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Porto Alegre, sexta-feira, 31 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sexta-feira, 31 de julho de 2020.
25/02/2019 - 21h42min.
Alterada em 25/02 às 21h41min

Energia e agronegócio

FILIPE CARDOZO/DIVULGAÇÃO/JC
Os países do Golfo Pérsico estão buscando oportunidades de negócios com o Brasil. O novo embaixador do Kuwait, Nasser Riden Al Motairi (à direita na foto), anunciou que o fundo do país que financia projetos para países em desenvolvimento tem interesse em empreendimentos na área de infraestrutura no Brasil. Segundo o embaixador, entre os setores em potencial estão o de energia e o agronegócio. O diplomata reuniu, na embaixada, em Brasília, personalidades da diplomacia, do mundo político, empresarial e da comunicação, na última quinta-feira, buscando fortalecer as relações entre Brasil-Kuwait.
Os países do Golfo Pérsico estão buscando oportunidades de negócios com o Brasil. O novo embaixador do Kuwait, Nasser Riden Al Motairi (à direita na foto), anunciou que o fundo do país que financia projetos para países em desenvolvimento tem interesse em empreendimentos na área de infraestrutura no Brasil. Segundo o embaixador, entre os setores em potencial estão o de energia e o agronegócio. O diplomata reuniu, na embaixada, em Brasília, personalidades da diplomacia, do mundo político, empresarial e da comunicação, na última quinta-feira, buscando fortalecer as relações entre Brasil-Kuwait.
Competição com países asiáticos
O presidente da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), deputado Alceu Moreira (MDB-RS), avalia que, de fora para dentro, o capital internacional vai querer investir em coisas estratégicas para garantir o suprimento alimentar e que possa segurar a rentabilidade fora do País. No entendimento do parlamentar, investir em infraestrutura e energia significa, certamente, "uma competição que vai estar diretamente ligada a países asiáticos, por exemplo, à China; eles vão querer ocupar esse espaço. Cada um deles tem um ângulo de visão e um interesse específico. Não são idênticos. Inclusive nem todo o pessoal do Golfo Pérsico, nem todos os países são os da Ásia, estamos trabalhando com interesses específicos de acordo com o ângulo", assinalou.
Clareza do que se quer
Para Alceu Moreira, é preciso que o governo, o empresariado e o agronegócio brasileiros tenham clareza do que desejam ter. Segundo o líder do agronegócio, "essas coisas têm preço. Ninguém vem para cá fazer investimento só porque gosta dos brasileiros. Então, se vamos fazer a reforma da Previdência, vamos aprovar. Vamos ter, no próximo ano, em torno de R$ 60 bilhões para investimento. Com isso, temos que conversar com Paulo Guedes (ministro da Economia) para, em um prazo de 10 anos, com a perspectiva de aprovar, sobre que investimento externo nós precisamos ou não. O que é estratégico para nós ou não. Porque qualquer deles quer a relação de dependência", acentuou.
Fundamentais para o crescimento
Na análise do deputado, "infraestrutura energética, de rodovia, logística, isso é o nosso custo Brasil". Ele argumenta que tanto a energia quanto estradas, ferrovias ou hidrovias são fundamentais para o nosso crescimento". O congressista afirma que "temos que acertar todas as estratégias, mas no coração dela, a artéria por onde passa os movimentos está na infraestrutura", concluiu.
 
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Edgar Lisboa
Edgar Lisboa
Notícias da capital federal e informações sobre projetos do Congresso Nacional e medidas do Palácio do Planalto, especialmente com interesse do Rio Grande do Sul estão na coluna Repórter Brasília. O jornalista Edgar Lisboa traz um resumo diário do que de mais importante acontece na tramitação do Legislativo e na movimentação da bancada federal gaúcha.