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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Cultura

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CINEMA

Edição impressa de 04/10/2018. Alterada em 04/10 às 01h00min

CineBancários completa 10 anos de atividade em Porto Alegre

Segundo a curadora Bia Barcellos, receita é necessária para que o espaço siga operando

Segundo a curadora Bia Barcellos, receita é necessária para que o espaço siga operando


MARCO QUINTANA/JC
Ricardo Gruner
É com um misto de celebração e busca de auxílio que o CineBancários (General Câmara, 424) completa 10 anos de atividade. Integrante do circuito alternativo de cinema da capital gaúcha, o espaço conclui sua primeira década de exibições com o lançamento de um projeto de financiamento coletivo para seguir operando. Com o título de Clube CineBancários, a campanha tem apresentação nesta quinta-feira (4) à noite, em evento que inclui exibição e debate do longa A moça do calendário, com a diretora Helena Ignez e a atriz Djin Sganzerla. A atividade tem início às 19h, e o filme começa às 20h, com entradas promocionais a R$ 6,00.
A ideia é que a iniciativa sirva para amortizar os custos do funcionamento do espaço. "Esses 10 anos foram totalmente subsidiados pelo Sindicato dos Bancários, é um custo mensal bem pesado", explica a programadora da sala, Bia Barcellos, citando que houve uma redução no orçamento da entidade. Como resultado, a equipe foi reduzida ao máximo possível. "O CineBancários nunca foi pautado pela bilheteria, mas justamente pela seleção de títulos, pela curadoria. São filmes que estão ali por um propósito", destaca ela, crente que manter a sala por uma década já foi uma vitória.
Disponível pela internet, o clube é um projeto contínuo - há possibilidade de colaborar com cotas fixas mensais de R$ 10,00 a R$ 40,00 -, mas contribuições únicas de valores maiores também são aceitas. Como contrapartida, os sócios terão benefícios como ingressos e acesso a uma newsletter com conteúdos exclusivos. O objetivo principal, no entanto, é mobilizar o público para ajudar na sequência da iniciativa.
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Curadora Bia Barcellos destaca necessidade da receita para continuação. Foto: Marco Quintana/JC
Ao longo da década de atuação, a sala se tornou um dos pontos de referência dos cinéfilos de Porto Alegre. Com capacidade para cerca de 80 pessoas, o local, hoje, tem sua programação voltada a produções brasileiras e latino-americanas. Além das sessões regulares, também são promovidas frequentemente sessões comentadas, com a presença de realizadores - e sempre com a entrada inteira a R$ 12,00, fora descontos para algumas categorias.
"Queremos que as pessoas vejam o que está sendo feito no Brasil, lá de cima até aqui embaixo. É importante nos vermos nas telas", afirma Bia, sobre a seleção de produções. "E só trabalhamos com lançamentos, não fazemos repescagem", aponta. Entretanto, nem sempre foi assim: durante sua trajetória, o CineBancários já contou com exibição de filmes integrantes de alguns recortes específicos - com sessões de eventos como o Fantaspoa - Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre, ou a Mostra de Cinema Polonês, entre outros.
"O CineBancários está inserido dentro do circuito alternativo de arte, com o Cine Santander Cultural, o Capitólio, como já esteve a Sala P. F. Gastal, a Casa de Cultura e a Sala Redenção", cita a curadora, lembrando que os outros espaços também recebem algumas mostras. "Não adianta todo mundo fazer a mesma coisa. Cada um precisa ter um perfil, as pessoas têm de saber o que vão encontrar lá. Então decidimos pela opção de trabalhar com cinema brasileiro." Desde então, o local teve como alguns destaques na programação obras premiadas, como Que horas ela volta? (2015), Aquarius (2016) e, mais recentemente, Benzinho (2018).
O filme exibido na sessão de lançamento do clube, nesta quinta-feira, é um exemplo da proposta que o espaço adotou. Em cartaz regularmente, além da exibição comentada, o título destaca um homem que sonha com uma Moça do Calendário, musa de suas fantasias. O longa da diretora é baseado em roteiro escrito por seu marido, Rogério Sganzerla, já falecido ícone do cinema marginal. O trabalho foi exibido em mais de 15 festivais em 2017 - entre eles, a Mostra de São Paulo e o Festival de Brasília.
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