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Porto Alegre, segunda-feira, 23 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Cultura

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repórter no teatro

Edição impressa de 23/07/2018. Alterada em 23/07 às 01h00min

Apelo popular e falta de respeito

Cristiano Vieira
O rei do mundo, montagem a que assistimos no Theatro São Pedro no fim de semana, colocou em cena sentimentos tão abjetos como ambição, luxúria e mentira, entrelaçados em um roteiro com humor leve - no comando de tudo está o personagem Pedro Peregrino, encarnado por Eduardo Sterblitch. Apoiado por um excelente elenco - do qual destaco Diego Becker, cujo personagem Anjo dá uma certa leveza ao texto e ajuda a costurar as cenas - Sterblitch vive Pedro Peregrino, um jovem que sai de casa em busca de seu maior desejo: ser o rei do mundo.
Para executar tal tarefa, Peregrino não economiza em golpes baixos, iludindo todos à sua volta. Sterblitch segura bem o personagem, embora abuse das caras e bocas típicas de quem vem de programas escrachados de humor (o ator ganhou projeção no Pânico na TV).
A livre adaptação do texto, feita por Roberto Alvim tendo como referência Peer Gynt, de Ibsen, carregou no humor, por vezes chulo, algo que pareceu não incomodar parte da plateia, pelo contrário.
De se ressaltar, mais uma vez, a praga que ronda os teatros: algumas pessoas insistem em filmar a peça com o celular, ou decidem responder mensagens em aplicativos - mesmo sem som, a luz incomoda, e muito. Até quando essa atitude desrespeitosa com a arte continuará em Porto Alegre?
Quanto ao espetáculo, comprovou o apelo popular de Sterblitch: há tempos não via o São Pedro lotado até as galerias.
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