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Porto Alegre, sábado, 25 de julho de 2020.
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Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sábado, 25 de julho de 2020.
Notícia da edição impressa de 27/09/2019.
Alterada em 26/09 às 21h36min

Peso dos impostos

A proposta de reforma tributária em discussão no Congresso Nacional, não alivia o peso de impostos no consumo. O Brasil concentra carga tributária sobre a compra de bens e serviços, em vez de renda e patrimônio. Alguns analistas consideram que o sistema tributário brasileiro está na contramão da maioria dos países e, não há sinais de que mude, mesmo com os projetos que tramitam no Congresso Nacional. A maior parte dos impostos, no Brasil, incide sobre o consumo e, não sobre a renda e o patrimônio, o que acaba se refletindo no preço das mercadorias.
A proposta de reforma tributária em discussão no Congresso Nacional, não alivia o peso de impostos no consumo. O Brasil concentra carga tributária sobre a compra de bens e serviços, em vez de renda e patrimônio. Alguns analistas consideram que o sistema tributário brasileiro está na contramão da maioria dos países e, não há sinais de que mude, mesmo com os projetos que tramitam no Congresso Nacional. A maior parte dos impostos, no Brasil, incide sobre o consumo e, não sobre a renda e o patrimônio, o que acaba se refletindo no preço das mercadorias.
Tributação mais pesada
Como as pessoas com menos renda tendem a gastar a maior parte de seus recursos com consumo, a tributação acaba ficando mais pesada para quem ganha menos. Na linguagem dos especialistas, isso se chama de tributação regressiva. Apesar dos argumentos de especialistas, o economista Bernard Appy, idealizador do projeto apresentado pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP), avalia que os 10% mais pobres serão beneficiados pelas mudanças, porque a proposta reduzirá a cobrança de impostos em todas as etapas de produção de uma mercadoria, o que é conhecido como cumulatividade.
Diminuição da carga tributária
Na opinião do deputado federal gaúcho Giovani Feltes (MDB), "há uma impossibilidade de criar-se algo que logo gere efeitos, do ponto de vista da diminuição da carga tributária; por conta das necessidades e das demandas que as esferas de poder possuem para a manutenção dos seus serviços". Segundo o parlamentar, "na medida em que houver a transição, dentro desses 10 anos previstos, certamente as coisas começam a se mostrar eficazes, diminuindo exatamente o custo da questão tributária no Brasil, e vai se poder diminuir a carga tributária como um todo".
Período de transição
Para Feltes, "isso não se dá de forma imediata, é preciso um período de transição. E ainda durante o trânsito da reforma Tributária no Congresso Nacional, as propostas que estão sendo ventiladas, tanto a do Senado, quanto a do Baleia Rossi, na Câmara; muito provavelmente vão ter que incluir, se não de pronto, mais algo que possa permitir a diminuição eventual das alíquotas de imposto de renda para pessoa física, mais também criar a tributação das grandes fortunas, dos grandes negócios, daqueles que efetivamente são mais ricos, são milionários aqui no Brasil".
Tributar quem tem condições
Na medida que estas coisas todas avançam, avalia Feltes, "certamente essa carga tributária vai acabar tendo um prêmio, vai diminuir, vai melhorar o ambiente dos gastos que tem para pagar e para cobrar, começando por aí".
 
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Edgar Lisboa
Edgar Lisboa
Notícias da capital federal e informações sobre projetos do Congresso Nacional e medidas do Palácio do Planalto, especialmente com interesse do Rio Grande do Sul estão na coluna Repórter Brasília. O jornalista Edgar Lisboa traz um resumo diário do que de mais importante acontece na tramitação do Legislativo e na movimentação da bancada federal gaúcha.