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Porto Alegre, quarta-feira, 23 de dezembro de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 23 de dezembro de 2020.
Notícia da edição impressa de 19/11/2020.
Alterada em 23/12 às 19h43min

Sua empresa é importante?

João Satt Visão de Mercado Coluna Arte
Essa é uma das respostas mais duras de escutar, principalmente quando você toma consciência de que, se fechasse as portas, a ausência da sua empresa seria rapidamente preenchida.
Essa é uma das respostas mais duras de escutar, principalmente quando você toma consciência de que, se fechasse as portas, a ausência da sua empresa seria rapidamente preenchida.
É fundamental o CEO saber distinguir quando a organização está fazendo a diferença na vida dos clientes e quando apenas faz diferente.
É hora de evoluir o processo de criação da estratégia para algo com mais amplitude, que não consista apenas numa atividade mecânica e analítica, mas que passe a ser mais profundo, significativo e contínuo. Sendo rasa e superficial, nenhuma estratégia constrói encantamento e consequentemente vínculos fortes entre marcas e pessoas.
A estratégia, ao longo dos anos, ficou muito centrada na elaboração de diagnósticos, com uma carga enorme de recomendações em função dos diferentes cenários; no entanto, destinando pouco tempo para definir o que de fato deve ser feito, ou seja, para levar a organização de A (posição atual) para B (posição desejada).
A origem da palavra estratégia vem do antigo grego para "general" - mais especificamente, o general do campo de batalha. Nos negócios, é a campanha que uma empresa faz no mercado: para gerar dependência dos clientes em relação a sua marca/operação. Batalhas são repletas de incertezas, mudanças e eventos inesperados. Motivo pelo qual a estratégia não deve ser considerada algo estático, acabado, e sim uma jornada, dinâmica e permanente alvo de ajustes ao longo da sua implementação. Reserve a estratégia apenas para um objetivo: sustentar a posição competitiva da empresa e sua singularidade. O sucesso está em gerar dependência racional, emocional e de autoexpressão nos clientes em relação a sua marca. Para atingir esse estado de nirvana mercadológico, é preciso liderança e consistência nos movimentos.
Já comentei no artigo anterior que, sem uma proposta de valor robusta, a empresa não consegue chegar aonde precisa. Logo, se as engrenagens não forem adequadas, o motor falha. Trocando em miúdos, as competências dos profissionais devem dar suporte aos atributos de valor da sua proposta. Se velocidade de resposta é valor para os clientes, você tem que ter profissionais proativos; se conhecimento é valor, os profissionais devem ser ávidos por estudar - e por aí segue o barco.
Você deve estar pensando: "Ora, João, isso é óbvio". Mas aí eu pergunto: você sabia que muitas empresas não compreendem a importância da íntima relação entre liderança e implementação estratégica?
O principal formulador estratégico da empresa é o seu CEO. Contudo, é decisivo contar com o suporte de estrategistas externos, qualificados e que atuem com metodologias comprovadamente eficazes. É importante resgatar a metáfora da ponte que integra o planejamento estratégico e a implementação da estratégia. Acompanhar os efeitos da execução nada mais é do que analisar o que deve ser ajustado com rapidez na estratégia. Se o CEO estiver com um olho no mercado e outro na operação, dificilmente será surpreendido por um iceberg.
Para refletir: enquanto estiver liderando, nunca se distancie a ponto de não perceber o que emociona e encanta seus clientes. Os pequenos (gigantes) detalhes são os que tornam sua marca indispensável na vida dos seus clientes.
Estrategista, publicitário e CEO do G5
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