Na falta de recursos, decidiu-se apostar as fichas num só projeto eleito mediante concurso no qual os condôminos eram, simultaneamente, concorrentes e julgadores. O concurso ganhou a alcunha de um palavrão - Projeto F(*) -, o que servia para dar a ideia de que, àquela altura, ninguém tinha muita coisa a perder. O roteiro escolhido foi Ilha das Flores, de Furtado, a história de um tomate desde a plantação até o descarte em um aterro de lixo entre animais, mulheres e crianças. Para viabilizá-lo, foi necessário obter de graça tanto os filmes da Kodak quanto a revelação no laboratório Curt-Alex e a dublagem no estúdio Álamo.
Em março de 1990, Ilha das Flores ganhou o Urso de Prata para curtas-metragens no Festival de Berlim, dando início a uma sucessão de premiações em mostras de Nova Iorque, Berlim, Jerusalém, Rio de Janeiro e Brasília. Logo após a consagração em Berlim, o Plano Collor confiscou a poupança dos brasileiros e, de quebra, fechou as portas da Embrafilme e da Fundação do Cinema Brasileiro, secando as fontes de financiamento do cinema brasileiro. A Casa de Cinema passou a acumular dívidas, e a maior parte dos condôminos decidiu tomar outro rumo na vida.
Ficaram os casais Gerbase e Luciana, Giba e Ana Luiza, e Furtado e Nora Goulart, que transformaram o condomínio numa empresa. A sugestão do nome havia sido dada alguns anos antes pelo publicitário Roberto Philomena, ex-colega de Gerbase e Furtado no Colégio Anchieta. "Assim como existe a Casa dos Parafusos, pode haver também uma Casa de Cinema. O que vocês acham?", provocou ele.
Na hora de registrar a marca, descobriu-se que havia empresas com igual denominação em São Paulo e Fortaleza, o que fez com que o nome definitivo viesse a ser Casa de Cinema de Porto Alegre. O logo da casinha cenográfica foi obra do uruguaio Roney Papa, sua última criação em vida - pouco depois, morreria em um acidente de carro quando retornava de Montevidéu.

Mulheres na gestão

Fernanda Montenegro na série Doce de mãe, produzida pela Casa de Cinema e vencedora do Emmy Internacional

Fernanda Montenegro na série Doce de mãe, produzida pela Casa de Cinema e vencedora do Emmy Internacional


fabio rabelo/divulgacao/jc
Em meio à crise, a Casa de Cinema resistiu graças ao sucesso de Ilha das Flores no exterior, que abriu as portas do mercado internacional de audiovisual. Furtado dirigiu o curta Esta não é sua vida para o Channel 4, da Inglaterra, e o episódio A matadeira para a TV alemã ZDF. Ana Luiza fez Ventre livre, capítulo de uma produção sobre a saúde da mulher apresentada na Conferência da ONU em Pequim, em 1995, com apoio da Fundação Macarthur.
Em 2000, saiu o primeiro longa da Casa de Cinema - Tolerância, de Carlos Gerbase, abrindo caminho para mais de uma dezena de filmes que consolidariam o nome da produtora em nível nacional, como O homem que copiava (2003) e Meu tio matou um cara (2004), de Furtado; e Antes que o mundo acabe (2012), de Ana Luiza.
De outra parte, desde 1990, quando Furtado foi contratado como roteirista da TV Globo, a parceria com a emissora contribuiu para que a produtora ganhasse maturidade: "Aquelas pessoas que haviam se reunido nos anos 1980 para fazer cinema de forma intuitiva e espontânea entraram em contato com um mundo de responsabilidades, com prazos e orçamentos que precisavam ser rigorosamente cumpridos. Definitivamente, um mundo adulto", assinala Gerbase.
Nora Goulart relata que, a princípio, "fazíamos produção, roteiro e filmagens aqui, mas o trabalho era finalizado no Rio. A partir de determinado momento, passamos a entregar o produto final à Globo". A série Doce de mãe, protagonizada por Fernanda Montenegro, com direção de Furtado e Ana Luiza, conquistou o Emmy Internacional - considerado o Oscar da televisão - na categoria Melhor Comédia, em 2015.
No salto de qualidade, foi preponderante o papel das produtoras Nora Goulart e Luciana Tomasi. Giba observa que, historicamente, "quem faz a gestão do cinema brasileiro são as mulheres", citando os exemplos das produtoras Lucy Barreto (esposa de Luiz Carlos Barreto), Mariza Leão (companheira do diretor Sérgio Rezende) e Sara Silveira (responsável pela produção dos filmes de Carlos Reichenbach). "O feminismo existe no cinema há muito tempo", reforça Luciana Tomasi, para quem as mulheres administram orçamentos com os pés no chão, sem se deixar seduzir por zerinhos a mais em um ou outro setor. "Se sobrar em uma área, vai faltar em outra."
Com essa receita, a Casa de Cinema transformou em realidade o sonho de uma geração. "Antes, o único caminho para quem pretendia fazer cinema era o aeroporto Salgado Filho", salienta Furtado. "Mas tínhamos a ideia maluca de trabalhar com audiovisual e continuar morando aqui, seguindo a lógica do Mario Quintana de que nada é mais provinciano do que sair da província", conclui o diretor de Rasga coração.

Destaques da Casa de Cinema de Porto Alegre

Longas:
Felicidade é... (episódio Estrada, Jorge Furtado, 1995)
Tolerância (Carlos Gerbase, 2000)
Houve uma vez dois verões (Furtado, 2002)
O homem que copiava (Furtado, 2003)
Meu tio matou um cara (Furtado, 2004)
Sal de prata (Gerbase, 2005)
Saneamento básico, o filme (Furtado, 2007)
Antes que o mundo acabe (Ana Luiza Azevedo, 2009)
Menos que nada (Gerbase, 2012)
O mercado de notícias (Furtado 2013)
Real beleza (Furtado, 2015)
Quem é Primavera das Neves (Furtado e Ana Luiza, 2017)
Rasga coração (Furtado, 2018)
Aos olhos de Ernesto (Ana Luiza, em filmagem)
Curtas:
Ilha das Flores (Furtado, 1989)
Barbosa (Furtado, 1988)
Séries para TV:
Luna caliente (Furtado, 1999)
Doce de mãe (Furtado e Ana Luiza, 2012)
 
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