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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 11/01/2019. Alterada em 11/01 às 01h00min

Voto fechado ajuda Renan

O apoio do Congresso Nacional é imperativo para que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) consiga cumprir suas promessas de campanha. Depois de fechar com Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara dos Deputados, o governo, com a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, de manutenção das eleições secretas para a presidência da Câmara e do Senado, terá que negociar com Renan Calheiros (MDB-AL), que, para o Palácio do Planalto, não é confiável. Com o voto secreto, a candidatura do senador alagoano ganha força maior. Os senadores que querem votar em Calheiros se sentiriam mais pressionados se a votação fosse aberta. Agora, eles estão protegidos. Rodrigo Maia também pode ser beneficiado na Câmara com o voto secreto, porém sempre terá espaço para traição.
Governo e Congresso
O governo precisa mais do que nunca de uma relação estreita com os líderes do Legislativo para que as propostas do Executivo não parem no tortuoso caminho até o Plenário. É de fundamental importância que Bolsonaro tenha na liderança da Câmara e do Senado nomes completamente afinados à sua agenda, ou, pelo menos, pouco resistentes a ela. O primeiro teste na relação com o Parlamento será a reforma da Previdência, que o governo pretende apresentar na próxima semana. Se não passar no Congresso, o País corre o risco de uma paralisia no governo e o início de uma relação conflituosa entre o Legislativo e o Executivo, que pode atrapalhar os projetos do novo presidente.
Tudo como antes
"Continua tudo como antes", lamentou o deputado gaúcho Heitor Schuch (PSB). "Hoje, tudo, tudo, tudo é voto aberto, e, para isso, também poderia ser. Ouvi muita gente dizer que isso ajuda o Rodrigo Maia, que ajuda o Renan Calheiros. Acho que a decisão do STF favorece os candidatos, acho que eles já devem estar até tomando uma espumante lá de Garibaldi", comentou o deputado.
Cortina de fumaça
Para Heitor Schuch, "a decisão de voto fechado é não avançar, assim como acho que o PSL veio com uma plataforma nova. Mas apoiar o Rodrigo Maia também é juntar o novo com a velha política. Então, parece que o que foi dito, na prática, não vai acontecer. Quer dizer, vamos avançar, vamos mudar, vamos limpar, e, na verdade, a não ser que tenha um fato novo, manter essa posição do PSL apoiando o Rodrigo, pelo menos na Câmara, aquilo que foi dito na campanha foi um blefe, foi uma mentira, uma cortina de fumaça".
 
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