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Mobilidade Urbana

- Publicada em 10 de Junho de 2021 às 14:01

Prefeitura estuda demandas de mobilidade do Centro Histórico

Uma das propostas de intervenção será em trecho da Rua da Ladeira (General Câmara)

Uma das propostas de intervenção será em trecho da Rua da Ladeira (General Câmara)


MARIANA ALVES/JC
A proposta da prefeitura de Porto Alegre de atuação específica no Centro Histórico vai além da alteração nas regras para construção ou requalificação de vias. Desde o início do ano, um grupo de trabalho na Secretaria de Mobilidade Urbana pensa especificamente nos acessos ao bairro e a sua relação com o entorno: Orla, Cidade Baixa e Bom Fim, 4º Distrito e Região Metropolitana.
A proposta da prefeitura de Porto Alegre de atuação específica no Centro Histórico vai além da alteração nas regras para construção ou requalificação de vias. Desde o início do ano, um grupo de trabalho na Secretaria de Mobilidade Urbana pensa especificamente nos acessos ao bairro e a sua relação com o entorno: Orla, Cidade Baixa e Bom Fim, 4º Distrito e Região Metropolitana.
É o Estudo de Mobilidade Urbana para o Centro Histórico, previsto para ser entregue até o fim do ano. Iniciado na gestão passada com a contratação da consultoria Matricial, de Porto Alegre, será pago com recursos do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), dentro do programa Orla-POA. O trabalho dará diretrizes para intervenções que possam ser feitas no curto e médio prazo, explica Matheus Ayres, secretário adjunto de Mobilidade.
Conforme o termo de referência, base do edital para a contratação da consultoria, o estudo deve considerar pontos como: a conectividade e o atendimento de transporte coletivo na Orla; a moderação de velocidade dos veículos, já que é uma região com intensa movimentação de pedestres; qualificação dos passeios e da acessibilidade; estímulo à mobilidade ativa (a pé e de bicicleta); faixas ou corredores exclusivos para ônibus.
Segundo Ayres, já foram realizadas ao menos 20 reuniões com setores da sociedade, e os dados podem ser aproveitados por outros setores da prefeitura, a exemplo do grupo que trabalha no programa para alteração do Plano Diretor no Centro. Após audiência pública, no fim do processo, um relatório vai consolidar as características da região, como: percursos e tempo dedicado a eles; circulação de pedestres; estacionamentos; uso de transporte por aplicativo; carga e descarga; condição para modais de micromobilidade.
Em paralelo, está sendo elaborado por técnicos da secretaria um Plano de Mobilidade para Porto Alegre, com foco no momento de pandemia. A ideia é apresentá-lo até o início de 2022, em atendimento ao novo prazo da Política Nacional de Mobilidade Urbana. Passado o período de emergência sanitária, Ayres informa que a prefeitura irá articular a realização de um outro plano, de longo prazo, provavelmente através de consultoria externa. Conforme o adjunto, a proposta que está em elaboração “não será definitiva porque, com o final da pandemia, voltam os pontos críticos que agora não se consegue identificar”.
É o documento consolidado que apontará diretrizes para o transporte coletivo, um dos maiores problemas da Capital hoje. Ainda assim, é possível antecipar medidas que devem interferir no sistema de transporte do Centro. As manifestações do prefeito Sebastião Melo (MDB) e a proposta de novas regras para o planejamento na região indicam um futuro com menos paradas de ônibus no “miolo” do bairro.
Em entrevista à BandNews, o secretário de Planejamento e Assuntos Estratégicos, Cezar Schirmer, falou sobre implantar um terminal para ônibus metropolitanos fora do Centro, integrado a um VLT (veículo leve sobre trilhos) que leve os passageiros até a Praça XV e ao Gasômetro. Até o momento são ideias que dependem de debate com a sociedade, vontade política e captação de recursos para virar realidade.

Ações em andamento focam em mais espaço para pedestres

Matheus Ayres, secretário adjunto de Mobilidade Urbana em Porto Alegre, fala em quatro grandes frentes de atuação que impactam a mobilidade na região central. Duas delas são os planos de mobilidade já citados - um para o Centro, o outro para toda a cidade.
Além destes, está em andamento o projeto do Quadrilátero Central, também com recursos do CAF. Na terça, dia 8, foi lançado o edital de licitação para as obras de revitalização do calçadão das ruas Andradas e Uruguai e urbanização de uma área com quase 30 mil metros quadrados (mais informações no blog). O trabalho é coordenado pela Secretaria de Planejamento e operado pela Secretaria de Obras.
Completa a lista um grupo de Projetos Executivos do Centro Histórico, coordenados pela Secretaria de Mobilidade. Serão quatro áreas de intervenção: o Caminho dos Antiquários, no entorno da Praça Gen. Daltro Filho; a avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, no caminho que liga a Cidade Baixa à Orla; trechos das ruas General Câmara e Sete de Setembro; e na avenida Júlio de Castilhos, próximo ao Centro Popular de Compras.
Em todo o Centro a proposta é ampliar a área para circulação de pedestres e bicicletas, com controle da velocidade e redução das áreas de estacionamento e trânsito de veículos. Ayres sustenta que, “quando se humaniza as vias com iluminação, pintura, urbanismo tático e aumentando a área de passeio, diminui a quantidade de acidentes, incluindo roubo e assalto”. A ideia, completa Ayres, é tomar as ações do Centro como um “case” do que pode ser feito em outras partes da cidade.