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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 01/03/2019. Alterada em 28/02 às 01h00min

Rombo dos estados

O deputado gaúcho Pompeo de Mattos (PDT) fez uma análise do que levou alguns estados brasileiros a deixarem um rombo de mais de R$ 70 bilhões, um buraco sem fundo. Para o parlamentar, que é um estudioso de fundos de pensões, cada estado tem a sua peculiaridade. No Rio Grande do Sul, por exemplo, é a folha de pagamento. "Nós temos uma folha em que o inativo é maior do que o ativo. E o Estado, só no governo de José Ivo Sartori (MDB), criou um fundo de Previdência."
Exemplo pessoal
Pompeo citou seu próprio exemplo: "Eu sou do Banco do Brasil. Quando me aposento, o banco diz: 'ufa! Graças a Deus se aposentou'. Eu deixo de receber do banco e passo a receber do fundo. O banco se livra de mim e contrata dois no meu lugar pela metade do que eu ganhava". Já no Estado, salienta o deputado, "quando o funcionário se aposenta, é mais um problema". Segundo o parlamentar, é porque o Estado tem que continuar pagando o servidor e ainda contratar outro para o lugar dele. Por isso que o Estado criou aquele "abono de permanência". O que é o abono de permanência? "É pagar mais para o funcionário não se aposentar. Ao invés de pagar um aposentado e um da ativa, o Estado impede que ele se aposente e paga um pouco mais para ele. Com isso, o Estado acaba economizando de maneira às avessas", frisou.
Entrou 'metido a macho'
O parlamentar argumenta que Sartori entrou "metido a macho" e colocou 5 mil brigadianos para fora porque não quis pagar o tal de abono permanência, "porque achou aquilo um absurdo". Segundo o deputado, "olhando assim, a olho nu, era um absurdo mesmo tu pagar a mais para o cara não se aposentar, mas quando tu vais fazer a conta, é a única saída. Senão vai ter que pagar dois", especifica o pedetista.
Solução é o fundo
Para Pompeo, "a solução é esse fundo. Só que esse fundo é para quem está entrando agora e só vai começar a dar resposta em 20 anos. Então, para girar, leva, no mínimo, 20 anos", afirma o parlamentar. E continua: "Em 20 anos, as pessoas já vão se aposentar, porque muitos já entram no Estado com 10, 12 anos de trabalho. Digamos, a volta completa mesmo, o serviço completo vai levar 30 anos para o Estado fazer a volta. Aí, quando a pessoa se aposentar no Estado, o Estado se livra dele, não vai pagar, e quem vai pagar é o fundo". O que é grave nos estados e que as pessoas não entendem, segundo Pompeo, "é que o Estado, quando uma pessoa se aposenta, fica pagando por dois. É isso o que está impactando, e muito, a atividade dos estados", enfatizou.
 
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