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Porto Alegre, terça-feira, 11 de junho de 2019.
Dia da Marinha Brasileira.

Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 07/06/2019.
Alterada em 07/06 às 03h00min
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Custo do gigante de concreto

Nem a seleção brasileira motiva o torcedor a lotar o Estádio Mané Garrincha, com 74 mil lugares, o mais caro da Copa de 2014, ao custo de R$ 1,8 bilhão. Apesar da presença de Neymar, apenas 34 mil torcedores compareceram ao jogo Brasil 2x0 Catar, deixando 30 mil lugares vazios no gigante de concreto. Parece que o torcedor adivinhou que o craque jogaria por escassos 18 minutos, quando saiu com uma lesão no tornozelo... Mas foi prestigiado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) no hospital em que se tratava.
Dinheiro público
Só o Flamengo, quando joga em Brasília, consegue levar 60 mil torcedores, seguido do Palmeiras, com 30 mil. No Campeonato Candango deste ano, o jogo Real x Santa Maria levou "espetaculares" 60 torcedores ao gigantesco estádio, deixando na imensidão 73.940 cadeiras vazias... A manutenção do Mané Garrincha custa R$ 700 mil mensais, dinheiro do cofre público do Distrito Federal.
Descontrole geral
"Está tudo sob um descontrole geral", afirmou o senador gaúcho Paulo Paim (PT), avaliando o desempenho do governo nos últimos meses. Segundo o congressista, "é muita preocupação em todos os sentidos. Cada medida que o governo toma gera uma crise. A última foi a de mexer nas regras do trânsito, na segurança dos bebês, e no desarmamento".
Relação com o Congresso
Para o senador gaúcho, "está tudo confuso, hoje foi uma confusão tremenda. O governo prevê um acordo lá no sentido de que se votasse as matérias, andou orientando a sua base para derrubar os vetos, cada um votou como quis". Segundo Paim, até o Major Olímpio, que é o líder do governo, é o líder do PSL, estava "jogando espada pelas ventas". "Nenhum dos acordos que ele fez foi cumprido. Então é muita falta de comando." Segundo o senador petista, "não se sabe nem com quem negociar porque não tem base, e as negociações depois não valem. Então fica tudo uma confusão, é tudo muito desordenado", assinalou.
Crédito em pauta
Para Paulo Paim, o foco dos congressistas na próxima semana "serão os empréstimos para que o governo possa gastar R$ 200 e poucos milhões, porque vai faltar dinheiro". A votação para isso foi jogada para quarta-feira próxima.
Crédito rural
Os bancos privados podem conceder subvenção econômica nas operações de crédito rural, na modalidade de equalização de taxas de juros e outros encargos financeiros. A proposta é de autoria do deputado federal gaúcho Covatti Filho (PP), hoje secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, e recebeu parecer favorável do deputado Celso Maldaner (MDB-SC). Confederações de cooperativas de crédito também poderão conceder o benefício.
 
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Edgar Lisboa