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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de outubro de 2018.
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Cultura

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CINEMA

Alterada em 11/10 às 16h16min

Bradley Cooper e Lady Gaga contracenam em Nasce uma estrela

Artistas interpretam um casal de músicos no drama

Artistas interpretam um casal de músicos no drama


CLAY ENOS/DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
O enredo de Nasce uma estrela já foi tema de filmes em 1937, 1954 e 1977, sempre com o mesmo título. Mesmo assim, a nova versão da história causou frisson no Festival de Toronto, no mês passado - e não só porque tem a diva pop Lady Gaga no papel que já foi de Barbra Streisand, Judy Garland e Janet Gaynor. No fim, o evento canadense condecorou o drama racial Green book, mas o longa-metragem protagonizado pela cantora e pelo ator Bradley Cooper - também diretor do projeto – saiu como um dos cotados para a disputa dos prêmios do começo de 2019.
Em cartaz no Brasil a partir desta quinta-feira (11), a narrativa é um melodrama que parece ter sido feito na medida para levar o espectador aos choros. Recheado de apresentações musicais - e de composições escritas justamente para o longa -, é, no mínimo, candidato forte ao Oscar de melhor canção original.
A premissa é a mesma dos três filmes que o antecederam: um artista veterano se envolve com uma colega em início de trajetória. Cooper (Sniper americano) interpreta um astro do country-rock com anos de experiência, Jackson Maine. Quando ele acidentalmente descobre a cantora e compositora desconhecida Ally (Gaga), se apaixona pela moça e resolve apostar em seu talento. No entanto, se por um lado a trajetória artística de Ally começa a decolar, Jackson precisa enfrentar questões que atrapalham a própria carreira e se estendem a outros aspectos de sua vida.
O papel de Cooper lembra o de Jeff Bridges em Coração louco (2010) e pode projetar o ator para uma quinta indicação ao Oscar: é o músico, viciado em drogas e álcool, quem tem os momentos mais dramáticos. Mesmo assim, Gaga tem destaque. A cantora, que já havia atuado em temporada da série American Horror Story, se desconstrói para dar vida a Ally. Estrela pop acostumada com multidões, a intérprete norte-americana se transforma em uma artista ainda tímida e um tanto insegura diante das primeiras grandes oportunidades. A cena em que ela canta pela primeira vez com o roqueiro country é a mais emocionante do filme – assim como a música que entoam juntos, Shallow.
Para azar de Gaga, o roteiro a ajuda menos do que poderia. Assinado por Will Fetters, Bradley Cooper e Eric Roth, o texto tem base nos filmes de 1954 e 1976 e na história escrita de William Wellman e Robert Carson. O título da nova versão, no entanto, bem poderia se chamar A queda de uma estrela, já que é o roqueiro decadente o centro quase absoluto das atenções. Ao longo de 2h15min de projeção, o público fica sabendo quase tudo sobre ele, e muito pouco sobre a cantora em ascensão.
Em tempos de campanhas por protagonismo feminino, o projeto também falha, em alguma medida, ao adaptar a história para a contemporaneidade. Ally é repleta de homens a sua volta: há o namorado, o pai e um produtor de renome na indústria fonográfica, todos com suas expectativas sobre a artista. No fim, a personagem por vezes parece uma ferramenta para alimentar a vaidade daqueles a seu redor - deixando lacuna para um debate que jamais acontece.
Dedicação exagerada a seu próprio personagem à parte, Cooper faz uma estreia segura como diretor, entregando aquilo que se propõe: um melodrama musical repleto de melancolia. Ele, assim como a colega com quem contracena, ainda assina algumas das canções apresentadas no filme. A lista de compositores nos créditos também inclui Mark Ronson, músico que produziu nomes como Amy Winehouse; Lori McKenna, premiada artista do folk e country americano; e Lukas Nelson, que nos últimos anos tem integrado a banda de apoio de Neil Young.
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