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Porto Alegre, quinta-feira, 27 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Colunas

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 27/12/2018. Alterada em 26/12 às 21h46min

Bolsonaro prepara a festa

Brasília amanheceu, em seu 26 de dezembro, espanando o pó e varrendo o lixo para a festa da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). É esperada uma multidão recorde na Esplanada dos Ministérios, uma das avenidas mais largas do Brasil, com mais de 300 metros de largura. Fotografado lavando roupa no tanque de seu apartamento, na base da Marinha onde passou o Natal, não se espera que o novo presidente seja visto de vassoura na mão varrendo a Esplanada dos Ministérios. Tal como o exemplo dos prefeitos das maiores cidades do Brasil, Cesar Maia (DEM), do Rio de Janeiro, e, anos depois, João Doria (PSDB), em São Paulo, que vestiram os uniformes de garis e foram para a rua catar lixo ao lado dos lixeiros profissionais em frente a um a batalhão de fotógrafos e cinegrafistas.
Novos tempos no Brasil
Para a festa, são aguardados mais de 2.000 convidados, entre autoridades e familiares, grande parte deles casais de dignitários estrangeiros. Virão os presidentes de nossos parceiros no Mercosul, Maurício Macri, da Argentina; Mario Abdo Benítez, do Paraguai; Tabaré Vázquez, do Uruguai e os chefes de Estado Martín Alberto Vizcarra Cornejo, do Peru; Iván Duque Márquez; do meio sócio e parceiro preferido do novo mandatário brasileiro, Sebastián Piñera, do Chile, país associado ao Mercosul, assim como a Bolívia. Entretanto, o presidente Evo Morales não confirmou sua presença. O presidente boliviano está olhando os novos tempos do Brasil ainda de longe, meio arisco, temendo alguma gafe, pois, tal como Nicolas Maduro, da Venezuela, criticou, na época, o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Contudo, não chegou a ponto de ser desconvidado, como os presidentes de Cuba e da Nicarágua.
Destaque para Portugal
Além dos países vizinhos, estará em Brasília o chefe de estado da Pátria-Mãe, Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Já de segundo escalão haverá muitas delegações especiais, cerca de 60, chefiadas por ministros e muitos dignitários, destacando-se o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeu. O premiê de Israel Binyamin Netanyahu também estará na posse do presidente eleito. Bibi, como o primeiro-ministro é conhecido, chega ao fim da manhã desta sexta-feira ao Rio, para encontrar-se com Bolsonaro e prestigiar a cerimônia de posse.
Desconvite choca a todos
No âmbito diplomático, a novidade foi o "desconvite" aos presidentes latino-americanos. Chocou mais a hostilidade com a Venezuela, país que tem uma fronteira extensa com o Brasil e vive um momento de confusão devido ao êxodo de venezuelanos para Roraima. Isto recoloca o Brasil numa posição incômoda, que marcou o relacionamento com nossos vizinhos no Século XIX e, parte do Século XX, quando havia um antibrasileirismo nos países hispânicos. Essa reprovação do Brasil vinha, primeiro com o regime imperial, cercado por repúblicas numa época de militâncias antimonarquistas no Ocidente. Essa situação foi sendo pouco a pouco removida, consagrando-se a unidade regional nos governos José Sarney (MDB)/Raúl Alfonsín, com a criação do Mercosul. Agora, com o antagonismo Bolsonaro/Maduro, o Brasil reassume esse papel de "inimigo externo" de que desfrutou no passado.
 
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