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Porto Alegre, sexta-feira, 26 de abril de 2019.
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Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 26/04/2019. Alterada em 26/04 às 03h00min

Proposta tem equívocos

O deputado federal gaúcho Marcelo Moraes (PTB) avalia que "a Previdência, como está atualmente, está inviabilizada. O que foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara foi a admissibilidade, ou seja, ainda não foi avaliado o mérito, e sim a constitucionalidade da matéria". Agora, segundo o congressista, "a gente começa a discutir o mérito a partir da criação de uma Comissão Especial que vai tratar desse tema, e eu acredito que a atual proposta tem alguns equívocos que devem ser mudados".
Migrando para a cidade
O parlamentar cita como exemplo a questão da aposentadoria agrícola. "Só na minha região, nos últimos cinco anos, nós perdemos mais de 12 mil produtores de tabaco, nós baixamos de 85 mil para 73 mil". Ele argumenta que "várias regiões do Estado, onde a gente visita o interior, a área rural, está virado só em casa antiga, abandonada, porque as pessoas estão migrando para a cidade".
Tem que ter sensibilidade
Para Marcelo Moraes, "qualquer mexida na aposentadoria rural pode também trazer um prejuízo muito grande ali na frente, até porque, lembro que entre 2016 e 2017, quando foi o pico do desemprego e da crise financeira no nosso País, quem segurou a economia foi justamente a agricultura". O deputado acredita que tem que ter "um certo tipo de sensibilidade e tentar fazer alguma mudança".
Trabalhadores do tabaco
Outros pontos também preocupam o parlamentar. Ele comenta que a pessoa arranca com 60% da aposentadoria, e aí precisa trabalhar mais 20 anos para alcançar 100%. Vou trazer o exemplo da minha região, que vive da cultura do tabaco, e nós temos trabalho na safra onde 40 mil trabalhadores trabalham durante seis a oito meses e esses trabalhadores acabam ficando boa parte do tempo do ano fora do trabalho formal". O parlamentar afirma que "com certeza, os trabalhadores da minha região vão ficar sem conseguir se aposentar com 100% do benefício, então isso preocupa também".
Pobre paga a conta
Moraes considera que é preciso uma reforma, porque não é possível continuar tirando mais de R$ 200 bilhões do orçamento da União. "Quem está pagando essa conta é o pobre, porque é dinheiro que poderia estar sendo investido em educação e em saúde". O deputado crê que, a partir de agora, "o debate dentro do mérito vai fazer com que se tirem algumas coisas que prejudicam o desenvolvimento do País, e se, lá na frente, a gente conseguir chegar numa proposta que seja benéfica para o Brasil, com certeza vai ter o voto favorável, mas como ela está hoje, o voto é contrário", sentenciou.
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