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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de setembro de 2018.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Edição impressa de 10/09/2018. Alterada em 10/09 às 01h00min

Pesquisas após facada

O cientista político Carlos Melo, professor do Insper, fez uma análise para a coluna Repórter Brasília, sobre a última pesquisa divulgada pelo Ibope da corrida presidencial, na qual o candidato Jair Bolsonaro (PSL) aparece consolidando o seu eleitor no primeiro turno e, também, robustecendo sua rejeição, no segundo turno. Assinalou que agora, após o episódio da facada, em Juiz de Fora, não se sabe mais o que pode acontecer.
Próximas pesquisas
Carlos Melo lembra que "é claro que essa pesquisa foi a primeira depois do início do horário eleitoral; o Bolsonaro vinha tomando pancada de todos os lados, principalmente, do (Geraldo) Alckmin (PSDB). A gente vai ter que ver mais uma ou duas pesquisas para saber qual o efeito disso. Segunda-feira (hoje), teremos a Datafolha e, a partir daí, pode-se avaliar se aquilo se consolida".
Bom de fala
Na parte mais intermediária da pesquisa, avalia Carlos Melo, observa-se Ciro Gomes (PDT) crescendo e já empatando com Marina Silva (Rede). "Me parece que o Ciro aproveitou bem a televisão. Não só o programa eleitoral, mas a sabatina no Jornal Nacional e todas as exposições." Na opinião do professor, "Ciro é um sujeito que fala muito bem. Tudo o que ele fala, às vezes, tem que ser checado". Outro ponto destacado é o eleitor indeciso, o eleitor que está no processo de migração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para outro candidato, tem que ver como fecha a tendência.
Mulheres eleitoras
Sobre os 52% de mulheres que podem definir uma tendência, na avaliação de Carlos Melo, "normalmente é o tipo de eleitor que demora mais para se definir. Parece que é menos emocional, pensa um pouco mais, enfim, é um grande problema para Bolsonaro. Ele tem um terço de votos femininos; e dois terços de masculinos".
Decisivo no segundo turno
Bolsonaro se mete em polêmica em relação "à questão da mulher, em relação ao negro, inclusive, de alguma forma, desqualificando o processo de escravidão no País", comenta o cientista político. "É claro que isso tende a ter uma rejeição muito grande, você está falando de um contingente nacional enorme com quem ele se meteu em escaramuças. Acho que isso é decisivo no segundo turno."
Haddad como candidato de Lula
O que a pesquisa não mostra, avalia o professor Carlos Melo, e vamos ter que esperar para ver é que o Fernando Haddad (PT) não é colocado nas pesquisas como candidato de Lula, ele é colocado como candidato Haddad. "Vamos precisar ter alguns dias para ver como vai reagir Haddad quando ele aparecer para todo mundo como o candidato do Lula, e aí a gente vai ter uma noção do potencial dele e também ver quem é que vai para o segundo turno com o Bolsonaro."
Facada no Bolsonaro
Sobre a facada em Bolsonaro, o professor Carlos Melo acentuou que "não precisa dizer que isso é lamentável". Em termos eleitorais, acho que "o episódio deixa o eleitor do Bolsonaro ainda mais convicto e radicalizado. É um eleitor capaz de se pintar para a guerra. Agora, será que amplia o eleitorado?".
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