Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 26 de julho de 2020.
Dia dos Avós.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
domingo, 26 de julho de 2020.
Notícia da edição impressa de 17/09/2019.
Alterada em 16/09 às 21h34min

Bancada evangélica triplicou

A população evangélica no Brasil deve ultrapassar a católica a partir de 2040. O crescimento refletiu-se no governo e no Congresso Nacional, onde triplicou de tamanho a bancada de deputados federais evangélicos. Em 20 anos, os evangélicos passarão de 90 milhões. Embora conhecido como um grupo homogêneo, os evangélicos brasileiros e suas lideranças divergem historicamente nos campos ideológicos, políticos e nos negócios.
A população evangélica no Brasil deve ultrapassar a católica a partir de 2040. O crescimento refletiu-se no governo e no Congresso Nacional, onde triplicou de tamanho a bancada de deputados federais evangélicos. Em 20 anos, os evangélicos passarão de 90 milhões. Embora conhecido como um grupo homogêneo, os evangélicos brasileiros e suas lideranças divergem historicamente nos campos ideológicos, políticos e nos negócios.
Evangélicos são 38%
A bancada evangélica da atual legislatura, conta com 195 dos 513 deputados, o equivalente a 38% do total de parlamentares. A atual bancada evangélica é a mais governista dos últimos cinco mandatos presidenciais. 90% dos votos registrados pelos evangélicos foram a favor do governo. Cada vez mais, líderes e deputados ligados às igrejas evangélicas ocupam mais espaço nas áreas estratégicas do governo.
Bancada mais governista
A diferença em relação aos governos dos petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, segundo analistas, é que a bancada evangélica acompanhava o nível de governismo da Câmara, sem alterações significativas. A diferença do grau de governismo entre Câmara e evangélicos não passou de 3 pontos nos governos petistas. No governo Jair Bolsonaro (PSL), o "governismo" evangélico é 13% maior. Com esse poder, partidos procuram se aproximar da força evangélica conservadora e que ocupa enorme espaço na política do País.
Reflexo do cotidiano
Para o deputado federal gaúcho Ronaldo Santini (PTB), que é católico, "esse crescimento evangélico" é consequência de uma série de fatores. Afirmou que "o governo foi eleito com apoio muito forte da bancada evangélica, apoio declarado nas próprias eleições". Outro ponto, segundo o parlamentar, "o crescimento é o reflexo do que acontece no cotidiano. As pessoas estão buscando nas igrejas evangélicas aquilo que não encontram nas demais denominações religiosas". E é natural, segundo o deputado, "que isso se reflita também dentro do Congresso Nacional, já que o Parlamento é o espelho do que é representado aí fora".
Habilidade do presidente
Em relação à posição de apoio do governo crescer ou diminuir, vai depender muito mais da habilidade do presidente, frisa o deputado. "O grupo evangélico tem se identificado muito com as causas do presidente: a questão familiar mais conservadora, mais voltada para os valores."
Aumento da população
Para o congressista, "o crescimento da bancada evangélica, tem uma relação muito mais com o aumento da população evangélica do que qualquer outra situação. Cresceu o número de evangélicos no mundo, cresceu o número de evangélicos no Brasil, naturalmente, cresce o número de evangélicos no Congresso como reflexo da sociedade".
Pastor investe no fiel
Sobre o crescimento evangélico, que em 2040 pode superar a comunidade católica, Santini avalia que "a igreja evangélica investe na recuperação do fiel. Ela vai atrás, ela busca, quando o cara quer sair ela traz de volta, ela cerca a família. Ela não abre as portas e fica esperando alguém chegar". Na análise do parlamentar, "o pastor investe, busca, faz aquilo que a igreja católica fazia no passado e que hoje não faz mais".
 
Comentários CORRIGIR TEXTO
Edgar Lisboa
Edgar Lisboa
Notícias da capital federal e informações sobre projetos do Congresso Nacional e medidas do Palácio do Planalto, especialmente com interesse do Rio Grande do Sul estão na coluna Repórter Brasília. O jornalista Edgar Lisboa traz um resumo diário do que de mais importante acontece na tramitação do Legislativo e na movimentação da bancada federal gaúcha.